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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

O ENTERRO DO ESTUDANTE IX

05.03.13, melgaçodomonteàribeira

 

 

O Louro bem resmungou, mas lá teve que voltar a entrar pelo janelo da casa de banho e colocar o “pirata” dentro da caixa.

A garrafa mais o copo foram parar à mala do Fininho que já estava pronta para arrancar.

Carnaval à vista, férias para gozar, estudante “morto” …

O Fininho tinha encontro marcado com um amigo para se fazerem à estrada na manhã seguinte. E a manhã começou com murros na porta …

O Fininho, de cara molhada, na casa de banho, quase pronto para fazer 100 km à boleia e ainda ir comer as papinhas da mamã, fica espantado com a barulheira que vai pela casa.

— Ladrões, ladrões, é o que eles são …

D. Maria, aquele toucinho todo a abanar, bata azul e branca aos quadradinhos e com a caixa dourada na mão:

— Ladrões, são uns ladrões … Filha, telefona já à tua tia que estes ladrões não saem daqui.

Já a filha gritava:

 — É o Padeiro mãe, é o Padeiro, que eu bem vi a lata da laca no quarto dele.

Arremeteram as duas para o quarto do Padeiro que estava com a porta fechada e quando se preparavam para o barulho, abre-se a porta e eis que aparece, tronco nu e olho azul a faiscar, o nosso amigo. Com dois berros acaba com a confusão:

— Fora, fora do meu quarto.

O Louro, sonolento como sempre, ergue-se da cama, vira-se para o Fininho, esfrega os olhos e pergunta:

— Quando é que te piras? Já não se pode dormir em paz?

Entretanto chega a irmã da D. Maria …

O silêncio era de chumbo …

 

(continua)


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