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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

CONVENTO DAS CARVALHIÇAS II

melgaçodomonteàribeira, 08.03.13

 

Convento das Carvalhiças - Melgaço

 

 

No Convento de Melgaço, nas alas viradas à fachada principal e na que lhe fica perpendicular, situavam-se os dormitórios e, provavelmente, a hospedaria, onde ainda é possível discernir a marcação das primitivas celas, divididas por estrutura de taipa ou tabique, com pavimento em soalho e coberturas de madeira. Surgem evidenciadas, exteriormente, através das janelas quadrangulares, dispondo-se, no enfiamento dos corredores dos dormitórios, as janelas regrais, do tipo varandim, com guarda de cantaria. O número de vãos e as divisórias subsistentes permitem sugerir que o dormitório virado à fachada principal possuía sete celas, não se fazendo conjecturas sobre o virado a Sudeste.

O primitivo foi concluído em 8 de Setembro de 1750, executados por pedreiros e carpinteiros de Lanhelas, desconhecendo-se os seus nomes. Contudo, o trabalho não terá ficado satisfatório e o rigor do Inverno deitou abaixo parte da ala das celas, obrigando os frades a confinarem-se a uma das zonas menos arruinadas, onde passaram esse período rigoroso, em comunidade, numa clara, mas necessária, infracção da Regra, que estipulava a existência de celas individuais. No início de 1751, tiveram que solicitar a presença de mestres provenientes de Viana da Foz do Lima, para executarem os telhados dobrados, devido ao rigor do clima no local. Com Frei Félix de Santa Teresa (? – 1803), procedeu-se à divisão de mais celas e a colocação de soalho no corredor do dormitório em 1756. (56) (75) (76)

56 – A portaria viria a sofrer obras, subsequentes: em 1750, um pedreiro executou as escadas da entrada (4$800), (mil reis), tendo sido caiada em 1755 (5$050), a que se sucedeu a pintura dos caixilhos das janelas, em 1759 (2$400). A obra mais importante foi o seu lajeamento, em 1763 (17$000).

75 – É possível que se trate dos mestres António e Luís de Lanhelas ……

76 – E haja um claustro, onde cada um tenha uma pequena cela para orar e dormir (Fontes Franciscanas …. 2005, p.173).

 

Retirado de:

 

Htpp:/repositório.ul.pt/bitstream

 

Ana Paula Valente Figueiredo

 

Tese de doutoramento em Arte, Património e Restauro

 

FLUL – Lisboa 2008

 

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