Sábado, 31 de Outubro de 2015

ALI, NO MINÉRIO...

241 - estrada fiães.jpg

estrada melgaço-fiães, junto ao minério

 

PROCURA-SE OURO EM MELGAÇO!

 

No sítio do Portal das Cabras, uma área com cerca de 95 000 m2, junto à antiga lixeira do concelho, em Chaviães, próximo dos limites com Fiães e não muito longe de Roussas. O VALE MAIS sabe que uma empresa da zona de Braga, a que está ligado o atual presidente da AIMinho, António Marques, já tem do Estado português a competente autorização para a respetiva prospeção. Esta tem como objeto avaliar da existência das matérias-primas em condições de tornar viável a sua exploração industrial. Confrontado com esta possibilidade, o presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, explicou-nos que a autarquia não tem interferência direta no processo, nem acalenta grandes expectativas quanto ao benefício que isso poderá trazer para o concelho. Ressalvou, porém, que, em alguma coisa, os melgacenses poderão ter alguns dividendos, inerentes à atual atividade de extração, se esta se verificar, e a necessidade de emprego que isso implicará. Um armazém de farinhas e de bilhas de gás, ainda em Roussas, é a construção que encontramos mais próxima do local. Hugo da Costa é o único funcionário que ali divisamos e que ficou surpreso quando o informamos da prospeção a ser efetuada. Após uns momentos iniciais a tentar digerir a notícia, exclamou: “Isto vai ser uma confusão… pelo menos entre freguesias”, observou, referindo-se à sua localização num local perto da linha limite entre Chaviães e Fiães. Não deixou, porém, de acrescentar “acho bem” e isso “poderá trazer benefícios à nossa terra”. “Carago!... Isso punha toda a gente maluca!” – foi assim que, um pouco mais abaixo, junto à sua moradia, reagiu Laurinda Barbosa à notícia. Natural de Arcos de Valdevez e ex-emigrante em França, há 18 anos que ali reside e “nunca ouvi falar numa coisa destas”. Amadeu Esteves, é o presidente da Junta de Freguesia de Chaviães/Paços e também foi pela reportagem do VALE MAIS que soube da prospeção que vai ser efetuada. Não quis, portanto, reagir a quente, tanto mais que só parte dos terrenos pertence à Junta, sendo o restante do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. O autarca, com perto de meio século de vida, adiantou, porém, que o local da antiga lixeira (agora ‘aterrada’ com telas) era, nos seus tempos de criança, conhecido como “Minério”, numa alusão que os mais antigos já, então, referiam como terras que poderiam ter as ditas matérias preciosas.

……………………………………………………..

 

Publicado em: Jornal Vale Mais

Edição nº 27

Março 2014

 

www.youblisher.com/p/885663-Jornal-Vale-mais-edicao-n-o-27-MARCO/

 

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 00:21
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