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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

PROFESSOR DOUTOR CÓNEGO JOSÉ MARQUES

melgaçodomonteàribeira, 13.01.18

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José Marques, nasceu a 12 de Agosto de 1937, em Roussas, no concelho de Melgaço. Fez a instrução primária na terra natal, seguindo os estudos no Seminário da Arquidiocese, em Braga, onde se ordenará em 1961, sendo logo chamado a exercer no Seminário Conciliar (1961-1970).

Entre (1969-1974) faz a licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e de imediato a frequência e conclusão de curso de Bibliotecário-Arquivista na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1976) e especialização como Bibliotecário-Arquivista.

Realizou provas de Doutoramento com o trabalho intitulado A Arquidiocese de Braga no século XV, em 1982, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde ascendeu a Professor Catedrático (depois das provas de agregação de 1989-90) com a Lição de Síntese, sobre a Assistência aos peregrinos no Norte de Portugal durante a Idade Média, tendo-se aposentado em 2003.

Colaborou com as Universidades Portuguesas de Coimbra, Açores, Universidade Católica de Braga (Faculdade de Filosofia e Teologia), com a Fluminense de Niterói – Rio de Janeiro Brasil, e com a Universidade de Louvain-la-Neuve.

Foi Diretor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1982-1985).

Foi coordenador desde 1984 até 1998 da Revista da Faculdade de Letras, nas séries de História, Filosofia e Línguas e Literaturas Modernas.

Membro do Centro de História da Faculdade de Letras do Porto (co-fundador em 1982, da Academia Portuguesa da História (sócio de número e atual vice-presidente), do Instituto Galaico-Minhoto (também co-fundador em 1982), da Real Academia de la Historia de Madrid (sócio correspondente), das Sociedades de Estudos Medievais, portuguesa (de que é sócio fundador, 1985) e espanhola, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (sócio correspondente), da Comission Internationalle de Diplomatique (membro desde Outubro 1986, seu vice-presidente em 2008) e do Comité International de Paléographie Latine (desde 1989).

Os seus Estudos Históricos fixam-se, no período da História Medieval Portuguesa, no quadro cronológico que concentra a montante e a jusante do séc. XV. Tem como quadro geográfico de principal concentração e referência a Arquidiocese de Braga, que é o Minho e Trás-os-Montes e que por ele, em estudos extensivos e comparativos se alarga a outros territórios diocesanos. E como território de fronteira extremamento ativo e participativo, se estende e alarga às vicissitudes de outros territórios (e dioceses) de fronteira.

 

O IRMÃO DO ALCAIDE-MOR DE MELGAÇO

melgaçodomonteàribeira, 30.12.17

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 D. JOÃO DE MELO, INQUISIDOR DO REYNO E MELGAÇO

 

Pedro Fernandes de Castro passou a Portugal, aonde casou com Dona  Maria Dade, filha de Martim Dade, Alcaide Mór de Santarem , de quem se deduz a Casa das Galveas que seu segundo neto na Varonia, Martim de Castro, Senhor de Sanguinhedo, e de Parada, Alcaide Mór de Melgaço, e Castro Laboreiro, a quem ElRey D. João I. fez algumas mercês no Termo de Guimarães no anno de 1402, casou com D. Leonor Gomes Pinheira, filha de Martim Lopes Lobo, e de Maria Esteves Pinheira, e foi segundo avô de Fernão de Castro, Alcaide Mór de Melgaço, irmão de D. João de Melo, que foy Inquisidor, e hum dos tres primeiros, que houve neste Reyno, Bispo do Algarve, Arcebispo de Évora, Regedor das Justiças, Presidente do Paço, e da Inquisiçaõ, e assim foy Presidente em todos os Tribunaes, em que havia servido, faleceo a 6 de Agosto de 1574.

 

Retirado de:

Memorias historicas e genealogicas dos grandes de Portugal, que contem a origem e antiguidade de suas famílias

Por D. Antonio Caetano de Sousa

M. DCC. LV

 

http://books.google.pt

 

O CONDE DE REGALADOS

melgaçodomonteàribeira, 16.12.17

 

festas da cultura, anos 80, séc. XX

                          

O CONDE DE REGALADOS

 

 

Entraram no senhorio de Valladares os Abreus, senhor da casa, torre e couto de Abreu, em Merufe, alcaide-mór de Lapella, Melgaço e Castro Laboreiro, em tempos de D. Pedro I e de seu filho Fernando I. Nas guerras que houve entre Portugal e Castella (por causa das pertenções de D. João I de Castella, com fundamento de ter casado com D. Beatriz, filha de D. Leonor Telles de Menezes) este Abreu, não quis entregar ao nosso D. João I, em 1385, o castelo de Melgaço, onde se achava, pelo que o rei português lhe tirou o senhorio de Valladares e outros. (Vasco Gomes de Abreu, era parente de D. Aldonça de Vasconcellos, mãe da rainha D. Leonor Telles de Menezes, e, por isso seu partidário.)

Na freguesia de Merufe há uma torre (que foi coutada) com uma aldeia chamada Pica de Abreu (Pinheiro de Abreu) solar dos Abreus, dos quais e desta torre já se acham notícias no tempo do conde D. Henrique. Era então senhor da Pica, Gonçalo Rodrigues de Abreu, que foi vassalo, e companheiro do conde nas suas batalhas, e de seu filho, Lourenço de Abreu, senhor do mesmo couto, que se achou com D. Afonso Henriques na batalha de Arcos de Vez, em 1129.

Foi este Lourenço de Abreu, que por ordem de D. Afonso Henriques, construiu o castelo e torre de Lapella, contra os gallegos.

Este couto foi do marquez de Tenorio, e cada morador lhe pagava, um alqueire de cevada. (veio à casa de Tenorio, por aquele marquez ser neto de D. Maria de Abreu Noronha, condessa de Crescente)

A alcaidaria de Lapella, andou na casa dos Abreus de Merufe, até que a venderam ao marquez de Vila Real, que a perdeu, com vida, em 1641, por traidor à pátria.

Entre as muitas e grandes quintas que os Abreus tiveram nesta ribeira, tinham também foros em Vila-Boa e Valladares, com título de direitos reais.

De Lourenço de Abreu, foi filho e herdeiro, Gonçalo Rodrigues de Abreu, rico-homem de D. Sancho I e de D. Afonso II, e se achou na tomada de Elvas, em 1225.

Dos Abreus de Merufe procedem os Abreus de Torre da Grade, os da casa de Anquião em Fornelos de Ponte de Lima, os de Atães de Moure, os de Sol, os morgados da Tábua, os de Vilar junto a Viseu, os da quinta de Cousiguem, os dos Arcos, os da Barca, os de Candoso e muitas outras famílias nobres. Na Índia foram senhores de Fenapôr.

A casa dos Abreu Lima, ramo dos que foram alcaides-mór de Lapela e senhores de Regalados, é a actual do Ameal.

Os Abreu da casa de Anquião procede de D. Rodrigo de Mello Lima, senhor comendatário de Refojos de Lima, filho segundo de D. Leonel de Lima, 1º visconde de Vila Nova de Cerveira.D. Rodrigo deu a sua casa de Anquião a sua filha, D. Joana de Mello, que casou com João Gomes de Abreu, filho segundo de Leonel de Abreu, senhor de Regalados.

 

Retirado de:

http://GeneAll.net-RE:conde de Regalados

http://Gfille:///C:/Documents