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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

DE MELGAÇO A CUYABÁ

01.07.15, melgaçodomonteàribeira
Vista sobre Prado   JOÃO POUPINO CALDAS Na sociedade cuyabana dos fins do século XVIII e inícios do XIX, formara-se uma espécie de patriarcado, constituído pelos elementos de maior prestígio, seja pela posição, seja por haveres, seja pela tradição familiar. Compostas em grande parte pelos descendentes dos penetradores do sertão, vindos nas bandeiras ou nas monções de povoado, a que se uniram os filhos da Metrópole, em geral “homens que viviam dos seus negócios” como (...)

VERTIGENS

30.05.15, melgaçodomonteàribeira
  A pedra de toque desta obra de Albertino Gonçalves é a vertigem, uma repentina névoa do olhar que o leva a perder nitidez, associada a um ligeiro desequilíbrio que complica os movimentos, baralhando os gestos e as acções humanas. O sociólogo cujo olhar, por natureza epistemologicamente calculado e vigiado, se deixe tentar pela vertigem deste desequilíbrio humaniza todavia o conhecimento, aproximando-o da condição humana e das figuras que a exprimem, não apenas a (...)

E AGORA, LUÍSA ?

10.05.14, melgaçodomonteàribeira
    Olinda Carvalho nasceu em Castro Laboreiro, Melgaço, em 1953. Deixou a serra para poder estudar. Passou por Melgaço, Braga, chegando a Lisboa aos dezoito anos. Aí se formou em Filologia Germânica na Faculdade de Letras, durante os conturbados anos que precederam e se seguiram à Revolução, que ela viveu intensamente. Ingressou na carreira docente por opção e fez da educação projeto profissional. Viveu dez anos em Bruxelas, viajou pela Europa, pela América e por África (...)

HISTÓRIAS DE UM MARINHEIRO

10.08.13, melgaçodomonteàribeira
      José Joaquim da Ribeira – Oficial da Armada – nasceu em Cristóval, Melgaço, a 15 de Abril de 1943. Em 12 de Setembro de 1961 alistou-se como 2º Grumete na Armada. Ao longo da sua carreira militar, frequentou vários cursos, entre os quais o de promoção a Oficial da Armada. Desempenhou diversas funções, inclusivamente na área da formação. Fez parte de um grupo de trabalho com o fim de renovar os cursos de marinheiros ministrados na Armada. Combatente em Moçambique, (...)

AUGUSTO CÉSAR ESTEVES IV

12.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Uma obra impressa nas folhas do Notícias de Melgaço, órgão e voz de uma mescla de juristas, de professores, de funcionários públicos e de negociantes bem sucedidos conotados com posições e sobretudo com interesses contrários aos defendidos e representados pelos Padres Vaz e seus amigos na Voz de Melgaço, que ainda hoje se publica. Num oportuno artigo intitulado Os lugares vistos de dentro: estudos e estudiosos locais do século XIX português, Augusto Santos Silva começa (...)

AUGUSTO CÉSAR ESTEVES III

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    1. A escrita ao serviço da identidade local e nacional   Esse testemunho merece toda a nossa atenção e engloba parcelas importantes da tua actividade como melgacense preocupado com a sua terra e o seu país, como cidadão politizado e decidido a uma intervenção pública constante, como jurista e como eterno e incansável aprendiz de historiador e monografista local. Membro da geração do primeiro decénio de novecentos, interventiva como se infere, por exemplo, da greve (...)

AUGUSTO CÉSAR ESTEVES II

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Augusto Esteves logo que começou a abrir os olhos para a vida, o que viu? Qual Buda viu crianças expostas, viu a miséria de caseiros e jornaleiros, viu gente a morar em casas minúsculas, tugúrios inóspitos e horríveis – enfim, viu uma feira de vergonhas, de situações aberrantes e indignas do ser humano. Ele viu tudo isto, porque como o próprio deixou dito: cresci (…)  ao ar livre. E à medida que foi crescendo afastou-se paulatinamente do modelo: viu, tornou a ver, (...)

AUGUSTO CÉSAR ESTEVES I

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    AUGUSTO CÉSAR ESTEVES – O HOMEM, A VIDA, A OBRA…     O real serve-nos apenas para construir, melhor ou pior, um pouco de ideal. Talvez não seja útil para nada mais. Anatole FRANCE – Le Jardin d’Epicure     1 – Um português de Melgaço ou o enorme peso das raízes   Escrever sobre uma pessoa é fácil ou difícil conforme as perspectivas, os elementos biográficos que tivermos ao nosso dispor, a distância no tempo, a nuvem que o encobriu depois da sua morte, o (...)

A TI MARIA E O PADRE

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    UM PADRE EXALTADO        O caso da mãe do Jacob que aludi, foi o seguinte:    A tia Maria, já idosa, com outras mulheres e a canalha da doutrina (catequese) entre eles eu, frequentavam a novena no mês de Maio, todos os dias à tarde.    O pároco, na altura jovem, passava por grave crise existencial e problemas de família (um seu irmão casara com a filha de ex-padre e isso era, a seu ver, sacrilégio).    Devido a esse estado de espírito andava o padre com os nervos (...)

MELGAÇO, NATAL DE 1983

08.03.13, melgaçodomonteàribeira
    O PRESÉPIO AUTARCA DE MELGAÇO EM 1983       A Câmara Municipal, teve uma ideia feliz, pois armou este Natal um presépio colossal nas trazeiras da Matriz.   Coisa assim, nunca se viu, tão bonito e tão real, pois com gosto reuniu e assim distribuiu figuras ao natural.   A Teresa é Nossa Senhora, o Solheiro é S. José, e quem nasce nessa hora e entre as palhinhas chora, Alberto de Sousa, o Bé.   A dar calor ao menino com seu carinhoso alento com amor e com carinho, o (...)