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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

OLINDA CARVALHO, UMA GRANDE CONTADORA DE HISTÓRIAS III

11.03.17, melgaçodomonteàribeira
  (continuação)   Lá estavam eles, agarrados como cães, ela quase sem roupa e ele com as calças e as ceroulas enroladas aos pés. Seu badalhoco, era ali, então, o ensaio final do desfile! Ela dava-lhes já o ensaio, mas era a rameira que ela queria tratar, queria-lhe ver as fuças primeiro. Iam-lhe caindo os queixos com a surpresa: então não é que a descarada era uma moça nova, airosa, quase de casamento aprazado com um vizinho que tinha ido para a França, havia menos de um (...)

OLINDA CARVALHO, UMA GRANDE CONTADORA DE HISTÓRIAS II

04.03.17, melgaçodomonteàribeira
  (continuação)   Estes são alguns exemplos das peças preparadas ano após ano para serem executadas no espaço do baile, mas havia representações mais elaboradas que saíam desse local e tomavam outra dimensão. Os números de contrabandistas em fuga de guardas que os perseguiam aos tiros, muitas vezes reais, eram muito aplaudidos pelo povo em geral, mas assustavam as crianças que tomavam a ficção pela realidade. Os entrudos a fazer as suas partidas a velhos e novos, muitas (...)

OLINDA CARVALHO, UMA GRANDE CONTADORA DE HISTÓRIAS I

25.02.17, melgaçodomonteàribeira
  Um Carnaval na Memória Coletiva   Como tantas coisas do passado também o Carnaval suscita mil lembranças, mil e uma evocações nostálgicas de um tempo que foi muito melhor do que o presente. Porque associado à juventude, a mais saúde, a um convívio mais são? É o que se diz. Será, porém, verdadeiro? Do que eu me lembro, a pressão social era, há uma dezena de anos, muito mais pesada do que hoje e ai de quem pisasse o risco! Alguém que desse azo a andar nas bocas do mundo (...)

ENTRUDO EM MELGAÇO NOS ANOS 30

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Desenho de Manuel Igrejas     O CARNAVAL EM MELGAÇO         Aquele verão estava gostoso e os anos trinta até um pouco mais de sua metade, eram fáceis de viver. Corriam suaves e até com uma certa abastança. Naquelas paragens, quem não encontrasse trabalho no lugar era só dar um pulo a Espanha e fácil arranjaria onde ganhar dinheiro. Por lá havia um surto de progresso, construção civil, estradas e caminhos de ferro. E os melgacenses se baldeavam para a Galiza ou um (...)