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MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

História e narrativas duma terra raiana

ENTREVISTA A UM EX-EMIGRANTE DA VILA DE MELGAÇO

26.10.13, melgaçodomonteàribeira

 

Estacionamento na Avenida da Vila em Agosto



OS EFEITOS DO VAIVÉM DA EMIGRAÇÃO CONTINENTAL:

UM ESTUDO DE CASO EM MELGAÇO

 

Joaquim Filipe Peres de Castro

Universidade Fernando Pessoa

Faculdade de Ciências Humanas e Sociais

Porto, 2008

 

O objecto de estudo é a emigração melgacense desde meados do século XX e as diferenças socioculturais entre os melgacenses com experiências emigratórias e os residentes, as quais resultam num conflito agonístico entre ambos os grupos. (…)

 

ENTREVISTA

 

Nome: (…) António (…)

Idade: 63 anos

Género: Masculino

Profissão: Reformado

País (s) de acolhimento: Bélgica, Espanha

 

Inv.: Emigrou para onde?

A: Em 1966 fui para Bruxelas. ‘tive na Bélgica, Barcelona e, nos últimos dez anos, em Paris. Quer que lhe mostre um guia de Barcelona?

Inv: Sim, sim. É, de facto, a melhor cidade para viver…

Inv: Que idade é que tem?

A: 63

(mostra um guia da cidade de Barcelona)

Inv: Emigrou porquê?

A: A vida, aqui, continuava igual, fui para a tropa em Janeiro de 63, fui para a Guiné. Três anos, vinte e cinco meses, depois, vim para cá. E isto ainda continuava na mesma, o Salazar ainda ‘tava no posto dele. E ‘tive uma oportunidade de ir para a Bélgica. E aproveitei. Fui para lá.

Inv: E a guerra colonial não o influenciou em nada, até porque esteve lá?

A: ‘Tive na Guiné vinte e cinco meses, em 63 e foi o pior. A guerra ‘tava no auge.

Inv: E o regime fascista também o influenciou a emigrar?

A: Ah, também, aqui, no concelho de Melgaço não tinham muita força, não havia muita PIDE. Eu, não sofri. Mas, moralmente, foi uma das coisas que também. Se o golpe de Estado tivesse sido, logo, que eu vim da Guiné nunca tinha saído do meu país. Eu, nunca tive intenções de sair do meu país, a prova disso é que fui à tropa. E tive 37 meses de tropa. Mas, depois de vir, vi que isto continuava igual. E disse: “isto, aqui, não, continuava tudo igual.”

Inv: E porque não foi para as ex-colónias?

A: ‘Tava farto, de colónias ‘tava eu farto, aqui, foi tremendo, as condições em que se vivia eram tremendas. Então, houve uma oportunidade por intermédio do meu padrinho, o João do Hilário, eu, eu trabalhava na agência. Tive um ano sabático, de 65 a 66, tinha lá um grande amigo que tenho ainda, ainda ‘tá lá, em Bruxelas, na Grand Place, em Bruxelas.

Inv: E como imaginava a Bélgica?

A: A primeira vez que cheguei lá, não tinha nem ideia, era outro mundo, falando socialmente, democraticamente…

Inv: A língua?

A: A língua era mais o francês, flamengo também aprendi algumas palavras, para poder trabalhar. Depois, aprendi a falar francês, trabalhava no grande restaurante, lindíssimo, D. Manuel, em Bruxelas, depois inscrevi-me num curso, um ano e tal, para poder trabalhar na Hotelaria. Lá aprendi a trabalhar, lá eram todos profissionais. Havia, havia dois chefes de sala…

Inv: E nunca foi discriminado?

A: Não, nunca, em nenhum sitio.

Inv: E a integração no trabalho foi difícil, foi fácil?

