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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

SANGUE MELGACENSE

melgaçodomonteàribeira, 16.01.16

 

JOSÉ LUÍS DA CUNHA

 

Nasceu em Chaviães no dia 11 de Março de 1893 e na vila de Melgaço casou a 24 de Agosto de 1914 com Zalminda da Rosa Rodrigues Calheiros, filha de Silvina Inocência Calheiros, moça solteira, moradora em Requeijó de Rouças e depois nas Carvalhiças, onde a Zalminda nasceu em 23 de Dezembro de 1889.
José Luís da Cunha, que era lavrador, foi arrancado à lavoura pelo serviço militar e incorporado no Corpo Expedicionário enviado para França, onde faleceu em 1917 num daqueles dias amargos da Grande Guerra e à sua morte se dedicaram em o Jornal de Melgaço de 22 de Dezembro daquele ano estas palavras:

 

«Sangue Melgacense

 

Sangue melgacense regou já os campos de França! Na linha de batalha, na fronte no sector portuguez, um modesto filho desta terra, José Luís da Cunha, acaba de sucumbir aos ferimentos recebidos em combate.
O seu nome, aureolado de glória que se ganha no Campo do Dever e da Honra, vem escrito no Rol de Honra.
Brioso, valente, determinado, poucos dias antes tinha sido condecorado com a medalha de valor militar.
Entre os seus companheiros, moços bisonhos como ele, distinguira-se pela sua bravura e pela sua coragem.
Dias depois o seu nome ajudava a cimentar o triunfo do Direito e da Humanidade.
Nascera este brioso soldado na freguesia de Chaviães deste concelho: era filho de Aníbal dos Anjos Cunha e de Felisbela Cândida Alves e militava em Infantaria 3, onde era o soldado nº 659 da 1ª Companhia.
Que lá em França, onde jaz coberto de louros, a terra lhe seja leve!»

 

O MEU LIVRO DAS GERAÇÕES MELGACENSES
Volume I
Edição da Nora do Autor
Melgaço
1989
pp. 576

 

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