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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

O PELOURINHO DE CASTRO LABOREIRO

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    O PELOURINHO DE CASTRO LABOREIRO        Numa digressão que fizemos pelo Norte em Julho de 1917, depois de termos regressado do sul de Angola, onde estivemos como expedicionário comandando a 10ª  companhia de infantaria nº 20, tivemos a ocasião de ir a Castro Laboreiro. Logo que ali chegámos, feita a viagem desde Melgaço a cavalo e acompanhado de guia, perguntámos pelo pelourinho.    Fomos então informado de que estava fazendo parte da chaminé duma casa onde residia (...)

O NOSSO CÃO

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Castro Laboreiro     UM CÃO DA NOSSA TERRA      O cavaleiro, que capitaneava estes homens, cavalgava um magnífico e fogoso cavalo murzelo sem mancha, ao lado do qual trotava bizarramente um daqueles gigantescos e valentes cães de Castro Laboreiro, igualmente preto retinto, cuja grandeza faz apavorar os que pela primeira os vêem.      O cavaleiro puxou de uma chave, que trazia consigo, e abriu uma porta falsa, que havia no lado direito do grande portão de ferro. O enorme (...)

SOMOS EMIGRANTES, SIM SENHOR

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Homenagem ao emigrante - Fiães       ESTE TEXTO TEM POR BASE DADOS DOS INSTITUTOS DO GOVERNO PORTUGÊS. MELGAÇO É O CONCELHO COM MENOR NÚMERO DE INSCRITOS EM CENTRO DE EMPREGO. É VERDADE, SIM SENHOR; E DESDE CAMÕES FOI POETICAMENTE ESCRITA A NOSSA BOA SORTE.     "A QUE NOVOS DESASTRES DETERMINAS DE LEVAR ESTES REINOS E ESTA GENTE QUE PERIGOS, QUE MORTE LHES DESTINAS DEBAIXO DALGUM NOME PREMINENTE! QUE PROMESSAS DE REINOS E DE MINAS D’OURO, QUE LHE FARÁS TAM FACILMENTE ? Q (...)

UMA EXCURSÃO A CASTRO LABOREIRO

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Castro Laboreiro     UMA EXCURSÃO A CASTRO-LABOREIRO (NOTAS NUMA CARTEIRA)                                                     I    Em 1904, estando a veranear nas Agoas do Peso, fiz uma excursão a Castro-Laboreiro em companhia do Rev.º Manoel José Domingues, Abbade de Melgaço. A excursão foi muito breve. Partimos num dia de manhã, e voltamos no dia seguinte depois de almôço. Tomei porém algumas notas ethnográficas e (...)

CASTRO LABOREIRO NA GUERRA CIVIL DE ESPANHA

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Castro Laboreiro      Algúns dos fuxidos do concello de Entrimo e dos concellos limitrofes foron asesinados perto da Pena da Anamán, un morro de pedra cargado de lendas e historia que xa utilizaran como tobeira ó pricipio do século XIX unha cuadrilla de bandoleiros capitaneada por Tomás das Congostras. Trás pasar a aldea montañosa de Quegas está A Chan, una chaira por riba dos mil metros de altitude transitada daquela por pastores galegos e portugueses. Nese enclave atópase (...)

MELGACUS E AS DEUSAS

06.03.13, melgaçodomonteàribeira
        Foi por este caminho de sabedoria, declarou o druida, desfazendo as brumas que sempre acompanham os celtas e seu panteão, que o clã Melgacus teve de romper. Mulher das conchas, outrora mulher das carvalheiras, hoje Grande Senhora da Mãe, traçou na areia do rio o sinal de posse da terra e área de pescado onde cravou a estacaria que suporta a cabana lacustre onde irá esperar a chegada da lampreia e do sável que irão ajudar o castro a solidificar a sua independência.   (...)

MELGAÇO OU MELGACUS O CELTA

06.03.13, melgaçodomonteàribeira
        Uma hora de gaitas e pandeiros com que os bardos choram o desterro dos homens face à alma imortal de Imloc senhor da Deusa em todas as formas humanas e, cortador de cabeças guerreiras, levam o celta a pensar.     A Deusa mostra o caminho que te leva à Terra das Promessas, a Terra das Mulheres, a Ilha das Duas Brumas, a ilha das Macieiras – Avalon.     Melgacus o Celta dormita cambaleando, o olhar cerrado passando o castro da Cevidade que foi levantado bem junto ao (...)

NO CRASTO, MELGACUS SONHAVA COM MELGAÇO

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    O grupo olhou para o cimo do outeiro sobranceiro ao rio que vinha subindo e, descansando as costas, aguardaram que o druida derrotasse as forças indesejáveis que habitavam o lugar. Homens rudes, guerreiros experimentados, lobos em campanha a quem nada escapa. As túnicas brancas justas aos corpos musculados, escudos de peles verdes com os signos da deusa, machados sobre os ombros que encimam braços esculpidos em músculos que as virias adornam. O cão lobo que seguia Melgacus, (...)