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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

A PNEUMÓNICA EM MELGAÇO

31.08.19, melgaçodomonteàribeira

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O IMPACTO DA PNEUMÓNICA EM ALGUNS CONCELHOS DO ALTO MINHO

 

Alexandra Esteves

 

A «pneumónica» ou «gripe espanhola», designações dadas entre nós à pandemia de gripe de 1918, teve uma curta duração, já que os seus efeitos devastadores se fizeram sentir quase unicamente nos idos anos de 1918 e 1919, e caracterizou-se pela elevada morbilidade e mortalidade, especialmente nos estratos jovens da população.

A situação revelou-se particularmente difícil em Melgaço, sobretudo após a morte dos dois únicos médicos, vítimas da pnemónica. Neste concelho, que entre os do Alto Minho foi o que registou a maior mortalidade, os enfermeiros, receando o contágio, abandonaram o hospital da Misericórdia. As autoridades distritais reconheciam a gravidade do problema neste concelho e no de Paredes de Coura. O governador civil concedeu, por isso, um donativo no valor de 200 escudos aos respectivos administradores para ser distribuído pelos doentes carenciados. Mais uma vez, a intervenção da Cruz Vermelha foi crucial, montando um hospital de campanha em Melgaço, onde a dificuldade em controlar a enfermidade era agravada pela sua localização junto à fronteira espanhola.

 

www.academia.edu

 

SOPRANO À MINHOTA II

24.08.19, melgaçodomonteàribeira

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Benfiquista e bom patrão

Foi no bar que Abel conheceu Diene Amorim, uma brasileira com quem tem dois filhos. Hoje o casal vive em Bridgewater, numa casa de 315 metros quadrados que comprou há nove anos por 655 mil dólares (cerca de 517 mil euros), mas durante anos viveu num apartamento modesto por cima do restaurante. Os dois vestem-se bem, embora discretos. Abel conduz um AudiA4 com oito anos e Diene uma carrinha Volvo. Os filhos frequentam uma escola pública e vão todos os fins de semana à catequese na igreja portuguesa de Nossa Senhora de Fátima. Os vizinhos dizem que o casal é boa gente. Todas as manhãs, Abel estaciona no parque do Portucale, que transformou em restaurante em 2011. As obras terão custado centenas de milhares de dólares, mas o português comentou com conhecidos que apenas o tinha feito para cumprir um desejo da mulher. Antigos funcionários dizem que é o melhor patrão que tiveram, que paga sempre a horas e ajuda quando têm muito movimento. Prefere estar no escritório, mas vem para a sala quando joga o Benfica, de que é adepto ferrenho e pelo qual chegou a ir a Portugal para acompanhar jogos importantes. Terá este homem, que ninguém critica, sabido que estava a movimentar dinheiro da máfia através de esquemas ilegais do jogo, agiotagem e tráfico de droga? Terá descoberto a origem do dinheiro e sido proibido de abandonar o negócio? Ou sabia de tudo e preferiu continuar a lucrar?

Um ano depois de assinar contrato com Puccillo, a sua companheira comprou um serviço de troca de cheques, na zona norte da cidade. Abel nunca contratou esta empresa, continuando a preferir os serviços do italiano. Num dia fraco, movimentava entre 20 a 50 mil dólares. Nos dias bons, chegava a 400 mil. O dinheiro ficava pouco tempo no restaurante. Assim que chegava, o português agarrava no telefone e em minutos chegavam homens de Mercedes, que saiam de envelope na mão.

No bairro circulava todo o tipo de rumores. Nunca se falou em máfia, mas muitos comentavam que algo ilícito se passava entre aquelas paredes. Especulava-se que Diene tinha comprado o negócio em North Newark para encobrir irregularidades, mas a brasileira nunca foi acusada. Durante anos, todos os boatos se desvaneceram, nunca se concretizando numa queixa às autoridades. Entretanto, o negócio continuava a crescer.

