Sábado, 5 de Agosto de 2017

VERTIGENS

28 d2 - vertigens beites.jpg

 

    (…)

    E aí, de novo, entronca sem dúvida a ideia de “circulação”, desde os sentimentos, repete-se, à estrutura mobilizante de coisas, produtos e mercadorias, da fábrica que se perfila no horizonte económico possuído e a desenvolver (a tinturaria de Sérgio), às relações entre personagens donde nunca está ausente o factor económico, mais ou menos condicionante (à excepção da personagem João Parra) das suas vidas.

    (…)

    Nos seus esforços de “integração” ou adaptação a um quotidiano banal de onde não sabe bem como sair, mas adquirindo sobre isso a firme noção de querer sair e ter de sair, a fuga pelo devaneio desemboca sem consumação no incesto latente, potencial porque sempre sufocado e escamoteado mas que dir-se-ia quase desejado, numa cena (das mais poderosas do livro) em que a dimensão onírica da escrita e da sua descrição fazem surgir um dos mais impressivos e fortes momentos de todo o romance.

    (…)

 

                                                                                                                                    (do Prefácio)

 

 

Vertigens

 

Manuel Beites

 

Edições Triunvirato

 

2005

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 00:05
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 9 seguidores

.Fevereiro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28


.links

.posts recentes

. O FORAL DE D. AFONSO III

. ERA UMA VEZ...

. MELGAÇO, ACÇÃO CULTURAL E...

. O AMOR DO PADRE ANÍBAL

. ANTÓNIO IGREJAS, AS DAMAS...

.pesquisar

 

.tags

. todas as tags

.subscrever feeds