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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

UM AUTO-ÓMNIBUS EM 1912

melgaçodomonteàribeira, 14.02.15

Auto Melgaço

 

AUTO MELGAÇO

 

Empresa de transporte de passageiros criada a 24/5/1912 por Cícero Cândido Solheiro (1878-1947), um dos maiores empreendedores que Melgaço conheceu. A garagem era na Corredoura, Prado, e o seu 1º motorista foi Emídio Augusto Castro. O “auto-ómnibus”, «Berliet» de 22 HP, com lotação para 20 passageiros e capacidade para 600 kg de bagagens, chegara a Melgaço a 5/5/1912. Fazia carreira diária entre Melgaço e Valença, com serviço combinado com o caminho de ferro. (Nota: Os passageiros que partissem de Melgaço poderiam também embarcar no Rio do Porto, em frente à Loja Nova, onde havia paragem. O ómnibus, no regresso, iria a S. Gregório, quando o número de passageiros não fosse inferior a cinco, custando cada passagem mais 500 réis, não pagando pela bagagem mais do que até Melgaço (Vila). Logo que a estação de Lapela abrisse, o serviço seria feito a todos os comboios, havendo grandes alterações no horário e preços de passagem, com vantagens para o público (Melgaço, (10/5/1913. C.C.S.). Quando os hotéis do Peso abriam, reforçava a sua frota, contratando novos motoristas. A fim de tornar mais conhecida a sua empresa promovia passeios gratuitos, como aquele que efectuou a 16/5/1913, a Vigo. As relações de trabalho por vezes eram conflituosas. O “Correio de Melgaço” publica, a 26/4/1913, o seguinte anúncio: «Cícero Solheiro, proprietário do Auto-Melgaço, declara para os devidos efeitos que despediu dos seus serviços de chauffer o empregado, D. Manuel Ròbinos, em virtude duma local publicada no “Jornal de Melgaço” 980, com a epígrafe «Um automóvel que se precipita». Pela mesma altura (1913) publicava-se no CM «A Empresa Sousa & Irmão abriu ao público (…) a carreira diária para aquela estância (Águas do Peso), sendo a partida desta Vila às 10 h… Aos domingos e dias de tribunal só virá um cavalo de sela fazer a carreira». Os animais ainda se aguentaram uns anos na estrada, mas os automóveis acabaram por vencer. Como o comboio chegou a Monção em 1915, a partir daí a carreira diária era efectuada entre Melgaço (partida 11 h) e aquela Vila (regresso 16.30).

 

Dicionário Enciclopédico de Melgaço II

Joaquim A. Rocha

Edição do autor

201O

p. 41

 

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