Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

RESENHA HISTÓRICA DE PARADA DO MONTE

13.05.17, melgaçodomonteàribeira
  PARADA DO MONTE, HISTÓRIA     A ocupação humana do Vale do Mouro no Neolítico está provada pela existência de um núcleo dolménico em Couço referido na Carta Geológica de Portugal e na mamoa da Mina da Mota na zona de Travassos. Da idade do Ferro poderão subsistir povoados castrejos em algumas cristas dos montes envolventes a Parada ainda não objecto de escavações arqueológicas. Relativamente próximo encontram-se casas redondas nas elevações que se perfilam no curso (...)

LA NAZCA PORTUGUESA

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
       A una hora de Vigo y muy cerca de la frontera con Portugal, las montañas de la Serra da Peneda, pertenecientes all concello luso de Melgaço, escondían un tesoro arqueológico que hasta ahora había pasado desapercebido para los estudiosos:una veintena de figuras de animales y rostros humanos conformados por alineamentos de monolitos, que algunos casos tienem más 300 metros de largo y que solo pueden ser destinguidos de una posicion elevada. Este tipo de hallazgo (...)

SOMOS EMIGRANTES, SIM SENHOR

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Homenagem ao emigrante - Fiães       ESTE TEXTO TEM POR BASE DADOS DOS INSTITUTOS DO GOVERNO PORTUGÊS. MELGAÇO É O CONCELHO COM MENOR NÚMERO DE INSCRITOS EM CENTRO DE EMPREGO. É VERDADE, SIM SENHOR; E DESDE CAMÕES FOI POETICAMENTE ESCRITA A NOSSA BOA SORTE.     "A QUE NOVOS DESASTRES DETERMINAS DE LEVAR ESTES REINOS E ESTA GENTE QUE PERIGOS, QUE MORTE LHES DESTINAS DEBAIXO DALGUM NOME PREMINENTE! QUE PROMESSAS DE REINOS E DE MINAS D’OURO, QUE LHE FARÁS TAM FACILMENTE ? Q (...)

SOFRIMENTOS INSENSATOS XXIV

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Não tivera coragem para levantar os olhos da lareira e enfrentar o olhar cordial, mas circunspecto da avó que não ficara nada satisfeita com a resposta. Gostaria tanto de ter a coragem necessária para lhe contar a pena funesta que se apoderara dele, o envenenava e o impelia a destruir-se. Era um jovem e, portanto, naquele momento, parecia mais velho do que a avó que tinha cinco vezes a sua idade. É bem verdade que a pior velhice é a do estado de espírito, que corroi, que se (...)

SOFRIMENTOS INSENSATOS XXIII

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Não fazia mal. Mostrar-lhes-ia o desdém, a irreverência que tinha por estas pessoas maldosas, diabólicas, luciferianas. Lembrou-se do sermão do padre na missa do último domingo. Para quê ameaçar as pessoas com o Inferno, se elas já são infernais ? O próprio Diabo devia ter ciúmes desta gente ! O balido das cabras acabou por pôr fim ao seu devaneio. Tirou as mortalhas e o tabaco do bolso interior do casaco, velho pelo tempo e pelo uso, e enrolou um cigarro calmamente. (...)

SOFRIMENTOS INSENSATOS XXII

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    A Lídia não pôde suportar mais tempo o silêncio inquietante do rapaz. Endireitou-se e, inconscientemente, levantou os braços como quem quer contorcer a fatalidade com as mãos. Uma pequena aragem fez mexer os ramos do velho carvalho, a cabeça da moça encheu-se de sombra e o seu coração duma claridade infinita e abrasadora. Então, disse-o, tinha que dizê-lo, era, talvez, a última oportunidade que tinha de fazê-lo: “Gosto de ti, Mindo.” A suavidade do timbre e a (...)

SOFRIMENTOS INSENSATOS XXI

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Às tardes, o Armindo sentava-se no muro e não cessava de olhar para a curva do caminho, esperando, a todo instante, ver despontar a Lídia com um saco às costas. Nessa tarde, o sol iluminava frouxamente o caminho por debaixo do carvalho e o rapaz, encostado ao eucalipto, acabava de fumar o segundo cigarro do dia. O seu olhar, perdido para lá dos lindos e verdejantes vales que dali podia contemplar, viu súbitamente emergir qualquer coisa no caminho. Era a Lídia. Não trazia (...)

SOFRIMENTOS INSENSATOS XX

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    XXII O Armindo entrou no quinteiro com o gado quando já o sol salpicava o horizonte de línguas de fogo alaranjadas. A noite, que no outono parece cair do céu de tal modo cai depressa, não tardaria em instalar-se. Nestes lugares isolados com hábitos regulados e simples, as pessoas reganham as casas a esta hora precoce pois as noites, cada vez mais longas, são feitas para dormir. Fechou os animais e, satisfeito, subiu para a cozinha. O Fedelho não se mostrou, sinal de que a (...)

SOFRIMENTOS INSENSATOS XIX

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    XXI Para a Áurea, o domingo não foi longo em chegar. Passara os dois últimos dias a preparar-se mentalmente para este verdadeiro primeiro encontro. A sensação que o Pedro lhe produzira, quando bateu com ele na feira, fora extraordinariamente agradável. O importante era ver se o cenário, embora não voltasse a ser tão intenso, produzia as mesmas sensações. Como tinham combinado, encontraram-se de tarde na pastelaria da alameda. Estavam a ser duas horas.  Nesse dia, os (...)

SOFRIMENTOS INSENSATOS XVIII

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
         XX No dia seguinte levantou-se à hora habitual e ainda o sol estava a espreguiçar-se  e já ele ia pelo caminho da azenha. Os dias repetiam-se e raramente divergiam. A manhã estava fresca, mas o sol não tardaria em aquentar um pouco o ambiente. Quando chegou ao cruzeiro ouviu as pancadas que as marteladas espaçadas e matinais do ferreiro propagavam até ele. Vindo de mais longe, talvez do caminho de Cubalhão, ouviu chocalhar e berrar alguém como quando as reses (...)