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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

A PNEUMÓNICA EM MELGAÇO

31.08.19, melgaçodomonteàribeira
O IMPACTO DA PNEUMÓNICA EM ALGUNS CONCELHOS DO ALTO MINHO   Alexandra Esteves   A «pneumónica» ou «gripe espanhola», designações dadas entre nós à pandemia de gripe de 1918, teve uma curta duração, já que os seus efeitos devastadores se fizeram sentir quase unicamente nos idos anos de 1918 e 1919, e caracterizou-se pela elevada morbilidade e mortalidade, especialmente nos estratos jovens da população. A situação revelou-se particularmente difícil em Melgaço, sobretudo (...)

MELGAÇO, UM MOSTEIRO QUE DESAPARECEU

13.07.19, melgaçodomonteàribeira
terras de paderne   SÃO PAIO DE PADERNE   Vamos agora sair da vila de Melgaço e dar uma volta pelo seu concelho medieval. Depois voltaremos de novo à vila. Começáramos por S. Paio de Paderne que foi sede, segundo me parece, do antigo arcediago de Valadares, arcediago esse que não tinha assento no coro de Tui, onde apenas tinham cadeira os arcediagos de Cerveira e de Labruja do território português pertencente ao bispado de Tui, que era todo o Entre Minho e Lima. Paderne foi em (...)

COROGRAFIA PORTUGUEZA - MELGAÇO MDCCVI

02.03.19, melgaçodomonteàribeira
      COROGRAFIA PORTUGUEZA, E DESCRIPÇAM DO FAMOSO REYNO DE PORTUGAL    S. Maria da Gave, ou Gavia, he Vigairaria ´q apresenta o Reytor de Riba de Mouro, rende quarenta mil reis, & para o Commendador setenta mil reis: tem cento & trinta visinhos. S. Mamede de Parada do Monte, Vigairaria da mesma apresentaçaõ, que rende ao todo quarenta mil reis, & para o Commendador sessenta & seis mil reis, tem cento & cincoenta visinhos. Aqui se faz o melhor burel de lã (...)

MELGAÇO NO REINADO DE D. AFONSO V

27.10.18, melgaçodomonteàribeira
ponte românica em lamas de mouro   Valença do Minho enviou á assembléa de Lisboa em 1459, entre outros capitulos, este que é curioso sob varios aspectos. Havia n’esta villa, diz o capitulo, bom trafego do sal que aqui importavam d’Aveiro, e vendiam aos Gallegos que vinham por elle em bestas de Terra de Lima, «dourões» e d’outros logares de Galliza. Traziam elles á villa sebo, cera, untos, manteiga e muitas outras mercadorias e mantimentos. A maior parte d’esta gente (...)

MELGAÇO MEMÓRIA DOS TEMPOS PASSADO E PRESENTE

20.10.18, melgaçodomonteàribeira
      A partir de Dezembro de 1982 e até princípios do século XXI, o ímpeto empreendedor que impulsionou o crescimento de Melgaço, foi verdadeiramente notável, pioneiro e arrojado a vários níveis. Num enorme salto qualitativo para a modernidade, Melgaço posicionou-se à frente do seu tempo e, em muitos aspectos, à frente dos demais concelhos portugueses, em geral, e dos do Alto Minho em particular. Ontem como hoje, o Município tem sabido acompanhar a contemporaneidade de (...)

HISTÓRIA DO MOSTEIRO DE PADERNE

13.10.18, melgaçodomonteàribeira
  MOSTEIRO DO SALVADOR DE PADERNE     O Mosteiro do Salvador de Paderne era masculino, situava-se no couto de Paderne, abaixo do Monte Laboreiro, no termo de Valadares, pertencia aos Cónegos Regulares de Santo Agostinho, até ser unido à Congregação de Santa Cruz de Coimbra. Mosteiro da invocação do Salvador e de Santa Maria Virgem. A sua fundação no século XI é atribuída a D. Paterna, viúva do conde Hermenegildo, de Tui. Inicialmente tratava-se de um mosteiro dúplice. A (...)

1861, A FERA EM FIÃES

06.10.18, melgaçodomonteàribeira
fonte da madalena, fiães   FIÃES     Em 1861 foram devastadas as povoações gallegas de Padrenda, Monte Redondo e Gazgoa, por uma féra, que uns diziam ser lobo, outros tigre, outros javalis, etc. D’alli passou a Portugal e encheu de terror as povoações de Castro Laboreiro e immediatas, fazendo muitas victimas. Só em um dia, matou duas creanças de 11 anos, em Castro Laboreiro, devorando uma e despedaçando outra. Não era raro encontrar aqui um braço, acolá uma perna, além (...)

CARTA DO INFANTE D. PEDRO

29.09.18, melgaçodomonteàribeira
muralhas na década de 80 sec XX     CARTA ORIGINAL DO INFANTE D. PEDRO, PARA O CONDE DE BARCELLOS SEU IRMÃO. ESTÁ NO CARTORIO DA SERENISSIMA CASA DE BRAGANÇA, NO MAÇO DAS CARTAS MISSIVAS, DONDE A COPIEY.         Muito prezado e bem amado Irmaõ. Bem sabeis como estando eu em Lisboa, ao tempo das Cortes me foi dado hum feito, que era entre Martim de Castro, e os moradores de Melgaço; e por meus grandes trabalhos no pude a ello dar dezembargo agora os ditos homens, e outro se (...)

CAPELA DA NOSSA SENHORA DA ORADA

30.06.18, melgaçodomonteàribeira
  A IGREJA DE NOSSA SENHORA DA ORADA   (NOTÍCIA HISTÓRICA)   Nos derradeiros anos do século XI, quando percorria em longas jornadas de instrução e de posse as terras do seu condado de Portugal, D. Henrique de Borgonha, o mais antigo obreiro da nossa nacionalidade, encontrou êrma e quási totalmente arrasada a povoação que depois devia renascer com o nome de Melgaço. Expulsos os moiros – que o ímpeto irresistível dos sucessores de Plágio continuamente rechaçava para o sul (...)

UMA VISITA ÀS RUINAS DO REAL MOSTEIRO DE FIÃES

24.03.18, melgaçodomonteàribeira
    PROEMIO   Um dia, folheando ao acaso o trabalhoso diccionario de Pinha Leal, intitulado Portugal Antigo e Moderno, n’elle deparei e li, este emocinante trecho: »Leitor, se tens um coração portuguez, se a luz divina se não apagou totalmente em tua alma; se respeitas a memoria de teus passados – dos que te deram uma patria, um lar, uma família; e se algum dia viajares pelo Alto Minho, não deixes de visitar as tristes ruinas do Convento de Fiães; e alli, qual outro Mario, (...)