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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

GALEGOS EM MELGAÇO - MARGINALIDADE E ASSISTÊNCIA

melgaçodomonteàribeira, 14.04.20

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A PRESENÇA GALEGA NO ALTO MINHO NOS FINAIS DO ANTERIOR REGIME

Alexandra Esteves 

Muitos dos mancebos espanhóis que atravessavam ilegalmente a fronteira para escapar ao recrutamento militar e procuravam guarida em Portugal tinham grandes dificuldades em angariar o seu sustento, pelo que acabavam por ingressar em grupos de salteadores e enveredar pelo banditismo. Em 1835, as autoridades galegas, conhecedoras deste fenómeno, solicitaram ao governador civil de Viana do Castelo que “se no permita que ninguna persona desconocida passe de un reino a outro sin o qual indispensable documento sea arrestado como sospechoso”. Nesse ano, muitos desertores galegos que estavam refugiados na zona de fronteira compreendida entre Castro Laboreiro e Valadares constituíam um autêntico manancial de recrutamento das quadrilhas que atuavam na região, em particular a de Tomás das Quingostas. A inoperância revelada pelas autoridades portuguesas na captura deste assaltante era incompreensível aos olhos das suas congéneres da Galiza, onde tinha perpetrado uma série de desmandos, dada a facilidade com que se movimentada pelas feiras e festas do Alto Minho.

A ineficácia na vigilância do território raiano punha em causa a segurança de pessoas e bens, dado que tanto as quadrilhas de ladrões como os pequenos larápios se dedicavam, sem grande dificuldade, a pilhar igrejas e habitações galegas e minhotas. A resposta portuguesa, no sentido de pôr termo à situação, traduziu-se no reforço da guarda da fronteira nos locais mais propícios à entrada e movimentação de desertores, nomeadamente em Castro Laboreiro e S. Gregório.

Por outro lado, a cumplicidade entre o bandido português Tomás das Quingostas e o guerrilheiro espanhol Mateo Guillade, conhecido salteador e carlista, era motivo de grande preocupação para as autoridades dos dois países. Este, por várias vezes, se refugiou em Portugal com a cumplicidade da quadrilha de Quingostas e de miguelistas. Em funho de 1837, por exemplo, foi detetada a sua presença na cidade de Braga. Em agosto desse mesmo ano, sabia-se que estava refugiado em Melgaço.

Ao longo da década de 30 do século XIX, era frequente as autoridades galegas solicitarem a Portugal a captura dos soldados sorteados para o serviço militar. Todavia, esta missão revelava-se difícil, uma vez que os fugitivos contavam com a conivência das populações que os acolhiam e os sustentavam em troca de prestação de trabalho não remunerado. Esta situação revelava-se vantajosa para os lavradores locais, pelo que não estavam interessados em denunciar a presença de trânsfugas nas suas comunidades.

 

A PRESENÇA GALEGA NO ALTO MINHO NOS FINAIS DO ANTIGO REGIME: ENTRE A MARGINALIDADE E A ASSISTÊNCIA

 

Alexandra Esteves

Universidade Católica Portuguesa Lab2PT

Universidade do Minho

pp. 129-131

 

 

 

LAR EM MELGAÇO LEVOU CRUCIFIXO A UTENTES EM APOIO DOMICILIÁRIO

 

OUTRO CASO ACONTECEU NO CENTRO SOCIAL DE PADERNE, EM MELGAÇO, ZONA ONDE JÁ SE REGISTARAM, NOUTRO LAR DE IDOSOS, MORTES POR COVID-19. SEGUNDO O JORNAL O MINHO, FOI A DIRETORA DE SERVIÇOS DAQUELE LAR QUE TOMOU A INICIATIVA DE IMPROVISAR UMA VISITA PASCAL AOS QUINZE UTENTES QUE BENEFICIAM DO APOIO DOMICILIÁRIO DA INSTITUIÇÃO.

ÀQUELE JORNAL, A RESPONSÁVEL ADMITIU QUE NÃO SEGUIU AS INDICAÇÕES DA DGS E EXPLICOU: "A INICIATIVA FOI MINHA, ERA A MINHA VEZ DE LEVAR OS PEQUENOS-ALMOÇOS AO DOMICÍLIO E DECIDI LEVAR UM POUCO DE ALEGRIA A CASA DESTAS PESSOAS". QUATRO UTENTES DO REGIME DE APOIO DOMICILIÁRIO BEIJARAM A CRUZ, QUE DEPOIS FOI LEVADA PARA O INTERIOR DO LAR DE IDOSOS E DEPOIS BEIJADA POR OUTROS IDOSOS.

"FIZ ISTO PORQUE MUITOS DELES NÃO TEM NINGUÉM, A FAMÍLIA NÃO OS PODE VISITAR E ANDARAM A SEMANA TODA A QUEIXAR-SE PORQUE NÃO IAM TER PÁSCOA ESTE ANO" AFIRMOU A RESPONSÁVEL CONSIDERANDO A SUA AÇÃO COMO UM ATO DE "CARINHO" PERANTE OS IDOSOS QUE "SÃO MUITO CATÓLICOS".

DENTRO DO LAR O CRUCIFIXO FOI DESINFETADO COM ÁLCOOL ENTRE CADA BEIJO. "a INTENÇÃO ERA MELHORAR O ESTADO ANÍMICO DOS UTENTES, NUNCA PENSEI QUE AS PESSOAS FOSSEM LEVAR PARA O LADO DE QUERER FAZER MAL", DISSE A DIRETORA DOS SERVIÇOS DA INSTITUIÇÃO.

A CÂMARA MUNICIPAL JÁ EMITIU UM COMUNICADO A APELAR A TODAS AS INSTITUIÇÕES DO CONCELHO QUE SIGAM AS PRÁTICAS QUE CONSTAM DO PLANO DE CONTINGÊNCIA DO MUNICÍPIO.

(...)

Segunda feira,13/04/2020  20:07

Publicado no jornal online OBSERVADOR

 

 

 

 

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