Sábado, 12 de Abril de 2014

MIÑO OU MINHO, O NOSSO RIO

 

Rio Minho em Melgaço

 

 

RIO MIÑO OU MINHO

 

 

O Rio Miño ou Minho era conhecido na antiguidade pelos nomes de Minius ou Baenis e seria, segundo Estrabão o maior rio da Lusitânia (Estrabão, filósofo e geólogo grego, que teria vivido no tempo de Cristo, autor da Geographia, enciclopédia de saber geográfico, cujo livro III é dedicado à Ibéria), embora hoje se considere que o rio Baenis seria mais provavelmente o Rio Neiva que desagua no Oceano Atlântico 8 Kms a Sul de Viana do Castelo.

As águas do Rio Miño ou Minho teriam características medicinais e Francisco da Fonseca Henriques, nascido em Mirandela em 1665 e médico de D. João V no seu Aquilégio Medicinal, livro em que se dá notícia das agoas de caldas, de fontes, rios, poços, lagoas e cisternas do Reyno de Portugal, escreveu acerca delas: são as suas agoas boas para matar as lombrigas e para preservar de que se gerem; e para beberem os galicados: por haver nas ribeiras quãtidade de vermelhaõ, em que há parte de azougue…, sendo galicado alguém atacado pela sífilis ou doença venérea, vermelhão, sulfato de mercúrio pulverizado ou cinabre de cor vermelha, e azougue, mercúrio.

Zacuto (astrónomo, matemático e historiador, nascido em 1450 e que serviu D. João II) disse: as agoas do Minho saõ boas para dourar os cabellos e para tingir a lã, e todo o género de panos.

O Rio Minho ou Miño passa nas áreas mais chuvosas do Norte de Espanha: Maciço Galaico, e entre os Montes de Leon e a Cordilheira Cantábrica. Na Meseta de Lugo flui a uma altitude entre 450 e 650 metros.

É interrompido pelas Barragens de Belesar, Os Peares, Velle, Castrelo e Frieira.

São célebres, a montante de Valença, as suas quedas ou rápidos denominadas localmente de Ranhas.

Segundo alguns autores o Rio Miño ou Minho nasce a Norte de Lugo, Espanha, na Serra de Meira, mais precisamente em Pedregal de Irimia, Concelho de Meira, a uma altitude de 695 metros.

Para outros a sua nascente estaria na Laguna de Fonmiña, Concelho de A Pastoriza onde estas águas se aliariam, em movimentações mais ou menos subterrâneas, às da junção do Rio Meira com o Rio Longo.

Os Concelhos de Meira e de A Pastoriza reclamam ambos a sua paternidade e, para acalmar os ânimos num esforço conciliatório louvável diz-se agora, eufemísticamente, que o Rio Miño ou Minho tem a sua Nascente Natural ou Fonte Primária no Concelho de Meira, e a sua Nascente Histórica no de A Pastoriza.

Neste Rio, bem recheado de lendas e figuras mitológicas, que os Romanos consideravam embruxado (julgando mesmo que por detrás da sua Foz se esconderia no nevoeiro o Fim da Terra, Finis Terra), abundavam hechicheras, feiticeiras ou magas habitantes do rio, xarcos, seres escondidos em poços e hombres pez, homens peixe, que tanto podiam viver no rio como fora dele.

Entre Arbo, Espanha, povoação que se situa frente à de Peso (Melgaço), Portugal, um pouco a jusante do ponto em que o Rio Minho ou Miño inicia o seu percurso internacional, avisava-se a quem por ali transitasse deveria levar uma pedra na boca para não falar, senão as magas e as feiticeiras criar-lhe-iam problemas, método que, aliás, com o sem mangas, hechiceras, hombres pez ou qualquer outro ser sobrenatural, é o mais utilizado em todas as ditaduras para criador de consensos.