A: Não, porque eu fui para pessoal amigo, tratavam-me como se fosse uma pessoa da casa, um familiar. E colegas, havia espanhóis, belgas, italianos, marroquinos, aquilo era uma babel. E, então, nunca me senti descriminado. Em Barcelona ainda menos. Em Paris não, não. ‘Tive a trabalhar numa grande empresa, na Alcatel, dez anos, de 86 até há quatro anos porque me propuseram a pré-reforma.

Inv: E, aqui, nunca foi descriminado por ser emigrante?

A: A mim não, nunca ninguém se atreveu, mas, eu, ouvia cá essas histórias. Isso é uma estupidez. Emigrantes há, em todo o lado.

Inv: E por que é que acha que os daqui picavam os emigrantes?

A: Há várias explicações. Duas ou três explicações. Em primeiro, quando saímos daqui não tinham…

Inv: Até porque os residentes e os emigrantes separavam-se, havia um café dos emigrantes ou que era frequentado quase só por residentes.

A: Sim, havia. Mas, eu, não, eu, tinha aqui amigos. Oh, Joaquim, essa gente, em primeiro, o dinheiro subiu-lhes à cabeça, vinham para aqui nos anos 60, vinham para os cafés, aqui, nunca tinham tido isto, foram para França e o dinheiro a entrar em força, claro, trabalhavam como negros, em condições infra humanas eu, fui visitar o famoso bidonville de Champigny com o meu primo, Zé Pessoa. Eu, tinha férias e fomos a Paris, íamos visitar os amigos de cá, e aquilo era… barracas e contentores, alguns eram mesmo no chantier, em condições infra humanas mesmo. Aqui, começaram a ter uma certa rejeição, uma certa crítica, nem todos faziam isso, mas muitos vinham com os bolsos cheios de dinheiro, não serviam a cerveja a copo nem nada, era logo muitas garrafas de cerveja: “ponha aqui”. Era aquela prepotência que, eu, e amigos meus, nunca fomos assim.

Inv: Eram mais os do monte?

A: Sim, essa malta nova, os daqui também faziam isso, mas era menos, à parte de um ou outro que saía fora da norma. E a aversão talvez venha um pouco daí. Aquelas críticas, era um pouco isso. Depois, era o nível cultural. Eu, dizia, nem todos fazem assim, aqueles que tem esse comportamento, põe-se de parte e acabou. És tu que escolhes os teus amigos e as tuas relações.

Inv: Mas, havia isso…

A: Havia, havia uma certa rejeição, mas era mais por isso, alguns, uma quantidade deles, vá, vinham com aquela prepotência, traziam uma quantidade de dinheiro. O dinheiro que muitas vezes é um problema. Eu, uma vez ou duas ‘tive que meter os pontos nos is a um ou dois. E foi um nunca mais. Não ‘tive problemas nenhuns. Via que, eu, não era, não tinham nada a dizer. Digo as coisas, na medida do possível, o mais correctamente possível e nunca aconteceu nada.

Inv: E nunca sentiu, aquela coisa da ambiguidade: em França, somos portugueses e,  aqui, somos franceses.

A: Não, nunca senti, Portugal era a minha terra, ia a Lisboa, ao Porto, ouvia certos comentários, mas, prontos, eram só comentários.

Inv: Mas, acha, que os daqui tinham razões para dizer que todos os emigrantes eram uns convencidos e arrogantes?

A: Alguns sim, algumas coisas sim, justificavam-se porque eles… Essas pessoas fazerem essas coisas, eu, culpo um pouco a ignorância e a falta de escolaridade dessas pessoas. A maioria é tudo analfabetos, eu, e muitos amigos de cá só tínhamos a 4ª classe. Eu, fiz o curso de noite na escola comercial do Porto, não acabei, não tirei o diploma, pois, fui para a tropa. Aqui, andei na escola de agricultura com o… Uma das razões que tinham essas pessoas, eu, não diria ódio, ódio é uma palavra muito forte, mas aquela aversão, inveja?, alguns também seria por inveja. Mas, os daqui da vila, com a 4ª classe, não pudemos ir estudar para baixo, pagar um quarto, os estudos nessa época eram muito caros. Hoje, é diferente, eu, tenho três filhos e ‘tão todos licenciados, o meu filho é economista, trabalha no…, a minha filha é de relações internacionais. E olha que pouco gastei com eles, eu vivia nas aforas de Paris, tinha casa. O governo, lá, em França, ajuda mais… E a Becas (Bolsas) que têm, ajudam. E até tinha duas bolsas, uma a nível nacional e outra regional. E não era pouco, para eles…

