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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

LADINA III

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Mas a história vai ser minha. E foi. Ai, se foi! A minha Ladina retirou-se para a serra, não longe da vila. Casa recatada, marido e esposa com bens terrenos e outros em papel de crédito; algumas (muitas) notas no banco. Labuta, de sol a sol, como criada de família, que para os trabalhos caseiros outros haviam. Nos campos e pinhais, gente da aldeia deixava o suor na camisa, mesmo em tempo de neve, para que o sustento da casa não faltasse. E ela! Bela, mulher de cuidados (...)

LADINA II

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
    Um crime! Do que eu precisava era dum crime! E, na minha terra, com uma mulher como a do filme…! E que acabasse viva, é claro! E eu a desvendar o mistério. Do grande César a grande frustrado foi um passo. Dois, três meses depois … espiolhados os maus e os bons, hereges e beatas, nada. Absolutamente nada. Tudo limpo. Mas desistir nunca. E a glória, o grande dia, o abre-te Sésamo, surgiu: Dia de festa na vila, o povo desceu a serra e foi desaguar nas ruas tortuosas a que (...)

LADINA I

05.03.13, melgaçodomonteàribeira
  Melgaço     Ladina! Se na altura tivesse cabeça para as definir, como hoje, não arranjaria outro termo. Ladina! E é bonito. Cheira-me a raposa matreira em liberdade … à terra onde nasci … Mas nesse tempo eu não passava de um ganapo, filho de funcionário público, a quem a curiosidade não matava, mas chegou para me atirar para esta vida de andarilho da qual não me consigo safar. Apresento-me: um sem eira nem beira, com poiso fixo num terceiro andar, detective de (...)