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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

GUERRA DA RESTAURAÇÃO EM MELGAÇO E CASTRO LABOREIRO

08.03.13, melgaçodomonteàribeira

 

Montes Laboreiro

 

 

A GÉNESE DO JORNALISMO

 

JORNAIS PERIÓDICOS DO SÉCULO XVII EM PORTUGAL E NA EUROPA

 

GAZETA, PRIMEIRO PERIÓDICO PORTUGUÊS

 

 

Onze homens de Castro Laboreiro que estavam na trincheira viram no campo doze cavaleiros castelhanos que vinham em missão de reconhecimento e deram-lhes uma carga que mataram sete, aprisionando os restantes, tomando-lhes as armas e os cavalos, e mandaram-nos presos a Valença. Vinham atrás destes cavaleiros trezentos infantes e sem saberem o que tinha sucedido aos batedores atacaram a trincheira, mas os onze mosqueteiros lhes deram cargas com que mataram alguns, e os demais fugiram, (…) deixando mortos e (…) cativos (…) 31. Dos nossos ninguém perigou. (Novembro de 1641)

 

De Entre-Douro e Minho, no primeiro sábado deste mês, veio uma carta em que se avisa que um capitão de infantaria francês, tenente-coronel, enfadado da suspensão das armas e do grande ódio em que os soldados estavam na cidade de Braga, por causa do inverno, deliberou sair em campanha e entrar por terras dos inimigos, ele só com a sua companhia, para o que foi com muito segredo, persuadindo aos seus soldados (os quais eram todos portugueses que vieram da Flandres e da Catalunha); gastou oito ou nove dias em lhes dispor os ânimos e em prevenir pólvora, balas, cordas e tudo o mais que era necessário para reduzir a acto esta generosa deliberação. E um dia antes de amanhecer deu traça com ele, e os seus soldados saíram à desfilada e caminharam para Melgaço e daí foram marchando pela ponte das Varjas até que entraram na Galiza, destruindo e subvertendo e assolando tudo aquilo que com os olhos descobriram. Não ficou gado que não fizessem presa nem encontraram pelo caminho homem nenhum que não rendessem. (Março de 1642).

 

 

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