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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

FAIJ

melgaçodomonteàribeira, 04.03.13

 

Mapa do Concelho de Melgaço

 

 

CONCELHO DE MELGAÇO

DEZOITO FREGUEZIAS

TODAS DIFERENTES

TODAS MELGACENSES

 

FAIJ 1950/60

FRANCISCO AUGUSTO IGREJAS JUNIOR

POESIA POPULAR

1989-CAMARA MUNICIPAL DE MELGAÇO

 

 

Eu sou Melgaço, a Vila Lusitana

Sentada em trono d'oiro qual rainha

De todas a mais bela e mais humana;

Que seus vassalos, ama e acarinha.

 

Ei-los que chegam, junto ao trono meu

Alguns com queixas outros com louvores

Todos estrelas a brilhar no céu

E todos eles para nós amores.

 

Eu sou Castro Laboreiro

De Portugal o mais belo

Dizem que foi o primeiro

De todos o meu castelo

 

E eu sou Lamas de Mouro

E adoro o meu Manel

E tenho lá um tesouro

De batatas e de mel

 

O meu nome é Cubalhão

Terra serrana e bravia

Mas tenho no coração

Requintes de fidalguia

 

A minha igreja branquinha

A minha escola e a fonte

Fizeram de mim limpinha

Eu sou Parada do Monte

 

Eram todos criminosos

Os meus filhos. Mas Deus sabe

Que são bons e generosos

Os corações dos da Gave

 

Sou Cousso, vivo contente

Trabalho de sol a sol

Quando canta a minha gente

Faz inveja ao rouxinol

 

Eu sou Fiães a falada,

Na romaria a S. Bento

E tenho a história gravada

Nas pedras do meu convento

 

Eis Cristóval, a dos cadetes

Conhecia-a sem camisa

Agora tem palacetes

Abençoada Galiza

 

Eu sou Paços colossal

Isto aqui é céu aberto

O terror de Portugal

Só por ter o rio perto

 

Sou Chaviães, altaneira

E freguesia de lei

De todas fui a primeira

A pagar tributo ao Rei.

 

Se o Mundo um dia acabar

Ou mesmo for arrasado

Tem por força de ficar

A freguesia de Prado

 

Falam todos do meu povo

E de mim, mas com inveja

Por ter um relógio novo

Na torre da minha igreja

 

S. Paio de boa gente

Do trabalho, do carinho

Do vinho verde, da broa

Posta em toalha de linho.

 

Sou Paderne e sou modesta

A melhor de Portugal:

Tenho um convento que atesta

A glória Nacional.

 

Sou pequeno e pobrezinho

Não tenho inveja aos demais

Lembram aves em seus ninhos

Os filhos de Remoães.

 

Dizei, rapazes dizei,

Podeis dizê-lo sem medo

Não há moças que eu bem sei

Que valham as de Alvaredo

 

Sou Penso pequeno e triste

A falar dos meus tormentos

A riqueza em mim existe

Mas tenho pobres aos centos.

 

Francisco Augusto Igrejas Júnior

FAIJ