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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

AS MAMOAS CASTREJAS

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    REVISTA DA FACULDADE DE LETRAS   MAMOAS DO NORTE DE PORTUGAL: ESTADO DA QUESTÃO EM 1981   Por: Vítor Oliveira Jorge   Professor Catedrático da Faculdade de Letras da U.P.      O distrito de Viana do Castelo é muito rico em monumentos dolménicos. As concentrações megalíticas iniciam-se aliás junto à fronteira (a respectiva linha passa por alguns monumentos), prolongando para sul as necrópoles da zona meridional da província de Pontevedra.    No concelho de (...)

O PELOURINHO DE CASTRO LABOREIRO

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    O PELOURINHO DE CASTRO LABOREIRO        Numa digressão que fizemos pelo Norte em Julho de 1917, depois de termos regressado do sul de Angola, onde estivemos como expedicionário comandando a 10ª  companhia de infantaria nº 20, tivemos a ocasião de ir a Castro Laboreiro. Logo que ali chegámos, feita a viagem desde Melgaço a cavalo e acompanhado de guia, perguntámos pelo pelourinho.    Fomos então informado de que estava fazendo parte da chaminé duma casa onde residia (...)

O NOSSO CÃO

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Castro Laboreiro     UM CÃO DA NOSSA TERRA      O cavaleiro, que capitaneava estes homens, cavalgava um magnífico e fogoso cavalo murzelo sem mancha, ao lado do qual trotava bizarramente um daqueles gigantescos e valentes cães de Castro Laboreiro, igualmente preto retinto, cuja grandeza faz apavorar os que pela primeira os vêem.      O cavaleiro puxou de uma chave, que trazia consigo, e abriu uma porta falsa, que havia no lado direito do grande portão de ferro. O enorme (...)

UMA EXCURSÃO A CASTRO LABOREIRO II

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Alcobaça - Lamas de Mouro        Por fim entrámos na villa, que é como os Crastejos chamam á sua terra, visto que ella o foi algum dia. Ainda que as instituições sociaes mudem, o vulgo, que está afeito á linguagem tradicional, conserva esta longo tempo, em contradicção com os factos.    Apesar da sua rusticidade, Castro-Laboreiro procura acompanhar o progresso: possue algumas lojas de negócio, uma fonte de cantaria, e um Commendador, que é ao mesmo tempo o Professor (...)

UMA EXCURSÃO A CASTRO LABOREIRO

07.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Castro Laboreiro     UMA EXCURSÃO A CASTRO-LABOREIRO (NOTAS NUMA CARTEIRA)                                                     I    Em 1904, estando a veranear nas Agoas do Peso, fiz uma excursão a Castro-Laboreiro em companhia do Rev.º Manoel José Domingues, Abbade de Melgaço. A excursão foi muito breve. Partimos num dia de manhã, e voltamos no dia seguinte depois de almôço. Tomei porém algumas notas ethnográficas e (...)

NO CRASTO, MELGACUS SONHAVA COM MELGAÇO

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    O grupo olhou para o cimo do outeiro sobranceiro ao rio que vinha subindo e, descansando as costas, aguardaram que o druida derrotasse as forças indesejáveis que habitavam o lugar. Homens rudes, guerreiros experimentados, lobos em campanha a quem nada escapa. As túnicas brancas justas aos corpos musculados, escudos de peles verdes com os signos da deusa, machados sobre os ombros que encimam braços esculpidos em músculos que as virias adornam. O cão lobo que seguia Melgacus, (...)