 

Malas de dinheiro e assédio policial

O dinheiro era entregue a Abel, todos os dias, por funcionários de Puccillo. Alguns clientes recordam o momento da entrega, quando um carro de cor escura estacionava junto à porta, os funcionários pediam aos clientes que ninguém saísse, um homem entrava com uma mala, dirigia-se ao escritório na cave e saía. Tudo acontecia em segundos. A operação aconteceu centenas de vezes, durante anos, sem qualquer falha. Até à manhã de 19 de Maio de 2011.

Nessa data, um ex-polícia saiu do carro e dirigiu-se para o Portucale segurando uma mala. No caminho, alguém disparou. O homem estava armado e respondeu. Foi atingido de novo e caiu de joelhos. Nesse momento, um segundo assaltante disparou, atingindo-o no queixo. O homem acabou no passeio junto à entrada de uma loja de bebidas. Um dos assaltantes fugiu, o outro agarrou na mala, entrou num carro e conduziu umas dezenas de metros. Devido aos ferimentos, chocou contra um semáforo. Quando a polícia chegou, estava a perder a consciência e a mala continuava no carro. No interior, a polícia descobriu 400 mil dólares. Em minutos, o local estava cheio de agentes. No mesmo dia, Abel começou a ser investigado.

Polícias à paisana visitaram o restaurante. O português foi seguido e as suas comunicações podem ter estado sobre escuta. Convencido que estava protegido pelo contrato que tinha assinado com Puccillo, continuou a trocar cheques durante mais de um ano e meio. Só em dezembro de 2012, quando a polícia o interrogou, é que contratou um advogado, o reputadíssimo especialista em crimes económicos Michael Critchley, e fechou atividade. Tinham-se passado 25 anos desde que tinha trocado o primeiro cheque.

Segundo a acusação, em três anos e meio, Abel ajudou a lavar 400 milhões de dólares, perto de 315 milhões de euros, e cobrado comissões de nove milhões. Dos três por cento que cobrava, guardava um por cento. O resto do dinheiro pertencia a Puccillo, que ficaria com uma parte e dava outra a Rodriguez, Tuzzo e Alberti. Pelos crimes de que é acusado, Abel arrisca uma pena de 20 anos.

 

Pesadelos e registos em Elm Street

Nos últimos anos investiu com sucesso no imobiliário. Na semana passada, as autoridades congelaram as suas contas bancárias, o edifício do restaurante, dois prédios na mesma rua e a casa da família. Mas o empresário terá, pelo menos, outro prédio e dois parques de estacionamento em Elm Street, um segundo bar em Newark e um restaurante na Florida, que poderão estar no nome de outras pessoas e empresas.

Em 2013, por saber que estava a ser investigado, mudou algumas propriedades de nome. De acordo com os registos fiscais do condado de Essex, consultados pela VISÃO, o prédio no número 127 da Elm Street, por exemplo, passou a 21 de junho para o nome de uma empresa com o nome Union Street Realty, pelo preço de 400 mil dólares (um valor 80 mil dólares abaixo do que Rodrigues tinha pago em 2004). A Union Street Realty tem sede no número 129, a morada do restaurante Portucale. No mesmo dia, Rodrigues vendeu a esta empresa o prédio do número 125 por 500 mil dólares (menos 50 mil euros do que o valor pago em 2004).

Quando Abel foi detido, o juiz definiu uma caução de 400 mil dólares. No dia seguinte, a companheira entregou 40 mil dólares e uma garantia de 360 mil para o libertar. Esteve preso menos de 48 horas. Em liberdade, garante que apenas trocou cheques e nunca se envolveu com a máfia. Na quinta de manhã, 23, estava de volta ao Portucale, que não chegou a fechar, anunciando sempre em cartazes a festa que, esta sexta-feira, 31, vai encher o espaço para celebrar o Dia das Bruxas. Abel continuou a viajar depois de saber que estava a ser investigado. Este verão, passou 6 semanas em Portugal com a mulher e os filhos. Além de Melgaço e da mãe, visitou amigos de norte a sul. Foi a quarta viagem desde 2012 e também esteve no Brasil. Podia ter fugido a qualquer momento. Qualquer especialista o teria aconselhado a pedir cidadania norte-americana, para evitar a deportação caso seja condenado, mas o emigrante também decidiu não o fazer. Abel quer enfrentar a justiça. Está convencido de que o seu sonho americano não terminou.

