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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO SÉCULO XII

08.03.13, melgaçodomonteàribeira

 

 

FRONTEIRAS PORTUGUESAS E LEONESAS NOS FINS DO SEC XII

 

 

Linha da foz do Minho a Melgaço

No Arch. Nac., M. 12 de For. Ant., nº 3, f. 22 v. acha-se o foral de Melgaço datado de 1181, e na carta de repovoação de Lapella de 1208 renovam-se a este logar os foros com que tinha sido povoado “in diebus regis D. Alfonsi”(Liv. 2 de Alemdouro, f. 269). Os povoadores de Melgaço pediram para si os foros de Ribadavia, concelho limitrophe na Galliza. Lê-se no preambulo deste diploma que a nova povoação era fundada na terra ou districto de Valadares, districto que, como hoje vemos da situação desta ultima villa, se dilatava ao longo do Minho para o lado de Monção. Affonso I incluiu nos termos do novo município metade de Chaviães, logar exactamente situado no angulo que a linha de Melgaço a Lindoso fórma com o rio Minho, caíndo quasi perpendicularmente sobre elle.

 

Linha de Melgaço e Lindoso

De dous documentos do cartulario de Feães (Sandoval, Ygles. de Tuy, f. 132 e 137), provavelmente destruido no incendio que devorou aquelle mosteiro no seculo passado, se conhece que pelos annos de 1166 a 1174 este mosteiro era em territorio português; porque, posto aquelles documentos sejam de particulares, nelles se diz que reinava em “Portugal Afonso I”, não mencionando o rei de Leão. Que as cercanias do logar onde depois se fundou Lindoso pertenciam a Portugal pelos annos de 1160 resulta evidentemente do relatorio da transladação das reliquias de Sancta Eufémia, as quaes por essa epocha foram levadas a Orense.

 

 

RETIRADO DE: http://purl.pt/12112/2/hg-26085-p