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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

CASTELOS DE MELGAÇO, CASTRO LABOREIRO E A RAIA

01.09.18, melgaçodomonteàribeira
castelo de melgaço 1913   FRONTEIRA DO MINHO   A monte de Valença, e em frente à praça espanhola de Salvaterra de Miño, situava-se a posição fortificada de Monção e, a seguir, o último lugar deste rosário de povoações da “borda-Minho”: Melgaço. Aqui, o rio circula apertado entre vertentes abruptas, ficando o lugar no topo da vertente. Ponto estratégico importante desde os princípios da nacionalidade, na antiga estrutura defensiva, que ainda existe mas sofreu várias (...)

CAVALEIRO FIDALGO DA CASA REAL

25.12.16, melgaçodomonteàribeira
    JOÃO CAETANO GOMES DE ABREU MAGALHÃES   Nasceu na vila em 1 de Fevereiro de 1744, recebeu em Coimbra o grau de bacharel formado, foi Cavaleiro Fidalgo da Casa Real e por morte de seu irmão primogénito a lei chamou-o à administração do morgado dos Chãos e dos bens deixados em capela por João Gomes de Magalhães. Em 1782 morava no Campo da Feira de Dentro e já era sargento-mor das ordenanças de Melgaço. Como o bacharel João Caetano gostava de brincar com as moças e as (...)

A FILHA DO CAPITÃO

06.08.16, melgaçodomonteàribeira
  (…) “Calma”, pediu Baltazar, sempre concentrado num documento. Passou os olhos pelas letras, fungou, murmurou sons imperceptíveis e, após mais uma eternidade a decifrar o texto, captou finalmente o sentido. “Diz aqui que temos direito a trinta dias de licença.”. Um murmúrio de satisfação encheu o abrigo, todos se entreolharam e sorriram. Já se imaginavam no Minho, com a família, a ajudar na lavoura, a banharem-se no Cávado, no Este, no Lima, a dançar o vira, a cavar (...)

AUGUSTO CÉSAR ESTEVES

09.01.16, melgaçodomonteàribeira
  AUGUSTO CÉSAR ESTEVES Nasceu na Rua Nova de Melo, extramuros da vila de Melgaço em 19 de Setembro de 1889 e a 3 de Outubro do mesmo ano foi baptizado em Stª Maria da Porta sendo padrinho seu tio paterno José e madrinha sua avó materna. Na vila de Melgaço frequentou alguns anos a escola do sexo feminino de D. Augusta de Passos Brito, mas em Outubro de 1889 entrou no Colégio do Espírito Santo, em Braga, a fim de frequentar a segunda classe da instrução primária. Desse (...)

A QUINTA DAS VIRTUDES

19.08.15, melgaçodomonteàribeira
  (…) Umbelina, só ela própria se lembraria de haver sido derrubada, entre o milho, numa tarde de Agosto de pó no ar, à margem de um regato das Taipas, donde era oriunda, mesmo à beirinha daquelas fundas tinas, pétreas e quase tumulares, que pertenciam às termas vetustas, que os patrícios romanos tinham abandonado. E alistar-se-ia o moço que a desonrara num regimento de Braga, relapso à promessa de casamento que, frente ao sacrário, solenemente assumira, e garantia-se, pouco (...)

TI ÓSCAR, O MESTRE ESQUECIDO

01.08.15, melgaçodomonteàribeira
Exposição de Óscar Marinho   CARPINTEIROS Tal como os alfaiates, barbeiros, sapateiros, ferreiros, serralheiros, etc., os mestres carpinteiros fizeram, outrora, parte de uma elite de profissionais – As Artes e Ofícios. A partir do momento que surgiram as carpintarias e as fábricas de móveis tudo se alterou. Agora, no séc. XXI, praticamente não existem! Havia dois tipos de carpinteiros: aqueles que tinham oficinas, nas quais faziam móveis, que se chamavam marceneiros; e os (...)

HERÁLDICA MELGACENSE

25.07.15, melgaçodomonteàribeira
  Heráldica melgacense   Entre 1984 e 1986 percorremos o concelho de Melgaço na companhia do Prof. Luís do Vale, vice-presidente da Câmara Municipal: tiraram-se fotos a preto e branco e diapositivos a cores, não só de Casas e seus brasões, mas também de Igrejas, Capelas, Fontes, do Quartel dos Bombeiros Voluntários, da Misericórdia, entre outros; tomaram-se notas durante as conversas havidas com informadores casuais, proprietários, membros do corpo directivo de uma (...)

MANJARES DA NOSSA TERRA

11.07.15, melgaçodomonteàribeira
  AO VINHO ALVARINHO E AO PRESUNTO DE CASTRO LABOREIRO   Lá em Castro Laboreiro, no alto e verde Minho o presunto é companheiro do divinal Alvarinho.   Dos presuntos que provei é, sem dúvida o primeiro coroado, porque é Rei, o de Castro Laboreiro.   Muito corado e tenrinho, bem fumado, saboroso, regado com Alvarinho, não há outro mais gostoso. Portalegre, 10/09/1986 (Maria Albertina D. C. Martins)  

MONARCHIA LUSYTANA

04.07.15, melgaçodomonteàribeira
 Capela da quinta do Gasparinho, agora de Santo António   LIVRO XVIII. DA MONARCHIA LUSYTANA CAP. LIX.   Dase noticia da familia de Abreu, & referese o que o Papa João XXII. obrou em favor d’elRey. Partira ElRey da Villa de Leiria para Lisboa pelo mês de Abril 1317., e nesta Cidade gastou o restante do anno, não lhe faltando materias graves a que acudir. Por este tempo lhe inviàrão os moradores de Valadares seus Procuradores, & os da Villa de Melgaço sobre a (...)

A SAUDADE

20.06.15, melgaçodomonteàribeira
Rua de Baixo - Ao centro, a casa de Iasousa   VELHO MELGAÇO   Quero cingir-te num longo abraço, Descansar no teu peito a vida inteira; Passar contigo a noite derradeira… Fechar os olhos em teu doce regaço.   Porque só tu, só tu, velho Melgaço, És para mim a sublime e verdadeira Ama. Teu verde chão, pela vez primeira, Viu meus pés darem seu primeiro passo.   Escuta, por favor, o meu apelo: Abre, para mim, teu corpo inebriante… Nele por fim vai minha alma fundir-se!   Se (...)