 

 

Retirado de: Rios Ibéricos Internacionais

                      

                     www.riosibericos.com

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 09:42
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Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

PESQUEIRA MOSQUEIROS EM REMOÃES

 

 

PESQUEIRA MOSQUEIROS EM REMOÃES

 

 

   Esta pesqueira pertenceu ao Convento de Paderne segundo o ‘Inventário’ de 1770. Em 1903 era de Maria Teresa Mosqueiro Almeida e outros. Segundo um pescador de Melgaço, a ‘Mosqueiros’ era, no tempo do ‘Minho farto’, “uma das melhores pesqueiras. Chegou a dar 20, 25 ou 30 lampreias e 60 ou 70 sáveis” (segundo depoimento de um pescador local).

   Em 1962 foi objecto de uma reclamação de proprietários de outras pesqueiras a montante pois viam-se prejudicados com a rarefacção do peixe em resultado deste não poder ultrapassar a barreira da ‘Mosqueiro’ e da ‘Folgado’ que chegaram a estar completamente ligadas. Na decisão então proferida pelos Serviços da Hidráulica ordenava-se que “os rabos deveriam ser separados por forma a que ficasse um canal para a passagem do peixe com a largura de cerca de 1/3 da largura total do rio” (Capitania de Caminha – Procº 313 PS 54).

   Em 1967 e de acordo com relação existente no Arquivo da Capitania do Porto de Caminha, encontrava-se subdividida em quinhões de pesca por Magnífico da Conceição Calheiros e outros.

   A pesqueira tem 68m de comprimento, 2,7m de largura e 4m de altura.

 

Retirado de:

 

2008 ACER – Associação Cultural e de Estudos Regionais

 

http://acer-pr.org

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 07:50
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Terça-feira, 26 de Março de 2013

RECEITA DA LAMPREIA, sécs. XV – XVI

 

 

« Receita da lampreia » no Livro de Cozinha da Infanta

Dª. Maria de Portugal (séculos XV – XVI)

 

 

    O Livro de Cozinha da Infanta Dª. Maria, códice portugués da Biblioteca Nacional de Nápoles, de fins do século XV e principios do XVI, ilumina moito mellor a antiga arte de cociñar en Portugal nunha época histórica de que pouco se coñece sobre matéria gastronómica. Dona Maria de Portugal (1538 – 1577), filla do Infante D. Duarte e neta de D. Manuel I, era una muller de notable formación e sensible á cultura de súa pátria.

    No seu manuscrito lemos esta receita da lamprea: « Tomarão a lampreia lavada com água quente e tirar-lhe-ão a tripa sobre uma tigela nova, porque caia o sangue nela, e enrolá-la-ão dentro daquela tigela e deitar-lhe-ão coentro e salsa e cebola muito miúda, e deitar-lhe-ão ali um pouco de azeite e põ-la-ão coberta com um telhador, e como for muito bem afogada, deitar-lhe-ão muito poucochinha água e vinagre, e deitar-lhe-ão cravo e pimenta e açafrão e um pouco de gengibre ».

    Esta xoia bibliográfica, xunto coa de Rupert de Nola, veñen a ser as máis antigas referencias – fins do século XV e comezos do XVI – que ensinan de maneira clara receitas sobre a lamprea. Estes autênticos « libros de receitas », aparecidos finalizando o período medieval, posiblemente recollan unha tradición culinaria de séculos anteriores, e igualmente demonstran que o petromyzon fluvialis era prato coñecido de grandes señores e de ilustres señoras, tal o caso da infanta dona Maria de Portugal e o rei don Hernando de Nápoles.

