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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

O NASCIMENTO DO MITO IGNES NEGRA - VI

08.04.15, melgaçodomonteàribeira
Foto da CMM   (continuação)   A comitiva da Rainha continuava a sua marcha descendente. O caminho agora começava a estreitar-se entre muros e sebes avivadas de silvados e plantas agrestes, e tão apertado que mal cabiam a dous, sendo diffícil a passagem quando de frente encontravam um boisinho barrosão de hastes enormes, ou as récuas de mulas que levavam provisões ao convento. Esse corredor serpenteante (quasi escadaria) de mais de meia légua, desembocava abruptamente no (...)

O NASCIMENTO DO MITO IGNES NEGRA - V

01.04.15, melgaçodomonteàribeira
Codex Manesse - Heinrich von Breslau   (continuação)   Ao mesmo tempo mandou que nas imediações se cortasse madeira, e se acarretassem materiaes para se construírem duas escadas e uma bastida, formidável machina de guerra sobre rodas, de temeroso effeito contra as praças fortes. Descreve Fernão Lopes minuciosamente essa bastida, muito larga de roda a roda, e de padral a padral; com os seus três sobrados madeirados de pontões, para serem guarnecidos de homens de armas; com (...)

O NASCIMENTO DO MITO IGNES NEGRA - IV

25.03.15, melgaçodomonteàribeira
Batalha de Aljubarrota   (continuação)   Compunha-se a casa da soberana de nobres senhoras que El-Rei puzera ao seu serviço. A ella pertenciam: como aia e camareira-mor D. Beatriz Gonçalves de Moura viúva de Vasco Fernandez Coutinho, senhor de Liumil, e como damas a filha d’esta Teresa Vasques Coutinho, viúva do filho do Conde D. Gonçalo, e, portanto, cunhada de Leonor Teles; a irmã d’aquella, Leonor Vasques, que depois casou com D. Fernando, que chamaram de Bragança, filho (...)

O NASCIMENTO DO MITO IGNES NEGRA - III

18.03.15, melgaçodomonteàribeira
Casamento de D. João e D. Filipa    (continuação)   O rancho conturbado caminhava silenciosamente, sob a opressão de agourentos presságios. Chegaram ao paço do Curval. Ali o estado do Rei não era de molde a tranquillizar, ou desfazer cuidados. Quando a Rainha e o Duque seu pae viram o enfermo, vencido pela febre «tão fraco e sem esforço, ficaram nojosos e tristes». Os cirurgiões interrogados temiam que a prostração em que a quentura deixara o Rei o levasse em pouco. (...)

O NASCIMENTO DO MITO IGNES NEGRA - II

11.03.15, melgaçodomonteàribeira
  (continuação)   Era esse punhado de heroes, cujos ânimos abrigavam não só as qualidades brutaes e violentas, que levavam à victória, mas as delicadas dedicações e devotas amizades promtas para o sacrificio, que fazia exclamar o Duque de Lancastre quando presenceava as suas façanhas: - «Oh! que bom Portugal!» - «Oh! que bons portuguezes!» Quando, terminada aquella campanha, no fim do mez de Julho, El Rei vinha com a sua hoste de Guimarães pelo Porto em direitura a (...)

O NASCIMENTO DO MITO IGNES NEGRA - I

04.03.15, melgaçodomonteàribeira
    IGNEZ NEGRA   A HEROINA DE MELGAÇO   SUMMARIO   Loa de mel – A primeira separação – Incursões na Galliza – Morte de Ruy Mendes de Vasconcellos – Regresso a Coimbra – Doença do Rei – Partida do Duque de Lancastre – Viuvez de Nun’Alvares – Projecto de ataque a Melgaço – A corte da Rainha é convidada a assistir – As duas contendoras – Victoria de Ignez Negra. Eram casados de pouco, quando foram obrigados a separar-se, porque as exigências da lide (...)