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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

AUTO DA LADINA VI - FIM

07.02.15, melgaçodomonteàribeira
Noite de luar - Alameda      (Narrador – batendo palmas e rindo)                                           A Ladina, furiosa,                                         grita de pronto ao juiz:   (Ladina – com um olhar sobrenatural)                                           A voz dele é ardilosa,                                     (...)

HOMENAGEM AO PACHORREGO E AUTO DA LADINA V

31.01.15, melgaçodomonteàribeira
 Ribadávia – Ruela do Barrio Judio   Chedas, pagas tu, num pagas ?   A atracção – legítima, indiscutivelmente – que as festas dos nossos vizinhos espanhóis exerciam e continuam a exercer sobre a população portuguesa arraiana não é um segredo para ninguém. Se há zonas onde essa atracção é mais significativa, o concelho de Melgaço faz parte delas e ocupa, sem dúvida alguma, um lugar honorável. O acontecimento que vou narrar conheço-o desde os primórdios da minha (...)

AUTO DA LADINA IV

24.01.15, melgaçodomonteàribeira
Monte   (Enquanto se muda de cenário, o narrador esclarece o público)                                           Parte com outro soldado                                         para os montes, à procura                                         desse ser endiabrado,                                         para a meter em clausura.   (1 (...)

AUTO DA LADINA III

17.01.15, melgaçodomonteàribeira
Forno comunitário     (Enteado – prosseguindo)                                           Não me enganas, assassina,                                         vais pagá-las de uma vez;                                         anda cá, alma malina,                                         seu monstro de malvadez!     (Narrador – (...)

AUTO DA LADINA II

10.01.15, melgaçodomonteàribeira
Em Pomares   AUTO DA LADINA     (Narrador – com entrada triunfal)                                             Vou-vos contar uma história                                         que acho muito engraçada:                                         a de uma mulher sem glória,                                         a de uma pobre (...)

AUTO DA LADINA I

03.01.15, melgaçodomonteàribeira
Cena medieval   AUTO DA LADINA   TODA ESTA HISTÓRIA FOI IMAGINADA PELO AUTOR. QUAISQUER SEMELHANÇAS COM A REALIDADE É PURA COINCIDÊNCIA.     Este auto tem por base uma história real. Sabe-se, contudo, que um auto é sempre uma composição de índole ficcional, dramática, pelo que, assim sendo, não será de estranhar que os quadros aqui apresentados não correspondam, ponto por ponto, aos factos históricos e registados no processo jurídico que eu, humildemente o confesso, nunca li.

ENCONTRO COM INES II

06.03.13, melgaçodomonteàribeira
        Quem é ela? Quem é? Porque é que a conheces tão bem? Quem é? Lembras-te bem dela. Quem é? Quem é … quem é … quem??? Éééé …? quem?     Apetece-me blasfemar, gritar bem alto … quem é ela?     Quando levanto os olhos para a mesa em frente e … aí está!     Quem é? Está sentada a beber a bica, a olhar o vazio.     Fiquei estarrecido. O “taft-taft”, o quem é, o finalmente ela chegou, o é hoje, é hoje, bateram-me no estômago. Autêntico (...)

LADINA VI

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Presa, foi logo julgada. Para o ex-candidato a esposo, durante as audiências, interrogatórios ou reconstituições verbais do crime, nem olhar, nem desprezo. Tenho a certeza que se o olhasse vomitava. Afinal fora ele e outros como ele que a tinham atirado para aquele caminho. A exploração braçal no campo, de sol a sol, e senhorial durante a noite. Foram sempre, senhor e dono. Se fossem rapazes novos, belos, viris, com a vida estampada no rosto, ainda vá que não vá, para isso (...)

LADINA V

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    O plano de fuga tomou forma, logo que se apercebeu, que menos uma grade na janela e uns quilos no corpo, tinham a forma da liberdade. As raras visitas, com grandes cunhas nos funcionários judiciais e pouco agrado de carcereiros, terminavam sempre em choradeira. — Coitadinha, eles matam-te de fome. — Sr. José, a coitadinha está tão magrinha … — Sr. José, vele por ela que pode ficar tísica. Um dia chegou o resultado de um sussurro na orelha da visita amiga e foi pelo (...)

LADINA IV

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Cada vez mais branca, cada vez mais magra. Só o seu porte de grande senhora não encolheu dentro do caixão mais estreito da vila. — É o mais belo, o mais florido … a dar ouvidos a todas as línguas da vila. Os parentes barafustaram porque o próximo casamento do senhor já estaria marcado. — Sim, marcado e com a criada – dizia a voz do povo. — E antes da criada chegar ela era saudável e ninguém lhe cobiçava fortuna. — Morreu envenenada. — Mataram-na. — Queremos (...)