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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

VANDALISMO NO PLANALTO CASTREJO

melgaçodomonteàribeira, 08.03.13

ARTE MEGALÍTICA NO PLANALTO DE CASTRO LABOREIRO

 

(MELGAÇO, PORTUGAL)

 

 

  

Equipa arqueológica V. O. Jorge

 

Por António Martinho Baptista

Centro Nacional de Arte Rupestre

Vilanova de Foz Côa

 

 

   Em Abril de 1990, na sequência de uma violação recente, detectámos a presença de gravuras e restos de pintura na Mota Grande, a maior mamoa do planalto de Castro Laboreiro. Tendo em atenção a importância do achado e no sentido de salvaguardar futuros vandalismos no monumento, realizámos de imediato o levantamento das gravuras dos dois esteios decorados que foi possível identificar. Posteriormente e porque o monumento, embora se localize em plena linha de fronteira, está já na mancha galega do planalto, comunicámos estes achados aos responsáveis do Património Histórico da Galiza. Por não considerarmos este levantamento como um trabalho acabado, nunca o publicámos. No entanto, e talvez na sequência do nosso alerta, o Boletín Avriense revelou a presença da arte megalítica da Mota Grande através de um pequeno artigo, com um desenho sumário e imperfeito dos motivos.

 

   Durante as campanhas de 1993-1994, foram descobertos novos restos de arte megalítica noutros dos tumulus da Portela do Pau, a mamoa 2, descoberta que decorreu fruto da escavação. Conhecem-se assim no grupo de mamoas da Portela do Pau dois dólmenes decorados, havendo possibilidades de trabalhos futuros poderem detectar novos restos artísticos. Também o levantamento arqueológico da arte megalítica desta mamoa 2, devido ao tipo de vestígios que ostenta e à interrupção dos trabalhos em 1995, nunca foi convenientemente terminado, sendo passível de pequenos acertos no futuro.

   Pese embora estes factores, são esses dois levantamentos "quase completos" que trazemos à apreciação deste Colóquio.

 

   As datações absolutas a partir de amostras de carvões, atribuíveis ao momento de "condenação" da câmara, deram cronologias da primeira metade do IV milénio A.C. De acordo com a hipótese interpretativa apresentada por Vítor Oliveira Jorge na publicação destas datações (1996), a mamoa 2 teria sido construída "durante a segunda metade do V milénio A.C.". É a este momento que deve ser atribuído o seu "projecto decorativo", que deve ser encarado como uma obra total, realizado num único momento.

   A decoração da Mota Grande, integrada no mesmo conjunto de mamoas, deve ser atribuída "sensu latu" ao mesmo período cronológico.

 

Retirado de:

 

http://www.ctv.es/USERS/sananton/coloqmeg.pdf

 

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