Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MÃES DO MINHO

22.09.18, melgaçodomonteàribeira
  “Mães do Minho”, de rosto sulcado pela ausência de afago, ficaram nas aldeias, no vazio das casas, abraçadas pelo xaile negro da despedida, carregando o árduo amanho da vida. Eles, os maridos e os filhos, partiram. Levaram como bagagem, a certeza da incerteza de tudo. “Mães do Minho”, um pelouro de referência humana, testemunho de uma época, de gerações, reflectidas na memória do tempo, que o próprio tempo jamais apagará. Um tempo cinzento, denso, sombrio. Pedaço (...)

FRONTEIRAS A SALTO

06.02.16, melgaçodomonteàribeira
  primeiros metros dum país, primeiros metros da nossa terra   O escritor neo-realista Assis Esperança publicou, em 1963, o romance Fronteiras, cujo título denuncia o tema. Aventura e drama continuavam a misturar-se no forçado exílio para que arrastado o trabalhador do campo e da cidade, maioritariamente compelido a buscar em terra (...)

CASTRO LABOREIRO HOJE III

14.11.15, melgaçodomonteàribeira
 Castro Laboreiro, Portelinha - Relato de um ataque lupino  Por: Polen Alua     Recomeçar no interior Se a maioria das pessoas foge de Castro Laboreiro por causa do desemprego e do isolamento, Vítor e Diana vieram para cá, há dois anos, em busca de uma vida melhor. Ou, pelo menos, diferente. Ele é natural de Alcobaça, ela é do Porto e foi na Invicta que se conheceram. “Eu trabalho em azulejaria há 14 anos, mas, nos últimos tempos, o volume de trabalho estava a (...)

CASTRO LABOREIRO HOJE II

11.11.15, melgaçodomonteàribeira
Ribeiro de Baixo, Castro Laboreiro     CTT na Junta e escola a 16 quilómetros Há pouco mais de um ano, Castro Laboreiro quase perdia o posto dos CTT. Em protesto, a população cortou a única estrada que liga a freguesia à sede do concelho. A estação acabou mesmo por fechar, mas os serviços foram transferidos para um balcão na (...)

EMIGRAÇÃO & CONTRABANDO

04.11.15, melgaçodomonteàribeira
  A FRONTEIRA COMO DESTINO   Melgaço traz consigo as marcas da emigração. O seu lastro prolongar-se-á, certamente, por longos anos. Ficou para perdurar e não há modo de o ignorar. Os nossos avós foram pioneiros na emigração para os países da Europa, designadamente para França. Quando o País acordou para (...)

VIDA DE RICO, MORTE DE POBRE

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
       Dinheiro e mais dinheiro. A movimentação de homens, carroças e sacos no armazém de Adolfo Vieira, por detrás do actual Palácio da Justiça de Monção, significava mais uns contos largos a amealhar ao seu já milionário pecúlio. Os negócios, legais ou ilegais, terão feito dele um dos indivíduos da vila. A acreditar nas histórias de amantes, filhos e de alguns que o conheceram, Adolfo não era do género de correr riscos, andar a saltar de um lado para o outro da (...)

ESPAÇO MEMORIA E FRONTEIRA

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    UN VIAJE A LA MEMORIA DEL CONTRABANDO   Melgaço cuenta con uno de los pocos museos que hay en la península dedicado a esta actividad   Marisol Oliva – 24/08/2009   El Museo de la Memoria y la Frontera, en la localidad portuguesa de Melgaço, permite al visitante viajar al tiempo em el que la raia era cruzada por miles de personas dedicadas al tráfico ilegal de mercancías. El espacio recoge también la emigración en el régimen salazarista. ‘El contrabando unió durante (...)

MAIS OUI

04.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Dia de feira em Melgaço     — Mais oui, d'acord! — Eh bien sur! — E a Ivette? — Ficou furiosa, n'est ce pas, Luis? — Ah bien sur, nam? — Porra, então esse filho da p*ta não viu que se ia foder? Sentado na esplanada do adro da Igreja Matriz, santificada a Santa Maria da Porta padroeira da Vila de Melgaço, assim designada por ali ao lado se situar uma das antigas portas de entrada para a praça fortificada, bem no coração da vila, recordo os versos de Ferlinghetti: (...)

AS MULHERES DE VIRTUDES

04.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Ao vento uivante não escapa frincha para entrar e faz redopios dançantes com o fumo de bosta a arder que a urze já acabou há muito! O nevão foi rijo e o comer para os animais não sobeja. Lacrimejante devido ao fumo da lareira onde coze um caldo de farinha e uma folha de couve meia comida pelo gelo, Adelina deita contas à vida. O Manel está p'ras Franças, esteve na matança e só volta p'ras sementeiras não manda dinheiro há dois meses, dos filhos, do Toino sabe que junta (...)