Sábado, 25 de Agosto de 2018

A GASTRONOMIA MELGACENSE

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A Gastronomia  Melgacense

 

Nos últimos dias de Janeiro, deste ano – dias 25, 26,27 realizou-se em Melgaço e Monção o I Encontro Luso-Galaico, o qual, a par com temas de natureza literária, abordou o Turismo e, consequentemente, a gastronomia.

Em 31 de Março, também deste ano, encerrou-se a Festa da Mimosa, que, há anos, se efectua no nosso Distrito e na qual se destaca a gastronomia regional.

Parece-nos, pois, que este II Congresso da Gastronomia, agora efectuado, é abóbada louvável dos acontecimentos precedentes. E, sendo assim, a presença de Melgaço está duplamente justificada.

Franciso Hipólito Raposo, em seu «Pequeno Roteiro Gastronómico de Portugal», editado pela Verbo em 1984, ignora Melgaço e refere Monção, apenas para aduzir o desaparecimento do «Vaticano».

Este Roteiro desconhece o Norte minhoto: Melgaço, Monção, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

É pena.

Luis Sttau Monteiro, em sua apreciável crónica semanal de «O Semanário» escreveu em 23 de Março de 1985: «Muitos dos pratos que deliciavam os nossos avós desapareceram quase completamente das nossas mesas».

Tal não aconteceu em Melgaço ou porque não são «muitos» os pratos genuinamente regionais ou porque as churrasqueiras ainda, e felizmente, não entraram na minha terra.

Se Francisco Hipólito Raposo escreve «O Minho era rei» e, no elenco dos pratos que enobrecem essa realeza não inclui o cozido à portuguesa, em Melgaço o Presunto é o rei. É nobre e simples, é rico e prestável, e, sempre, exigente.

José Augusto Vieira em «O Minho Pitoresco», com data de 1886, escreveu: «Podes todavia entrar sem receio n’essa hospedaria honesta e limpa, porque se te falta na taboleta o sabor francêz da palavra Hotel, não te faltará em compensação à meza o sabor dos apetitosos bifes de presunto, que ali te servem, como um prato especial da terra!

Que epopeia seria necessária para descrever-lhe o paladar fino e delicado, a cor de rosa escarlate, a frescura viçosa da fibra!»

Isto escreveu-se em 1886.

 

A GASTRONOMIA MELGACENSE

Padre Júlio Vaz

Edição da Região de Turismo do Alto Minho

1985

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 00:30
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