Sábado, 30 de Setembro de 2017

O MOSTEIRO DE S. SALVADOR DE PADERNE

 

 

29 d2 - o mosteiro s salvador paderne.jpg

 

Quando, há um ano, se procedia à inventariação e catalogação dum acervo precioso de documentos avulsos dos séculos XVII e XVIII existentes na Secção de Manuscritos do Arquivo Distrital de Braga, descobrimos, num maço de prazos de casas sitas em Ponte de Lima, uma «Carta de Sentença» de 1627 e relativa à demanda que opôs, como autor, o Mosteiro de S. Salvador de Paderne ao réu Gregório de Mogueimas Fajardo, senhor da Quinta de Pontiselas e descendente do «primeiro comendatário de Paderne», segundo Felgueiras Gaio.

Testemunho inédito desta demanda até agora ignorada, o documento descoberto possui também outras informações relevantes, que justificam plenamente a sua análise e que podem ser incluídas em três grupos: no primeiro estão os dados de carácter económico envolvidos na descrição do valor e natureza da renda causadora do litígio; no segundo temos as referências à localização e origem das Casas da Quinta de Pontiselas, que ainda hoje existem apesar das grandes alterações sofridas e que constituem na sua singeleza uma peça valiosa do património arquitectónico melgacense e no terceiro encontram-se os nomes, os quais serviram de ponto de partida ao esboço genealógico da família do réu.

Seguindo a peugada dos teóricos da «História Nova» convém defender o uso, no âmbito da historiografia nacional, da análise globalizante dos documentos, que consiste em extrair das fontes a trama de relações, problemas e referências aí contida.

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 00:16
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Sábado, 30 de Março de 2013

SOBREIRO DE PADERNE E ERVA-LOIRA DE MELGAÇO

 

 

O SOBREIRO DE PADERNE

 

 

   Um dos maiores sobreiros da região minhota, localizado junto ao Parque Termal do Peso, na freguesia de Paderne, concelho de Melgaço.

   Este sobreiro centenário, de proporções gigantescas, com os seus 23 metros, está classificado desde 1940 e terá sido das primeiras árvores a ser classificadas após a aprovação do Decreto-Lei nº 28468, dois anos antes, em 1938.

 

Retirado de:

 

Sobreiro – Árvore Nacional de Portugal

 

http://networkedblogs.com/gNbOP

 

 

 

 

ERVA-LOIRA DE MELGAÇO

 

 

Nomes vulgares: nenhum em português; em castelhano: barra de oro, lengua de perro, orval

Ecologia: prados húmidos e margens de ribeiros, por vezes sob coberto de árvores caducifólias

Distribuição global: endemismo do noroeste peninsular (se não se reconhecer a subsp. legionensis, como fazem alguns autores, a distribuição é muito mais ampla, abrangendo Marrocos e estendendo-se da Península Ibérica à Itália e à Europa central)

Distribuição em Portugal: planalto de Castro Laboreiro

Época de floração: Junho – Julho

Data e local das fotos: 30 de Junho de 2012, aldeia do Rodeiro, Castro Laboreiro

Informações adicionais: herbácea perene que pode superar 1,6 m de altura, quase glabra, com folhas de margens inteiras e capítulos florais com poucas “pétalas”; a sua presença no extremo norte de Portugal já tinha sido assinalada nas floras de António Xavier Pereira Coutinho (1939) e de Gonçalo Sampaio (1947), mas Amaral Franco, no vol. II da sua Nova Flora de Portugal, “corrigiu” essa referência para Senecio nemorensis subsp. fuchsii, cuja ocorrência no nosso país é incerta; só em 1999, é que a verdade foi reposta

 

Publicado por Paula Araújo em 22. 8. 12

em

 

Dias com árvores

 

http://dias-com-arvores.blogspot.pt

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 08:11
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Sexta-feira, 8 de Março de 2013

A GALIZA NO ROMÂNICO EM MELGAÇO

 

 

A GALIZA NO ROMÂNICO EM MELGAÇO

 

 

O estilo românico surge, em Portugal, nos finais do século XI no âmbito de um fenómeno mais vasto de europeização da cultura, que trouxe para a Península Ibérica a reforma monástica clunicense e a liturgia romana. A chegada das Ordens Religiosas de Cluny, Cister, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e das Ordens Militares, Templários e Hospitalários, também deve ser enquadrada no processo da Reconquista e da organização do território.