 

 

Retirado de:

 

Caderno da XLIII Festa da Lamprea

2003

Arbo – Galicia  

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 08:48
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Sexta-feira, 8 de Março de 2013

GALIZA, ARBO EM 1905

 

Estação de Arbo

 

Fotografia de Guillermo Gonzalez

 

 

GALIZA,  1905

 

    Arbo – Gente do tipo pequeno e provincial rústico; senhores de barbaças negras e lunetas ou óculos, e chapéu mole e fatos largos de aldeia. Galegas feias e fétidas, de botas. Da gare de Arbo vê-se, por cima do rio que muge, uma escapada de culturas que vão até às montanhas; das casuchas da encosta agricultada saem fumos; nas encostas pascem bois; ribas mais próximas, de pinheiros; a água faz ondulações espumantes, quebrando-se nas pedras e muros dos açudes, faz uma pele de réptil, viscosa, bolhosa, verde e respirante. Uma galega que me vê escrever, põe em mim grandes olhos desconfiados. Uma barca a distância, gente do outro lado, à espera de passar. Em Arbo dois ou três chalés. Grande desfiladeiro de rochedos, com pequeno túnel; vinhedos sobre a direita, admirável escapada de vales e de outeiros, de casas e agriculturas, e montanhas. Uma ribeira cuja ponte passamos, confluente do Minho. Rampas de rocha viva. Canaviais nas encostas ou ribas que vão ao rio, grande corrente neste, ínsuas de rochas trágicas, açudes, barcos nos pontos sossegados. Agrava-se o campo. Uma região dura, sem culturas, curta; grande robleda da via-férrea ao rio, verde e de sombra, com grandes quebradas. Desfiladeiro enorme de penedia. Robleda. O rio afasta-se, com açudes, ondeando. Desfiladeiro de rochas. Cai água do alto. Túnel curto: montes, povitos rústicos, quebradas violentas à esquerda, outeiros áridos de rocha, e urze e mato. Da direita, grandes montes escalonados de fincas e vinhas e bosques. Menos rochedos nas margens, mais sossego nas águas. É o Douro, com arvoredos frondosos e vegetação nas terras. De novo margens de penedos, agora enormes e terríveis, alternativamente ocultos e descobertos pelos desfiladeiros que penetramos. A cada momento muralhas a suster a via. Da esquerda, montanhas de pedra, e de vinhedos e de pinhal. Da direita o rio, de margens abruptas, ínsulas de rocha, escarpas piramidais, donde brotam árvores a flux. O rio é todo ziguezagueando entre outeiros de pedra que nós imaginamos ou cortamos por túneis ou desfiladeiros, conforme calha; grandes montanhas altíssimas se adivinham aos dois lados por trás dessas ravinas, ou se vêem, se acaso nos voltamos para trás, a olhar entre dois montes ou desfiladeiros, os anfiteatros verdes, de casas, culturas e igrejotas.

 

 

FIALHO DE ALMEIDA

 

CADERNOS DE VIAGEM. GALIZA,  1905

 

EDICIÓNS LAIOVENTO, SANTIAGO DE COMPOSTELA

 

1ª EDIÇÃO

 

 Retirado de:

 

FIALHO DE ALMEIDA

 

GALIZA, 1905

 

EDIÇÃO DE LOURDES CARITA

 

O INDEPENDENTE

 

2001

 

pp. 80 – 81

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 23:03
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GALIZA, POUSA - CRECENTE EM 1905

 

Estação de Pousa-Crecente

 

Foto de Guillermo Gonzalez

 

 

GALIZA,  1905

 

 

    Pousa. Todo o caminho percorrido é cultivado de vinhas, ou milho, ou árvores sempre que o terreno o permite: sente-se o galego pobre, tenaz e trabalhador. O país é terrivelmente pedregoso e montanhoso. A voz do rio acaba por cansar. Madeiras de pinho em montes na gare. O que será Pousa no Inverno? Há ravinas de oito e dez andares de altura, entre que o comboio vai, num frio de gelo, sem sol. Oh que vertentes, picos e quebradas! Os campinhos escalonados vão lá riba, com escadas de pedra, paredes de pedra segurando os cordões de vinha latada, que trepam aos mais altos cimos; os fumos desgrenham-se nos pinhais. Nos altos cimos solitários, os pinheiros isolados fazem gólgotas, e tem o ar de cruzes. Que custoso deve ser ir daqueles casais à missa às igrejas dos altos, subindo, descendo, pelo Inverno! É o Douro dez vezes mais agravado e montanhoso. O rio agora sem rochas parece morto e estagnado, com a água palustre em lagunas turvas.

