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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO AMIGO

22.06.19, melgaçodomonteàribeira
MELGAÇO   Melgaço é aquele abraço Sem fronteiras, Que desliza por vinhedos, Fragas e ribeiras, Acenando à Galiza E sussurrando ao Minho seus segredos…!   Vem, Amigo, Sentir porque choram de frio As margens do rio em pleno inverno!   Descobrir a natureza em pranto, Naquelas almas serranas Vestidas de negro, imaculadas de branco!   Partilhar do gesto fraterno. Quando a Serra desce às portas da Ribeira Para abraçar a Vila em dia de feira!   Escutar a Canção do Emigrante, Na (...)

NÉCTAR DE MELGAÇO

08.06.19, melgaçodomonteàribeira
  TRIBUTO AO ALVARINHO SOALHEIRO   - Teremos futebolistas leitores – disse ela, com uma gargalhada profunda, baixa, provavelmente causada por fumar Marlboro, mas que, raios, me fez encher o peito e arrepiar a espinha. Comemos o caranguejo, bebemos mais cerveja e falámos de livros, filmes, actores, celebridades, droga, fama, sucesso e eu mandei vir uma lagosta grelhada e Luísa disse que pagava um vinho verde Soalheiro Alvarinho 96, que foi o mais brioso de quantos verdes eu tinha (...)

TOMAZ E O CIRURGIÃO

13.04.19, melgaçodomonteàribeira
canastro na rua verde - s. gregório   AS AVENTURAS DE TOMAZ CODEÇO   Saído «das cadeias do Porto em 1832 pela entrada do Senhor D. Pedro naquela cidade» e, na verdade todos os historiadores daquele período da luta fratricida confirmam terem as forças desembarcadas em Pampelido, à sua chegada ao Porto, aberto as prisões e soltado os presos, indultando-os assim, veio o Tomaz para S. Paio, sem aguardar para a escápula a caricata aventura de Carlos Napier. Sua mãe tinha no lugar (...)

MELGACENSES NA I GRANDE GUERRA (E EM OUTRAS GUERRAS DO SÉCULO XX)

15.12.18, melgaçodomonteàribeira
Foi há pouco mais de cem anos que os primeiros soldados do contingente que Portugal enviou para combater em França na I Guerra Mundial chegaram à Flandres. Em África, já combatiam os alemães desde 1914. Com base nos dados de que dispomos, de Melgaço partiram para a Flandres mais de setenta homens, oriundos das diversas freguesias. Estes homens foram autenticamente “roubados” às suas vidas e obrigados a ir para uma guerra para a qual não estavam preparados. Paderne, com (...)

UM DE CAÇADEIRA E OUTRO DE CACETE

21.10.17, melgaçodomonteàribeira
  CORREIO DE MELGAÇO Nº 149, DE 16/5/1915   Um meliante qualquer, de Paderne, do qual não se sabe o nome, que trabalha há tempos em Espanha, roubou, a 14/5/1915, a Manuel José Fernandes, proprietário de Alvaredo, um redeiro, que aquele cidadão tinha a secar perto do rio Minho. Preso, com o objecto roubado, foi conduzido a esta Vila por dois cabos de polícia, daquela freguesia, um armado com espingarda caçadeira e o outro munido de um bom cacete. O atrevido gatuno, porém, ao (...)

OLINDA CARVALHO, UMA GRANDE CONTADORA DE HISTÓRIAS I

25.02.17, melgaçodomonteàribeira
  Um Carnaval na Memória Coletiva   Como tantas coisas do passado também o Carnaval suscita mil lembranças, mil e uma evocações nostálgicas de um tempo que foi muito melhor do que o presente. Porque associado à juventude, a mais saúde, a um convívio mais são? É o que se diz. Será, porém, verdadeiro? Do que eu me lembro, a pressão social era, há uma dezena de anos, muito mais pesada do que hoje e ai de quem pisasse o risco! Alguém que desse azo a andar nas bocas do mundo (...)

A FILHA DO CAPITÃO

06.08.16, melgaçodomonteàribeira
  (…) “Calma”, pediu Baltazar, sempre concentrado num documento. Passou os olhos pelas letras, fungou, murmurou sons imperceptíveis e, após mais uma eternidade a decifrar o texto, captou finalmente o sentido. “Diz aqui que temos direito a trinta dias de licença.”. Um murmúrio de satisfação encheu o abrigo, todos se entreolharam e sorriram. Já se imaginavam no Minho, com a família, a ajudar na lavoura, a banharem-se no Cávado, no Este, no Lima, a dançar o vira, a cavar (...)

MELGAÇO 2000

25.06.16, melgaçodomonteàribeira
    Ao elaborar o “Roteiro de Melgaço 2000”, quisemos chamar a atenção dos nossos conterrâneos e dos visitantes interessados para a imensa riqueza do passado em tradição, cultura e história, usufruindo do presente com sabedoria e ajudando a projectar o futuro. A Providência brindou-nos com dádivas extremamente generosas. Temos as águas do (...)

MELGAÇO DA PRÉ-HISTÓRIA AO SÉCULO XXI

21.05.16, melgaçodomonteàribeira
   J.Marques Rocha nasceu em Monção (Alto Minho) em 1941. Ali aprendeu as primeiras letras. Até 1962, trabalhou no escritório dum reputado advogado monçanense tomou o gosto pelos meandros do Direito. O serviço militar deu-lhe a conhecer terras (Porto, Espinho, Torres Novas, Estremoz, Aveiro e Lisboa), até que, em 1962, foi mobilizado (...)

O MELGACENSE DAS LETRAS AFRICANAS

09.12.15, melgaçodomonteàribeira
      Pires Laranjeira, que nasceu em 1950, em Melgaço, e viveu no Porto, Luanda, Coimbra e Londrina, é Professor Associado da Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras, onde é responsável pelas cadeiras de Literaturas Africanas e de Culturas Africanas e onde leccionou as cadeiras de Literatura Brasileira e Introdução aos Estudos (...)