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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

CORRESPONDÊNCIA IV

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Adormeci. Já não era sem tempo e são 11.30 da noite quando escrevo. Marchou uma boa meia dúzia de bolos de bacalhau com um tinto a acompanhar. Vou voltar para a festa esperando por novidades que, se calhar, não aparecem, mas como até ao lavar dos cestos é vindima... força rapaz, em casa é que não. Foi uma noite muito forte. O tinto escorria que era uma maravilha. As postas de sável de escabeche, era de lamber os dedos. A noite durou até às três e tal. Evidente que (...)

CORRESPONDÊNCIA III

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Vou até à Orada e, já na Assadura, pelo caminho velho, com o Minho a rir-se para mim, os galos não param. Aos pássaros juntam-se, agora, os grilos. Vou continuar. Já estou na Orada. Continuo só. Agora calou-se o galo e é um cão a dar-me música. Os pássaros, esses, não param. Gostaria de saber distinguir os cantos mas não consigo e, de certeza, que eles sabem isso, porque o chilrear vem de todos os lados, com todos os sons... Eu, e o Mundo, As minhas lágrimas, e Deus. D (...)

CORRESPONDÊNCIA II

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    A confusão de línguas, português, pseudo-português, castrejo, de Lamas, galego e pseudo-francês, é mais uma prova de força e vitalidade da terra. O intercâmbio do português e galego é a maior vitória. Mas a festa não acabou e isto é só o primeiro dia. O som rebenta orelhas e saiu o 1º lugar de chouriços, e... aí está o 2º de salpicões e gente e mais gente em frente das mesas com as iguarias, todos a viver a terra. Acabei de jantar, um arroz no forno que só a (...)

CORRESPONDÊNCIA I

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Reconstituição (possível) da correspondência entre Fifi e Manelzinho em Agosto de 1996, a partir de memórias desconhecidas e fidedignas da época, encontradas na Central da Calçada entre facturas, guias, cantigas e pregões.     Esta é a melhor forma, de transformar uma espécie de rabiscos, a quem ninguém chama escrita, na abertura da minha visita de cinco ou seis dias a Melgaço. Ainda não li uma linha do que está escrito ao longo destas páginas. Também te preparo (...)