 

 

FIALHO DE ALMEIDA

 

CADERNOS DE VIAGEM. GALIZA,  1905

 

EDICIÓNS LAIOVENTO, SANTIAGO DE COMPOSTELA

 

1ª EDIÇÃO

 

 

Retirado de:

 

FIALHO DE ALMEIDA

 

GALIZA,  1905

 

EDIÇÃO DE LOURDES CARITA

 

O INDEPENDENTE

 

2001

 

pp.81-82

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 22:53
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VIDA DE RICO, MORTE DE POBRE

 

 

   Dinheiro e mais dinheiro. A movimentação de homens, carroças e sacos no armazém de Adolfo Vieira, por detrás do actual Palácio da Justiça de Monção, significava mais uns contos largos a amealhar ao seu já milionário pecúlio. Os negócios, legais ou ilegais, terão feito dele um dos indivíduos da vila. A acreditar nas histórias de amantes, filhos e de alguns que o conheceram, Adolfo não era do género de correr riscos, andar a saltar de um lado para o outro da fronteira. Raramente conduzia a carroça até à pesqueira do rio.

   Não. O contrabandista sempre terá preferido o recanto do seu armazém para gerir a actividade. Ali recebia e pagava. Apenas algumas vezes ia ao Porto, onde mantinha contactos com os bancos.

   Mas Adolfo Vieira era um esbanjador por excelência. Ninguém lhe conhece uma nega a quem lhe pedia emprestado ou dado. O resto era para as mulheres, que o levariam à ruína. Sem fundo de maneio, o contrabandista, então a deixar o negócio, emigrou para Bologne, perto de Paris, França, em finais da década de 50. Lá, trabalhou como recepcionista e foi doméstico em casa de uma família que alugava quartos.

   Voltou a Monção alguns anos mais tarde. Sem dinheiro. Pouco depois sofria uma trombose que o deixava parcialmente paralítico, para morrer em Março de 1970, com 68 anos. Na miséria.

 

(continua)



publicado por melgaçodomonteàribeira às 17:11
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SAMARRA, O COMENDADOR

 Ponte do Mouro

 

 

A “INICIAÇÃO” DE GOMES

 

  Abastado, Adolfo Vieira caiu no goto de todos pelas manifestações de solidariedade e os actos de generosidade para quem precisava de ajuda. Nem só os seus descendentes enaltecem as qualidades do homem.

   Muitos, amigos, colegas ou simples desconhecidos, safaram-se à custa do saco sem fundo do contrabandista, que não temia qualquer tipo de concorrência. A maioria a ele deve uma vivência sem sobressaltos financeiros, os contactos com o lado de lá do rio Minho.

   À memória daqueles que mais de perto o acompanharam ocorre um nome: Gonçalves Gomes, natural da região, hoje um dos homens de negócios mais afamados do Norte do País.

   “A primeira carga de café que o Adolfo fiou foi ao Samarra”, lembra Helena do Ângelo, uma das conhecidas amantes de Vieira, de quem tem três filhos, ainda a viver na vila de Monção.

   O negócio era simples, conta: o contrabandista cedia o produto ou emprestava algum dinheiro, recebendo, depois, parte do lucro. Outras vezes, explica a antiga companheira, com o ar de condenação, “dava aos 20 ou 30 contos e não o pedia de volta”.

   Terão sido assim os primeiros passos na actividade do comendador. “Foi ele que lhe deu a mão, quem o iniciou”, repete, por sua vez, Fernando Vieira, o filho mais velho de Helena.