Inv: Eu sou de privadas… E adquiriu formas de estar e de viver, nos sítios onde esteve?

A: Adaptei-me sempre nos sítios para onde ia, mas cuidado, sem perder a minha identidade de português.

Inv: Mas, quais é que adquiriu?

A: Hoje, tenho a dupla nacionalidade, a portuguesa e a espanhola. Tenho passaporte espanhol, desde 73 ou 74, um ano depois de casar. Jurei a constituição espanhola… Fui para Paris como espanhol, ajudou. Tenho a segurança social, tenho os direitos todos, os meus filhos têm os direitos todos. Cobro uma pensão de viuvez, aqui, não há, em França também não. Foi o Filipe Gonzalez que fez isso, foi a primeira vez que, eu, votei. Nós, aqui, é que não há maneira. Basta ir, aqui, ao Porrinho (concelho vizinho da Galiza) e ver aquela indústria, aqui, tão perto. Eu, tenho também um certo carinho por Espanha.

Inv: E França?

A: Também, mas mais Bruxelas, é uma alegria ir ver as ruazinhas do centro, é lá que têm o restaurante. Há uns dias fizeram uma reportagem a partir de lá. Passaram muitas personalidades, políticos, actores, olha, um Simões, o Eusébio, o Torres, o Coluna, falei com essa malta toda. Falei com o Pelé como estou a falar agora. A Amália Rodrigues que foi duas vezes ao Olímpia ao Casino de Paris. Paris é um espectáculo. Eu, agora, é que, eu, conheço Paris. Eu, vou fazer uma revisão ao hospital, tenho tempo. Já está… Explica-me o que andas a fazer. Depois falamos mais.

 

 

http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/1060/2/joaquimcastro.pdf

 

ECOS DOS MONTES LABOREIRO

19.10.13, melgaçodomonteàribeira

 

 

António Domingues, comummente conhecido pela nomeada crasteja Bernardo ou Cordas, nasceu ao abrigo do coto do Outeiro, Castro Laboreiro, em 1938. Aí passou os primeiros anos da sua meninez. Nesses tampos os tectos de colmo serviam de agasalho a toda a vizinhança e a fome era mitigada com o pão negro de centeio e o caldo de couves. Do outro lado da raia sopravam os ventos aziagos da Guerra Civil e os seus jovens pais tiravam proveito de uma loja ou venda, onde afluíam bandos de galegos, que atravessavam a raia do Laboreiro à procura de bens e segurança que escasseavam do outro lado.

Naquele tempo, a população de Castro Laboreiro regista um dos maiores números censitários de sempre. O regime instituído do Estado Novo, aliado à 2ª Grande Guerra e a exploração do volfrâmio ou minério, nas barrocas da Seara, ajudam a fixar os trabalhadores que, antigamente, se espalhavam por Trás-os-Montes e Beiras e estacam a primeira leva de emigração para França. Os refugiados galegos que procuram amparo nas fragas e lapas do Laboreiro, vem engrossar o cômputo da população nativa. Esta mole populacional faz com que nada fique por cultivar; o labor avança pelos montes fora; os fornos estão sempre quentes e em constante azáfama, as eiras e os caminhos enchem-se de gente… as festas, as romarias e os bailes típicos são assaz concorridos e animados, alheios aos tempos conturbados e calamidades que grassam pela Europa fora.