 

Na margem esquerda do Minho, na sua parte mais Oriental, há um grupo de igrejas românicas que acusa influências galegas, entre as quais se destacam a igreja de S. Salvador de Paderne e a capela de Nossa Senhora da Orada, ambas no concelho de Melgaço. No entanto, estes templos apresentam uma escultura muito diversa dos anteriores. Se, por um lado, estas construções tem uma cronologia menos recuada, reportando-se a meados do século XIII, por outro, os influxos que receberam da Galiza, no que diz respeito à tipologia das peças e aos motivos da escultura, foram adoptados profusamente na província de Ourense. As soluções da escultura destas igrejas portuguesas encontram paralelo nos programas adoptado nas igrejas cistercenses da Galiza.

 

Retirado de:

 

 A ARQUITECTURA ROMÂNICA E A PAISAGEM

 

www.rotadoromanico.com/Galeria/Publicações/Monografia/arquitectura

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 17:42
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A PADERNE O QUE É DE PADERNE

 

 

Acresce ainda que era na banda lateral, norte, conforme nos garantem inscrições funerárias, que estava a ala dos túmulos pelo que esse portal o requeria. (…). Curiosamente, a epígrafe de uma dessas inscrições obituárias respeita a um “R. Garcia, que fez este templo”, falecido em Dezembro de 1255 – tratar-se-á de um dos mestres da obra? A igreja albergava ainda outras estruturas tumulares, algumas das quais, como as duas tampas de sarcófago que se recolhem hoje no Museu Soares dos Reis, Porto, se podem considerar verdadeiras obras de arte. As duas peças referidas parecem ter sido retiradas da igreja no início deste século (séc. XX), devido a receios de arruinamento das coberturas e paredes. Trata-se de duas estátuas jacentes, uma retratando um cavaleiro, talvez um patrono do mosteiro e outra um membro de uma comunidade religiosa, eventualmente um prior de Paderne. Pelo relativo arcaísmo técnico-estilístico, atribui-se-lhes uma cronologia em torno de meados e segunda metade do século XIII, podendo portanto ser consideradas duas das esculturas mais antigas desse género, em Portugal.

 

Autor: Luís Fonte

 

RETIRADO DE: GeneAll.net

 

http://www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=79541&fview=e

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 11:33
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TOCADOR DE AEROFONE EM S. SALVADOR DE PADERNE

 

Convento de Paderne

 

 

   A Igreja de S. Salvador de Paderne foi sagrada pelo bispo de Tuy em 1130, sendo que o actual edifício foi consagrado em 1264, por D. Egídio, bispo de Tuy, após reconstrução. Fazia parte do conjunto de mosteiros que concediam apoio e segurança aos peregrinos. Inicialmente teve uma ocupação feminina, passando depois para uma comunidade masculina, no século XIII, pelo menos após 1225, para a Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho.

   O capitel situado no ângulo nordeste do transepto destaca-se dos outros elementos, não só pela diferença do material de suporte, calcário em vez de granito (provavelmente um reaproveitamento de materiais), mas também pelo tema, apresentando elementos figurativos. No cesto, em forma de trapézio invertido, destaca-se, na face central, um personagem, despido, de braços abertos e com o que parece ser um báculo na mão direita; com a esquerda parece resgatar, da boca de um monstro, um homem. Da esquina para a face esquerda duas serpentes enroladas, sugerindo o carácter demoníaco da representação, mordem um quadrúpede. Na face direita está um arauto, um tocador de aerofone, instrumento de feitura bastante rude e já um pouco danificado. Não se trata de alusão a qualquer prática musical, mas antes uma representação plástica de mensagem sonora, a difusão oral da mensagem cristã, como que chamando à atenção dos fiéis para a meditação sobre esta representação, para os perigos de cair em pecado. O instrumento assume então com um significado simbólico, como veículo de transmissão de uma mensagem aos fiéis, ao mesmo tempo que sinal de alerta. Este tema não é de leitura imediata, mas pode ler-se, também segundo a opinião de A. Miranda, com o significado do episódio “Daniel na cova dos leões”, (Dn, 14, 39-42), (Miranda, 2001:192).

Retirado de:

 

www.fcsh.unl.pt/iem/medievalista

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 10:44
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TERMAS E NASCENTES

 

 

    Identificação – Pinheiral da Rocha

 

   À entrada de Cristoval tomar à esquerda o caminho Canais, a estrada termina em Caneiros, propriedade na margem esquerda do rio Trancoso.