 

(continua)



publicado por melgaçodomonteàribeira às 13:42
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ARBO, A CAÑIZA E MELGAÇO

 

 

ARBO, A CAÑIZA Y MELGAÇO PACTAN COMPARTIR


INSTALACIONES DEPORTIVAS

 

   Los tres concellos acercan posturas para firmar el convenio en octubre

 

    L Miguez

    Arbo/La Voz

    17/09/2011

 

   El primer paso de un futuro común. Sur de Galicia y Norte de Portugal estrechan relaciones y las ponen sobre el papel con el objeto de oferecer servicios a sus vecinos que serían impensables de otro modo en la actual crisis. Por eso Arbo, A Cañiza y Melgaço han decidido sentarse a la mesa y compartir. El primer peldaño serán las instalaciones deportivas. De hecho, el concejal arbense Pepe Alvarez se trasladó hasta el municipio luso para conocer de cerca las prestaciones existentes. En la actualidad los 10.000 vecinos portugueses disfrutan de una piscina climatizada, otra exterior, un centro de entrenamiento con campo de hierba artificial y natural, gimnasio, pistas de tenis, area de tratamientos con agua y un polodeportivo. En la actualidad existe una tarifa para los locales y otra para los vecinos de fuera, que se rebajaría para Arbo y A Cañiza. “Ter a uns poucos kilómetros estas instalacións é unha vantaxa da que podemos sair beneficiados”, apuntó el edil de Deportes.

 

   El plán de la Cámara Municipal de Melgaço es aumentar la inversión y construir un edificio dependiente de la Universidad para ofrecer una titulación de monitor deportivo, además de crear um campo de golf, entre otros proyectos. Por eso la búsqueda de usuarios fuera de sus fronteras se ha convertido en un importante reto.

 

   Estas primeras reuniones esperan sentar las bases del acuerdo que se firmaría el mes de octubre y al que no descartan unir otros municipios de la comarca de A Paradanta, aunque de momento no se han iniciado más negociaciones.

 

PARQUE DE BOMBEROS

 

   “Estamos na primeira fase, recollendo datos e información. É un xeito de ofrecerlles aos veciños máis servizos, algo complexo coa crise. A nós o tema que mais nos interesa é o do parque de bombeiros, outro dos temas que se tratou co presidente da Cámara”, relata el teniente alcalde de A Cañiza, Tomás da Silva. En la actualidad la comarca echa mano de los efectivos de Ponteareas, puesto que carecen de un parque proprio. En ocasiones se alerta a los compañeros de Ourense o Portugal, aunque no existe ningún convenio al respecto. “Queremos chegar a un acordo pronto, porque en inverno é a época de maiores incendios. Ali teñen un parque grande e queda moito máis preto que Ponteareas ou O Porriño. Así cambiaria o protocolo para que os avisos de 112 lles chegaran de xeito directo”, recuerdan desde el gobierno de A Cañiza.

 

Retirado do jornal: La Voz de Galicia.es

 

http://www.lavozdegalicia.es/vigo/2011/09/17/0003_201109V17C10991.htm

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 11:54
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EMPRESA DAS MULHERES

 

Rio Minho em Cevide

 

 

   No tempo em que os portugueses disputavam com os castelhanos as terras do Alto Minho, um exército lusitano, composto por quinze mil homens, batalha os galegos nas margens do Minho. De tal forma era bem sucedido o seu empenho, que chegam a provar o delicioso sabor da vitória. Ébrios deste prazer, julgam-se senhores do mundo. Com entusiasmo desmesurado, aventuram-se por terras da Galiza, alucinados de bravura, dispostos a bater o inimigo em sua própria casa. Mas tal esforço não lhes corre de feição, já que, depois de curtíssimas vitórias, os lusos são obrigados a retroceder, ante o vigor do adversário, espicaçado pela vaidade nacional ferida, e supridos de tropas frescas.

   Vindo os galegos no encalço, os portugueses, desorientados, recuam lá para os lados de Castro Laboreiro. Acossados pelo enfurecido inimigo, pronto a corrigir a desfeita sofrida, as tropas portuguesas não encontram forma de o enfrentar, temendo-se uma ultrajante derrota e o risco de perda da soberania pêlos próprios territórios!