Andava o autor nos seis anos quando se mudou para o lugar da Vila. Depois da primária em Castro e Paderne, seguiu cheio de sonhos para o Seminário da antiga Barcara Augusta, a fim de fazer os estudos para padre. Contrariamente, após o fim da Grande Guerra, a maioria dos seus conterrâneos seguiam em debandada e a salto com destino a França, numa autêntica epopeia. Como seminarista na Roma Portuguesa, demorou sete anos para perceber a falta de vocação. O movimento académico coloca-o em litígio com o regime vigente do Estado Novo e o salto para França foi a solução feliz. Aí, amadureceu e fez-se cidadão dos reinos da terra.

Com a diminuição da vida laboral, o filho da terra, que nunca esqueceu as pessoas, as paisagens inolvidáveis e os rituais comunitários seculares, ou seja, sem nunca perder as feições desses tempos, aproxima-se agora com mais sabedoria e atenção, redescobre-a, e pelo próprio punho faz nascer a obra.

O livro, que hoje publica, torna-se um misto de ficção e realidade, espelha o reino maravilhoso da sua infância e adolescência e um pouco da sua vivência como adulto. Escreve-o duma forma simples, mas empenhada e ao claro do amor que os une ao terrunho que o viu nascer.

Podemos afirmar com toda a certeza que se trata de mais um documento de identidade Crasteja, que se releva no sentir do Autor, e nas tradições populares nele narradas. Identidade que se vai perdendo, porque ninguém, nem nada escapa, nem mesmo as tradições mais seculares, às unhas vorazes do mundo global e à ditadura imperativa, a partir dos centros universais da moda e do socialmente correcto.

Os textos etnográficos e filosóficos apresentados pelo António Bernardo, em suma, são um bom ponto de partida para conhecer melhor a terra que o viu nascer e o seu povo – Castro Laboreiro e os Crastejos.

 

Américo Rodrigues e José Domingues

Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro

 

www.monteslaboreiro.com

 

 

ECOS DOS MONTES LABOREIRO

 

Autor: António Bernardo

 

Edição: do autor

 

2008

 

AS ÁGUAS TERMAIS DO PESO

12.10.13, melgaçodomonteàribeira

 

 

 

Em 13 de Outubro de 1884, por escritura pública exarada nas notas do tabelião Ferreira, da vila de Melgaço, foi constituída uma sociedade para pesquisa e exploração das águas tendo como sócios Bento Maria Barbosa, Félix Tomás de Barros Araújo, António Augusto de Sousa e Castro, Victorino Augusto dos Santos Lima, Abílio Augusto de Sousa, José Francisco de Almeida Fragoso, Aurélia Saavedra e Silva, dr. António Joaquim Durães, Manuel Bento da Rocha Júnior e dr. António Pereira de Sousa (Jornal de Melgaço, Setembro de 1917).

Com a morte de António Augusto de Sousa e Castro, seu pai e herdeiro, António Cândido de Sousa e Castro Moraes Sarmento, proprietário do terreno das Caldas, requereu ao Ministério das Obras Públicas patente de invenção, por espaço de quinze anos, da aplicação terapêutica das águas das freguesias de Prado e Paderne, concessão que obteve em Julho de 1889 (idem, ibidem). Os outros sócios sentiram-se prejudicados e em 17 de Agosto de 1891 intentarem no Juízo de Melgaço uma acção de anulação do privilégio resolvida por uma transacção que transitou em julgado por sentença de Julho de 1893 (idem, ibidem).

Pouco tempo depois, em 1 de Maio de 1894, constituiu-se, por escritura pública lavrada no tabelião Silva, de Monção (idem, ibidem), a Empresa Santos, Sobral & Cª com um “capital de 20 contos representado no Campo das Caldas. Os quinhões eram repartidos entre sete sócios” (Lopes, 1949:65). A esta empresa foi “transmitida a concessão legal pelo primitivo concessionário António Cândido de Sousa e Castro Morais Sarmento” (Jornal de Melgaço, Setembro de 1917).