   Indicações – Digestiva e muito leve (ausência de cálcio).

   É semelhante à água do Peso em Melgaço, tem o mesmo sabor, já foi engarrafada.

   A água brota de um maciço rochoso ao qual se anexou uma pequena oficina de engarrafamento.

   Uso particular – encontra-se na propriedade do João Evangelista Pires, morador em Cristoval.

   Analisada por C. Lepierre, esta água teve grande fama e foi mesmo engarrafada e comercializada.

   Bibliografia – Almeida 1988

   “Depois desta recolha tentei saber um pouco mais sobre estas águas, já que se falava em engarrafamento, o que  para mim (só faço a recolha dos textos publicados) significava avultado investimento, ou de outra forma de dizer, ter capitais. Que o João E. Pires tinha cabedal para isso, não sei.”

   Outra fonte fiável de S. Gregório torceu o nariz quando falei no assunto; não via aquela pessoa a investir em água quando havia outras coisas mais rentosas.

   Cheguei a Melgaço e com ela já fisgada, fui falar com o Francisco Pereira. O Francisco ouviu e como eu não abri logo o jogo fechou-se em copas. Insisti…

   Insisti no assunto até que falamos de água e quem era dono da água.

 

   O local onde corria e foi engarrafada a água pertencia ao Sn.r José Pereira e agora a herdeiros; nunca foi pertença de João E. Pires.

   Zé Pereira, nome grande da praça comercial de Melgaço, junto dum Mareco, dum Emiliano Igrejas, dum Manuel da Garagem e outros que durante anos foram o sustento de muitas famílias no concelho.

   Aproveito para dizer que ainda hoje lembro o Sn.r Zé Pereira, o Sn.r Claudino e o Francisco Pereira que enchia cartuxos de café quando estava de castigo.”

 

   Identificação – Pesqueira Longa (Paços)

 

   Saindo da povoação em direcção ao rio Minho, na margem deste entre arbustos encontra-se a nascente. (Almeida 1988)

   Indicações - Digestivas e diuréticas.

   Pesqueira Longa, termo de Melgaço fonte medicinal citada por Reis (1779). Acciaiuoli (1944) repete o texto do autor anterior. Almeida (1988) além de nos dar a sua localização acrescenta: “… tão perto das margens que as cheias do rio facilmente a cobrem, encontra-se a nascente que o povo denomina de água férrea. É grata ao paladar e muita gente a procura por lhe encontrar propriedades digestivas e diuréticas.”

   Bibliografia – Acciaiuoli 1944, Almeida 1988, Reis 1779

 

   Identificação – Caldas de Paderne

 

   Perto do Convento de Paderne, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho (Aquilegio, 1726).

   Estas caldas segundo o Aquilegio, tiveram grande concorrência, mas já à época da redacção desta obra se achavam “cobertas de terra”.

   Bibliografia – Acciaiuoli 1944, Almeida 1988, Henriques 1726

 

Texto retirado de www.aguas.ics.ul.pt com anexos de Camborio Refugiado

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 09:09
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Quinta-feira, 7 de Março de 2013

PATRIMÓNIO DE PADERNE

 

 

MACEDO, Diogo de

 

Iconografia Tumular Portuguesa. Subsídios para a formação de um museu de arte comparada. Lisboa, 1934

 

 15

 

refere:

 

… No Porto, arquivadas hoje no claustro de São Lázaro, existem duas coberturas de urna …, que Rocha Peixoto … trouxe de Melgaço, da … igreja de Paderne. Dúvidas há sobre a data e identidade dessas imagens. Uns a incluem na arte castreja e nelas presumem as figuras do Conde Hermenegildo, conde de Tuy, e da Condessa D. Paterna, cónega de Santo Agostinho, falecida em 1140; outros, porém, vêem ali um cavaleiro e um abade, de era mais recente, o que não queremos acertado…

 

pomar@mail.telepac.pt

11/12/97

O nome e opinião de Diogo de Macedo e Rocha Peixoto terão que ser levados em consideração como muito válidos e as diversas formas como tem sido distinguidos ao longo dos anos provam o seu valor a nível de investigação e divulgação da nossa história .

 

Será que para a Junta de Freguesia de Paderne ou para a vereação da Cultura da C. M. Melgaço este texto deverá ser levado em conta? O Núcleo Museológico de Melgaço? Conhecerão a Foz do Rio Trancoso 42’ 9’15’’? Eu gostava que sim.

 

 

Camborio Refugiado

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 11:01
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