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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGACENSES NA I GRANDE GUERRA (E EM OUTRAS GUERRAS DO SÉCULO XX)

15.12.18, melgaçodomonteàribeira
Foi há pouco mais de cem anos que os primeiros soldados do contingente que Portugal enviou para combater em França na I Guerra Mundial chegaram à Flandres. Em África, já combatiam os alemães desde 1914. Com base nos dados de que dispomos, de Melgaço partiram para a Flandres mais de setenta homens, oriundos das diversas freguesias. Estes homens foram autenticamente “roubados” às suas vidas e obrigados a ir para uma guerra para a qual não estavam preparados. Paderne, com (...)

NÃO ESQUECEREMOS - CASTRO LABOREIRO E O DRAMA DOS REFUGIADOS

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    GALIZA E PORTUGAL: IDENTIDADES E FRONTEIRAS   O DRAMA DOS REFUGIADOS      “Um dos maiores crimes de Salazar foi a entrega de refugiados às autoridades nacionalistas espanholas” (Prof. Emídio Guerreiro)    Pelos relatos dos interrogatórios da PVDE a oficiais republicanos espanhóis refugiados em Portugal e comunicações da Guarda Fiscal, documentos constantes do Arquivo da PIDE/DGS e outros organismos, ficamos a saber como eram tratados e que resposta davam os (...)

HOMENAGEM À LAURINDA DO MANCO

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    A 24 DE ABRIL DE 74 ÉRAMOS ASSIM        Um dia, princípios de Março ou ainda fins de Fevereiro, o Zé, anafado e risonho, confidenciou à malta que algo se preparava. Que em Lamego “estava tudo sobre rodas” (sic). A Isabel guinchava, a Fernanda saltava e eu nem se fala. Aquelas reuniões fim de tarde prolongavam-se noite fora em casa da Fernanda e do Zé (Ferraz) com a Joana. Ou em minha casa com a João e a Teresa Feijó. Ou no Marco com a Isabel e o Jorge Baldaia. Ou em (...)

ESPAÇO MEMORIA E FRONTEIRA

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    UN VIAJE A LA MEMORIA DEL CONTRABANDO   Melgaço cuenta con uno de los pocos museos que hay en la península dedicado a esta actividad   Marisol Oliva – 24/08/2009   El Museo de la Memoria y la Frontera, en la localidad portuguesa de Melgaço, permite al visitante viajar al tiempo em el que la raia era cruzada por miles de personas dedicadas al tráfico ilegal de mercancías. El espacio recoge también la emigración en el régimen salazarista. ‘El contrabando unió durante (...)

O PEUGEOT DA D. HELENA OU RELATOS DA GUERRA COLONIAL

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Spínola     UM MELGACENSE NA GUERRA COLONIAL         Relato de Luís     Com o Fontinha sou chamado ao capitão: a missão é destruir material explosivo despejado para o efeito numa cratera lá para as bandas da bolanha. ………………..     Estávamos neste compasso de descanso quando, vindo do lado do rio, aparece o Aspirante Comando de sua graça Esteves (creio) – já o conhecia de Lamego onde à altura era Furriel, se não estou em erro – que nos interpela do (...)

O EXILIO GALEGO

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
     ACTAS DO CONGRESO INTERNACIONAL "O EXILIO GALEGO"         No decurso dos dez últimos días de xullo de 1936, Galicia caeu baixo a bota do terror, converténdose nun dos territorios da República onde a represión franquista amosaría a súa face máis cruel e asañada dende o comezo  mesmo do conflicto……………………….    Galicia non era zona leal para os franquistas, e en ningún caso se trataba dunha retagarda segura; os sublevados tiñan razóns para (...)

SOLDADO 404 - 40

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Exército Português Regimento de Infantaria Nº 8 Braga Soldado 404/40 Caderneta Militar   1ª Página Alberto Caetano de Sousa Classe 1940 – C.H – 158   2ª Página Estado Civil Nasceu a 4 de Abril de 1919 Freguesia de Melgaço Concelho de Melgaço Filho de Ilídio de Sousa e de Amândia Augusta Igrejas Estado  solteiro Ocupação  Funileiro Ultimo domicilio, freguesia d Melgaço Concelho d Melgaço   3ª Página Estado Militar Alistado em 10 de Julho de 1939 como recrutado ………………………………………………… (...)

SOLDADO 404-40

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
        A lareira na cozinha quase não se fazia sentir tal era o frio que entrava pelas frinchas de portas e janelas, mal calafetadas com folhas de jornal. Na sala, duas braseiras aqueciam um pouco os pés enregelados; na parede principal, duas litografias, a Rainha D. Amélia numa, seu filho Rei D. Manuel II noutra.     — Os meus primos, diria Amália, - filha de Félix Igrejas, neta bastarda de condessa – a visitante mais curioso.     A mesa, nessa noite de Consoada, (...)

KAPITAL E Cª IGUAL AO VOMITO

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
    ESTOU FARTO DO PODER DA KAPITAL E SEU IMPÉRIO, DOS CRÁPULAS DESONESTOS AO SERVIÇO DE QUEM LHES PAGA PARA ATINGIR OS FINS. ADVOGADOS, MAGISTRADOS E QUEJANDOS. SÃO PIORES QUE PORCOS, PORQUE ESTES AO MENOS SERVEM PARA ALGUMA COISA. O QUE FAZ FRENTE À KAPITAL É AMESQUINHADO, ROUBADO E ATIRADO PARA A LIXEIRA. TUDO EM NOME DA KAPITAL DO IMPÉRIO. ESCREVO PELO QUE SE PASSA NO FUTEBOL, FOTOCOPIA DO QUE SE PASSA NA NOSSA TERRA COM O PARQUE NACIONAL PENEDA GERES. UM QUALQUER GAJO DE (...)

MEMÓRIA DA GUERRA CIVIL DE ESPANHA V

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    O que o chamou às Astúrias da segunda vez? “Tinha lá um irmão na construção de estradas.” E nas minas, em que trabalhava? “Não trabalhava nas minas, mas para as minas, era serrador.” Mas aquela história das imagens a arder… “Olhe, a madeira dos santos estava pintada e ardia bem, mas chiava. E um companheiro lá da cozinha comentava: filho da p*ta, ainda bufas!” O construtor da estrada? “Era um tal Martins, português, aqui de Crecente. Éramos 80 homens a (...)