Em 1895, já existia um hotel construído por António Guerreiro Ranhada, regressado do Brasil e que encontrou no Peso a cura para o mal do fígado que o debilitava. A construção do hotel não foi fácil “porque a gente do lugar não queria admitir estranhos” (Lopes, 1949: 66-67). O terreno, onde se situava uma pedreira (depoimento de D. Judite Ranhada, foi-lhe vendido “caro”, por 40$00 reis. Os recursos de Guerreiro Ranhada parece que não eram grandes e consta que foi o industrial portuense José Bento Pereira que o auxiliou e animou na empreza. A lotação dos dois pavilhões construídos era, segundo Mons. Silvano, de 80 hóspedes (idem, ibidem: 67). Havia ainda um Parque, desenhado pelo filho José Ranhada e onde se aplicou o granito retirado da pedreira (depoimento de D. Judite Ranhada).

As águas do Peso começaram, então, a conhecer um período de grande procura e a proporcionar grande animação na localidade quando a sociedade dos aquistas convivia com a sociedade distinta dos arredores. Foi uma prova dessa animação a festa que teve lugar no dia 26 de Julho de 1895 presidida pelo visconde de Fragosela, festa oferecida pela colónia aquista do Peso às pessoas distintas dos “povos das cercanias” com Zé Pereira, jantar, foguetes, jogos, ornamentação, música…” (idem, ibidem: 71).

 

Retirado de:

 

ACER – Associação Cultural e de Estudos Regionais

http://acer-pt.org/vmdacer/index.php?option=com_content&task=view&id=602&Itemid=94#

 

TIGRES E OUTROS GATOS

05.10.13, melgaçodomonteàribeira

 

TIGRES E OUTROS GATOS

 

 

João Aveledo

 

“Não é animal muito frequente, nem tampouco muito raro na Galiza e lá tem cinco nomes vulgares, v.g. lobo-cerval, lubezno (sic), lubicão, lobo-rabaz e tigre. Este último é falso, pois não há tigres na Europa, mas chama-se tigre porque tem a pele manchada e muito formosa e apreciável. Os quatro nomes primeiros, ainda que comecem com lobo, apenas aludem à sua ferocidade, não a que seja o animal do género lobo pois só o é do género gato. É como gato, mas tão grande como um cão perdigueiro. Combinando tudo é o verdadeiro animal lince”

 

(Frei Martim Sarmento, Carta 159, 1760)

 

 

   Linces na Galiza? Sim. E veremos que até datas muito recentes. Vítor Lopes Seoane na sua Fauna Mastológica de 1861 diz que “é bastante raro nos sítios montanhosos povoados pelos bosques, achando-se em Vilalva; S. Pedro de Orazo; na província de Ponte Vedra; na serra do Courel e outros pontos fragosos (sic) da Galiza”.

   Nós recolhemos o testemunho de um morador de Olelas (Entrimo) que afirma ter caçado um lince na serra do Quinjo, por volta de 1966. Era fêmea e devia ter crias pelo aspecto dos mamilos. A sua descrição não permite qualquer confusão com outra espécie. Não longe dali, segundo contaram ao nosso amigo Américo Rodrigues, entre os ribeiros de Castro Laboreiro e a Peneda, uns caçadores teriam visto um exemplar cerca do ano oitenta. Ele, na altura, não acreditou…

   Em dezembro de 1987, Anthony Paul Clevenger, um prestigioso zoólogo norte americano que colaborava num programa rádio-seguimento de ursos, observa um lince perto do castelo de Doiras, na Serra dos Ancares. Em finais da década de noventa, o naturalista Ramón Grande del Brio cita-o nos Ancares, no Maciço de Pena Trevinca, na Seabra e noutras regiões limítrofes. Nessa mesma década, há indícios, mais ou menos duvidosos, da sua presença no raiano Parque Natural de Montesinho…

 

Retirado de: Revista Novas da Galiza

 

www.novasgz.com/pdf/arevista37.pdf