 

Da Visão online em 11/11/14

 

SOPRANO À MINHOTA I

17.08.19, melgaçodomonteàribeira

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A história exclusiva de Abel Rodrigues, o emigrante de Melgaço cujo restaurante em Newark terá servido para a máfia nova-iorquina lavar 400 milhões de dólares.

 

Alexandre Soares, em Newark (artigo publicado na Visão 1130, de 30 de outubro 2014)

Quinta feira, 6 de Novembro de 2014

 

Na madrugada de 21 de Outubro, perto das seis da manhã, Abel Rodrigues acordou com o som da campainha. Na sua casa em Bridgewater, no estado de Nova Jérsia, Estados Unidos, abriu a porta e, ainda no escuro, descobriu sete agentes da polícia armados. A mulher já estava do seu lado quando lhe leram os direitos, mas os filhos, um casal de nove e onze anos, dormiam. O casal ouviu a lista de crimes de que o português era acusado: falsa declaração de rendimentos, troca ilegal de cheques, extorsão, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Abel foi algemado e levado para o carro-patrulha enquanto tentava tranquilizar a mulher. Três anos e meio depois do início, chegava ao fim a operação Punho Cerrado, que envolvera quatro agências especializadas e cerca de 35 agentes. Com o fim da investigação, chegava também o fim do sonho americano do emigrante minhoto. Uma história digna da premiada série Os Sopranos, cuja ação se passa também no Garden State.

Abel não foi surpreendido. Vizinhos, clientes e antigos funcionários dizem que o português já esperava este dia desde que, em dezembro de 2012, a polícia foi ao seu restaurante Portucale, em Newark, e levou computadores, caixas registadoras e documentos. Com a voz tranquila, Abel mostrou escrituras e contratos. Insistiu que a sua atividade era legal. A polícia discordou e ele passou a esperar o seu regresso. Mas nunca imaginou que, quando o momento chegasse, seria acusado de associação criminosa com os Genovese, a família mais poderosa da máfia de Nova York.

 

De São Paio aos cheques no Rio Douro

Abel acabou na prisão de Morris County lado a lado com Charles Tuzzo, de 80 anos, e Vito Alberti, 55, dois membros dos Genovese. Encontrou também Domenick Puccillo, 56, o seu parceiro de negócios e Manuel Rodriguez, 49, que o tinha apresentado a Puccillo anos antes. No mesmo dia, a procuradoria de Nova Jérsia deu uma conferência de imprensa anunciando os detalhes da operação. “A nossa mensagem para a máfia é: enquanto existirem, vamos continuar a enviar-vos para a prisão”, avisou o procurador John J. Hoffman, minutos antes de libertar as fotos de Rodrigues e dos outros acusados. A notícia atravessou logo o Atlântico. Jornalistas foram bater à porta da mãe de Abel, de 83 anos, que vive sozinha em Melgaço, e perguntaram-lhe pelo filho mafioso. O minhoto acredita que, se o pai ainda fosse vivo, teria morrido nesse momento.

Abel nasceu no lugar de Real, em São Paio, há 52 anos. Começou a trabalhar ainda criança, ajudando o pai na lavoura. As duas irmãs emigraram para França e, pouco depois, também ele abandonou o País. Emigrou para Punto Fijo, na Venezuela, com 20 anos. Um colega da construção falou-lhe dos EUA, dizendo que se ganhava bom dinheiro. Em outubro de 1983, Abel chegava ao bairro de Ironbound, em Newark, onde se concentra parte da comunidade portuguesa. Arranjou trabalho na construção, mas a obra parou meses depois devido ao inverno. Acabou como empregado de balcão do Rio Douro, um café português, na Elm Street.