   É então que as mulheres daquele lugar, ao verem os seus desnorteados, e perante a afronta desmesurada dos galegos, corajosas e determinadas, resolvem intervir. E se os homens fogem desorganizados e abandonando as armas, elas, depois de se armarem como os guerreiros, cerram fileiras e avançam sem medo, prontas a salvar o país da ignomínia de uma humilhante derrota.

   Perante tal atitude e coragem ficam extasiados e confusos, por sua parte, os castelhanos. É então que os homens lusitanos, provocados pelo exemplo de suas mulheres, resolvem voltar para a luta, envergonhados de suas momentâneas pusilanimidade e defecção. Recuperada a energia e a fé indispensáveis, organizam-se e batem os espanhóis, ainda perplexos pela coragem e força das mulheres de Castro Laboreiro. Esta batalha ficou conhecida por “Empresa das Mulheres”.

(in Lendas do Vale do Minho)

 

RETIRADO DE: PORTUGAL A NORTE

 

http://www.nortept.com/lendas.aspx?concelho=melgaço

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 10:58
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UM SÓ POVO

 

Ponte internacional Peso-Arbo

 

 

ARBO ACUERDA LLEVAR A SUS MAYORES AL CENTRO DE DÍA DE MELGAÇO

 

Ambos concellos ultiman un convenio para intercambiar servicios

 

 

Las noches en España e los días en Portugal. No es turismo internacional, será una jornada cualquier de los mayores  del municipio de Arbo, que acaba de llegar a un acuerdo con lá Camara de Melgaço para que sus mayores puedan utilizar su centro de día. A falta de servicios, buenos son los del otro lado del Miño. «Negociamos a césion dun terreo e a construcción dunha residencia para a terceira idade, pero iso é a longo prazo», apunta el regidor, Xavier Simon Rodriguez, que ha mantenido varias reuniones con su homónimo del otro lado de la frontera para llegar a esre acuerdo.

La medida será efectiva a partir del mes de septiembre e implicará que todos los interasados puedan usar las instalaciones del centro Censo, que tiene servicios de centro de día, terapia ocupacional e rehabilitación.

 

El comprimiso permite que los usuarios gallegos puedan entrar en las mismas condiciones que los locales y tengan servicio de transporte directo hats la localidad lusa, a escasos siete kilómetros por el puente internacional. Los interesados deben ponerse en contacto con el Concello, donde recebirán información de los trámites e los precios. Por una atención diaria de lunes a viernes de 9 a 18 horas el precio ronda los 300 euros, que incluye la comida, actividades y el transporte. «Resulta moi útil pola súa proximidade e para a xente sen plaza en centros públicos é moi boa opción», recuerda el alcalde nacionalista.

 

Este avanse promete ser el primero de muchos, puesto que el gobierno ultima un acuerdo más ambicioso para compartir servicios. Se trata, sobre todo, de que los escasos 4.000 vecinos de Arbo puedan cruzar la raia para utilizar las instalaciones deportivas de Melgaço, que roza los 10.000 habitantes. El intercambio también intentará ser cultural, con la celebración conjunta de festivales y actividades de ocio y la presencia de grupos de teatro o baile de los dos países.

 

«Queremos que o protocolo sexa equilibrado, así que nos aspiramos a mellorar a nosa oferta formativa, com cursos de apicultura, micoloxia e outros relacionados co desenrolo do rural, que interesan moito en ambas localidades», apunta Xavier Simón Rodriguez, que apoya la intención de la Xunta de poner sobre el papel, más acuerdos transfronteirizos con un convenio a tres bandas con A Cañiza. En el futuro esperan que las dos localidades tanbién se unan en luchas de defensa del rio Miño o un trabajo conjunto para potenciar sus recursos rurales.

 

la voz de galicia.es

 

27/8/2011

 

L.Míguez – ARBO/LA VOZ

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 09:45
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