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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

O CORETO DO MESTRE MORAIS

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    O que buscas orfãozinho Assim vestido de preto? Eu, pobre desgraçadinho Busco, o Morais, o paizinho E também busco o coreto   A tua mãe onde está? Não sei se é viva se é morta, Andava a passar, p’ra lá Em companhia do Ná, Tripa no tempo da “Frota”   Agora não tenho pai E mãe decerto morreu, Razão porque ando de preto, Mas o pequeno coreto Onde é que ele se meteu?   Vasquinho

HOMENAGEM MANUEL IGREJAS

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Manuel Igrejas diante de uma das suas obras        Manuel Igrejas, homem de escrita escorreita no contar das suas histórias da história de Melgaço ou não tivesse como mestre na arte o Vasquinho da Central, cedo se destacou na arte do desenho.    Partiu para o Brasil na década de 50 do século passado e logo encontrou no desenho sobre azulejo a sua paixão. Melgacense e Patriota empedernido, tem trabalhos que podem ser admirados, por exemplo, na entrada do Convento de Nª (...)

ANTI-SALAZARISMO EM MELGAÇO

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    PARA  HISTA         O que pedes não está ao meu alcance, não faço ideia que alguém se tenha debruçado sobre o assunto. O Paiva Couceiro, além de monárquico empedernido, corrido do nosso Portugal na 1ª Republica, regressou e logo virou costas ao de Santa Comba Dão, ao Cerejeira e companhia. Homem de guerras, África ou Europa, ia a todas, passou o tempo em jogos de guerra, digo eu, e foi aproveitado pelas forças anti-salazaristas para, pelo menos, chatear o regime.

PAIVA COUCEIRO E MELGAÇO

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
   Paiva Couceiro     O CHAUFER VASQUITO        Paiva Couceiro, figura militar monárquica, homem de intentonas e inventonas, levou as nossas terras serranas atrás da quimérica Monarquia do Norte em 1912, Melgaço incluído; exilado para terras de Espanha pela Republica, não era para mim figura totalmente desconhecida, já que o Manuel Igrejas me tinha falado de uma relação entre a prisão de Paiva Couceiro – Arbo 1938 – e um amigo comum de Melgaço.    Há coisas, (...)

ZÉ DAS PETAS III

06.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Desenho de Manuel Igrejas      MÁGUAS DA D. LÂMPADA     Penduraram-me Para quê? Nuns fios retorcidos de metal Mas… e a luz? … Nem sinal. A minha utilidade É a de dar à luz Quando há Electricidade. Dar a Melgaço um ar De Civilização, O progresso mostrar A este sertão. Mas a falta de energia Tudo isto contraria. O fio vem D’além da Galiza. Mas nada por ele passa Nem desliza. Estando vento É um tormento. Se a chuva cai Mal se me vai. Se está calor É um horror. Se (...)

ZÉ DAS PETAS II

06.03.13, melgaçodomonteàribeira
    ARRELIAS   — O sôr “chanfer” quer uma ajudinha?... — Se me arranjasse umas câmaras novas… — Home goberne-se côas que tem. — Estas já deram o que tinham a dar. Tapei-lhe todos os furos, mas outros logo apareceram. — Por onde andou vomecê p’ra ficar com as rodas neste estado?... — Nem me fale tio Zé. Tive um frete p’ra Cabana e ia ficando sem carro. A estrada é nova mas tem cada trincheira, que até servem para plantar videiras… — Olhe que a vinha (...)

ZÉ DAS PETAS I

06.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Ano 1º     Terra do Frade, 1 de Abril de 1950    nº 1     … TÕDA A QUE PISA ÊSTE ESPAÇO É… MALDIZENTE… (REI DOS FRADALHÕES)     O ZÉ DAS PETAS   - ANUÁRIO LOCAL -   DESENGRAÇADO DEFENSOR DESTA ENGRAÇADA TERRA   Proprietário e Editor Rei do Cotão   Redactor Um Troglodita   Director Espírito do Frade   Redacção e Administração Avenida dos Desportos (Que liga a Feira Nova à Rua do Rio do Porto)   VOZ – DO ALEM TÚMULO   Oh débil geração (...)