Foi neste local que trocou o primeiro cheque. Por ordem do patrão, recebia cheques de emigrantes indocumentados, que não podiam ter conta de banco, e de pessoas que não tinham dinheiro na conta para cobrir o salário dessa semana. Embora ilegal, era uma atividade comum. Dezenas de estabelecimentos no bairro faziam o mesmo.

 

As comissões e o negócio com don Puccillo

Em 1987, um bar de espanhóis chamado Escorial, do outro lado da rua, foi posto à venda. Abel comprou-o por 88 mil dólares (69 mil euros). No início, tinha apenas um funcionário, e abria das sete da manhã às três do dia seguinte. Dormiu muitas noites na cave, para aproveitar cada hora de sono. Continuou a trocar cheques, a maioria a galegos. Quando alguém lá chegava e só pedia para trocar o cheque, fazia-os esperar e beber algumas cervejas, para dar lucro à casa. Só começou a cobrar comissão depois de receber vários cheques sem cobertura. A comissão não era fixa e variava entre um e três por cento. A atividade, lucrativa, manteve-se durante anos.

Em 2007, os bancos mudaram os seus protocolos. Começaram a recusar trocar cheques endereçados a terceiros, sobretudo quando eram elevados. Foi nessa altura que o italiano Manuel Rodriguez apareceu no bar, perguntando a Abel se ainda estava no negócio. Os dois homens já se conheciam, porque Manuel era dono de outro bar da cidade, o Guitar Bar. Abel partilhou as suas dificuldades e o homem respondeu que tinha uma solução. Podia apresentá-lo a Domenick Puccillo, que tinha um negócio licenciado de troca de cheques, e muito, muito dinheiro. Abel aceitou a ajuda. Assinou um contrato com Puccillo, o mesmo que viria a mostrar à polícia, anos depois, quando lhe inspecionaram o restaurante. O mesmo contrato que lhe disseram que não era válido.

Puccillo tinha ligações à máfia, mas Rodrigues pode nunca o ter sabido. Um dirigente da polícia de Newark garante que a máfia teve uma presença forte na cidade durante décadas, mas que a sua influência é hoje reduzida. Existe em áreas como o porto comercial e em negócios como o lixo e máquinas de jogo. Raras vezes a sua presença se traduz em episódios de violência. Além disso, tem uma organização hierarquizada, em que um nível não contacta com o outro. Mesmo assim, terá Abel imaginado como é que os sócios tinham acesso a quantias tão elevadas? Terá perguntado pela origem do dinheiro que transacionava?

Com Puccillo na retaguarda, o negócio do português cresceu. Abel montou um escritório nas traseiras e destacou alguns funcionários para lidar com estes clientes. Às suas mãos começaram a chegar cheques de 100 mil dólares. Segundo a acusação, o empresário trocava estes valores sem pedir identificação ou manter registo da transação, permitindo aos clientes escapar ao escrutínio do estado. Empresas de construção brasileiras e portuguesas recorriam ao serviço, assim como negócios que recolhiam cheques menores e depois os trocavam em conjunto no Portucale. A operação tornou-se um negócio de milhões.

 

VIVER O MINHO

10.08.19, melgaçodomonteàribeira

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O que mais me impressionou, no Minho, foi este relevo extraordinário, composto por montes bem delineados, cobertos de vegetação luxuriante onde, a cada curva da estrada, vos espera um rosto que vos sorri de modo diferente e vos convida a prosseguir a visita com cada vez mais curiosidade e paixão.

O acolhimento, a vida sadia e simples mas simultaneamente dura dos Minhotos, fizeram com que eu sentisse necessidade de partilhar convosco todo este néctar cultural e humano de uma das mais antigas regiões de Portugal.

Tal como eu, descobri ao longo do meu itinerário, todo o calor do Minho.

