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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

QUANDO O BISAVÔ NÃO É FAMÍLIA

04.03.13, melgaçodomonteàribeira

 

 

Pois, só conheci meu avô, Frederico Augusto Esteves, funileiro de profissão e clarinete na Banda de Musica de Melgaço, filho não reconhecido de:

Santos Lima. Frederico Augusto, nascido em 22.1.1861 e faleceu em 10.2.1928

Teve comércio onde hoje se situa a Farmácia Durães em Melgaço.

Foi provedor da Misericórdia de 1900 a 1927.

Juiz substituto de 1900 a 1910.

Agreciado pelo governo espanhol com a comenda de Isabel Católica em 8.1.1895 por ter sido vice-consul da Espanha em Melgaço.

Em 2 de Setembro de 1884 concedido o exequatur á nomeação de Frederico Augusto dos Santos Lima para vice-consul da Turquia em Melgaço.

E a minha avó Amália também conheci.

Do outro lado Amália, filha de Félix Igrejas, um dos pinantes de Santa Cristina.

Nascido por volta de 185?/6? fruto de aristocratas amores proibidos, mamou e creceu na roda em Ourense. A bolsa recheada e a  profissão de alfaiate mais as aventuras galegas que lhe deram a alcunha devolveram-no a Melgaço, afinal onde foi feito e parido.

Amália, foi uma dos 18 paridos pela galega Conceição Costa, nem todos nados e criados. Comerciante de frutas e legumes na Praça da Republica, contrabandeava pão de trigo e vendia banana acabada de trazer pela neta do Canada. A malga, com o indicador curvo como bico de rapina a apalpar o tinto, o amor pelo neto do filho mais novo, o malhão ao fim da tarde!

Deles não falo porque para tal não fui autorizado.

De mim não falo porque para tal não fui autorizado.

Dos outros falo porque não fui autorizado.