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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

A SAUDADE

20.06.15, melgaçodomonteàribeira

Rua de Baixo - Ao centro, a casa de Iasousa

 

VELHO MELGAÇO

 

Quero cingir-te num longo abraço,
Descansar no teu peito a vida inteira;
Passar contigo a noite derradeira…
Fechar os olhos em teu doce regaço.

 

Porque só tu, só tu, velho Melgaço,
És para mim a sublime e verdadeira
Ama. Teu verde chão, pela vez primeira,
Viu meus pés darem seu primeiro passo.

 

Escuta, por favor, o meu apelo:
Abre, para mim, teu corpo inebriante…
Nele por fim vai minha alma fundir-se!

 

Se há mistério em ti, quero sabê-lo:
Conta-o a este cansado caminhante,
Que em teu níveo seio quer exaurir-se!

 

Os Meus Sonetos (e os do frade)
Joaquim A. Rocha
Edição do autor
2013
p.55