 

O autor

 

 

VIVER O MINHO

HISTÓRICO – ARTESANATO – GASTRONOMIA

 

Autor: VéGé

 

Edição: autor

 

1992

 

FÉRIAS EM MELGAÇO

03.08.19, melgaçodomonteàribeira

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igreja de santa rita  roussas

 

 

DEPOIS DAS FÉRIAS

(A Voz de Melgaço, 01.09.1971)

 

Alguém passou no meio de nós…

Manhãs de Primavera…

Tanta coisa linda se pode fazer…

 

À hora a que o nosso jornal tiver saído, muitos dos nossos conterrâneos e amigos, que vieram até junto dos seus, a esta linda terra, terão regressado aos lugares de trabalho.

Nos seus carros, nos comboios, nas camionetas, como puderam, lá se foram eles, deixando-nos umas lindas manhãs de Primavera. Aqui deixaram muito dinheiro. Nas suas famílias, nos comércios, nas igrejas, com suas promessas e a sua gratidão, foram lindas manhãs cantantes. Mas alguém passou na nossa terra. Aqui estiveram Melgacenses que ajudaram a construir um Melgaço maior, na sua modéstia, na sua humildade.

Vamos lembrar alguns, já que nos é impossível recordá-los a todos. O Sr. Joaquim Domingues, da Carpinteira, que não pôde frequentar uma Universidade, mas, com o seu trabalho, chegou a lugares dos de mais responsabilidade na escala social, a Director de um Banco no Rio de Janeiro. Pois este nosso amigo esteve sempre junto de nós, melgacenses, nas grandes batalhas. Com ele e outros se comprou o aparelho de Raio X para o hospital, que tanto bem nos tem feito.

Um dia, já distante, o Sr. Joaquim segredava-me que desejava dar 10.000$00 a Santa Rita. No hospital, fazia falta uma ambulância e nós sugerimos-lhe que, para então, seria mais proveitosa a compra da ambulância, para serviço dos pobres. E os 10.000$00 foram para o hospital e sua ambulância.

Tem sido um dos grandes obreiros de Santa Rita. Com ele se lançou a primeira pedra da nova igreja, com ele avançamos.

Paulo Martins, de Sante – Um simpático rapaz, ainda solteiro, que na altura dolorosa da saída das Irmãs, do hospital, num país que não tinha enfermeiras em número suficiente, pôs o seu carro e o seu colega Sr. Augusto César Fernandes, da Carpinteira, e com ele se avançou, só num dia, por cerca de 600 quilómetros por essas terras do Norte, à procura de pessoal. E isto felizmente enquanto a nossa gente, descansada, confiando na Mesa da Santa Casa, podia dormir tranquila… 600 quilómetros, só num dia! Mas o hospital não fechou.

O Armando Malheiro, o António Inácio – Ambos em França, ambos em Melgaço. O primeiro, alma da nossa conferência vicentina em Melgaço, e tantas despesas fiz, em serviço do hospital e de Santa Rita, franqueando-me a sua casa, e as suas numerosas amizades, em que tanto se fez. E tantos dias e sempre com o mesmo sorriso. Como o Armando Malheiro… Não voltarei mais a França, na missão que lá me fez ir. A idade, o cuidado dos nossos 5 irmãos velhinhos em Santa Rita não me deixaram andar por longe. Mas aqui os venho lembrar e, neles, a todos quantos nos deram o seu coração, para estas belas obras a serviço do Pai. E foram muitos.

Pois aqui passou alguém na nossa terra. Como Santa Isabel, podemos dizer: - Majestade, levo flores. Passaram flores na nossa terra. Quantas coisas grandes e belas se podem fazer na nossa terra!

 

                                                                                                Padre Carlos

 

Padre Carlos Vaz: Uma vida de Serviço

Edição: Carlos Nuno Salgado Vaz

Coordenadores: Carlos Nuno Salgado Vaz

                           Júlio Nepomuceno Vaz

Braga

Julho 2010

pp. 607,608