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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO AMIGO

22.06.19, melgaçodomonteàribeira
MELGAÇO   Melgaço é aquele abraço Sem fronteiras, Que desliza por vinhedos, Fragas e ribeiras, Acenando à Galiza E sussurrando ao Minho seus segredos…!   Vem, Amigo, Sentir porque choram de frio As margens do rio em pleno inverno!   Descobrir a natureza em pranto, Naquelas almas serranas Vestidas de negro, imaculadas de branco!   Partilhar do gesto fraterno. Quando a Serra desce às portas da Ribeira Para abraçar a Vila em dia de feira!   Escutar a Canção do Emigrante, Na (...)

NOTÍCIAS DO REENCONTRO

23.12.17, melgaçodomonteàribeira
DIÁSPORA   Trazem a poeira longínqua das estradas e a pressa de erguer a casa.   Trazem o suor das usines e a solidão alta dos guindastes.   Trazem a memória de subir a corda e cortam o pão com a mesma força de quem vingasse um passado recente.   Eles são a esperança, o peso da consciência, a sombra de si próprios.   Em seu nome erguem-se as estátuas honram-se os santos e talvez um dia se proclamem os feriados.   Partem sempre depois de cada agosto com o pintor das uvas.  

A SAUDADE

20.06.15, melgaçodomonteàribeira
Rua de Baixo - Ao centro, a casa de Iasousa   VELHO MELGAÇO   Quero cingir-te num longo abraço, Descansar no teu peito a vida inteira; Passar contigo a noite derradeira… Fechar os olhos em teu doce regaço.   Porque só tu, só tu, velho Melgaço, És para mim a sublime e verdadeira Ama. Teu verde chão, pela vez primeira, Viu meus pés darem seu primeiro passo.   Escuta, por favor, o meu apelo: Abre, para mim, teu corpo inebriante… Nele por fim vai minha alma fundir-se!   Se (...)

OS MEUS SONETOS (E OS DO FRADE)

07.06.14, melgaçodomonteàribeira
    INÊS NEGRA     Estavas, linda Inês, tão repousada, Saboreando a árdua e sã vitória, Sobre a traidora vil de má memória, Que chamam por desdém d’Arrenegada!   Eis senão quando, mente arrebatada, Não temendo ferir honra e glória, Apaga, com um só golpe, da História, Tua figura de heroína abençoada!   Querem metamorfosear-te em lenda, Levar-te para o museu das velharias; Roubar-te o nobre troféu cobiçado.   Regressa, bela virago, à contenda, Desenterra as (...)

HISTÓRIA, CULTURA E PATRIMÓNIO III

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Francisco Augusto Igrejas, filho de Francisco Augusto Igrejas e de Deolinda A. Fernandes, nascido a 30 de Abril de 1916, na Vila de Melgaço. Após o exame do 2° grau, aos 12 anos, exerceu a profissão de alfaiate, como seu pai, até aos 23 anos, data em que casou com Dinora Rodrigues Nabeiro, a 10 de Abril de 1939. Foi empossado no Cartório da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço no dia 1 de Julho de 1940, cargo que exerceu durante 42 anos. Em 6 de Novembro de 1959, depois do (...)