Sábado, 8 de Abril de 2017

ORDEM DE MALTA EM LAMAS DE MOURO

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 D. FREI DIOGO DE MELO PEREIRA

 

Frei Diogo de Melo Pereiro terá nascido entre 1609 e 1613, provavelmente em Bretiandos, Ponte de Lima. Foi o segundo dos 11 filhos de Fernão da Silva Pereira, 3º administrador do 1º morgadio de Bretiandos, com toda a sua Casa e Padroados anexos, e de sua mulher D. Leonor de Melo.

Recebeu o feudo de Moço Fidalgo da Casa Real (alvará de 20 de Março de 1621) juntamente com seus irmãos Francisco, Lopo, António, Manuel, Fernão e Bernardo.

Em 10 de Fevereiro de 1625 ingressou na Ordem de Malta, onde teve as Comendas de Poiares, Moura Morte, Veade, Sernancelhe, Torres Vedras e Torres Novas.

Muito Novo ainda foi para a ilha de Malta, onde participou em diversas armadas contra os turcos e os berberes no Mediterrâneo. Na tomada aos Turcos da cidade de Santa Maura, foi ferido na mão direita, com um tiro de mosquete e depois disso, na escalada da muralha do castelo de Miripotamo foi novamente ferido, desta feita com uma setada na perna.

Quando se iniciou a Guerra da Restauração foi chamado para prestar serviço como Capitão-mor de Barcelos (carta de 29 de Maio de 1641, governando as Armas da Província, em conjunto com Manuel Teles de Meneses e o Coronel Viole de Athis. Em 1641 governava a praça de Lamas de Mouro na fronteira de Castro Laboreiro e em 1645 tomou Salvaterra da Galiza, que se manteve na mão dos portugueses até ao fim da guerra. Entre os diversos folhetos patrióticos que corriam impressos, enaltecendo as vitórias alcançadas e relatando as incursões sobre território inimigo, foram publicadas, a propósito da tomada de Salvaterra, a “Relaçãm da entrada que fizeram em Galliza os Governadores das armas da Província de entre Douro, & Minho o Mestre de Campo Violi de Athis, que por carta de sua Magestade exercita o cargo de Mestre de Campo General, & Manoel Telles de Menezes Governador do Castello de Vianna, & Frey Diogo de Mello Pereira Comendador de Moura Morta, & Veade da Religiaõ de Sam Joam de Malta, Capitam Mor de Barcellos”, e a “Relaçam do felice sucesso, que tiveram Fr. Dioguo de Mello Pereira de Bretiandos, Commendador de Moura Morta & Fr. Lopo Pereira de Lima, seu irmão Commendador de Barro da Ordem de Malta, a quem o General D. Gastão Coutinho encarregou do governo das armas, na entrada, que se fez em Galiza…”, uma e outra impressas em Lisboa, em 1641 e 1642.

(…)

 

In “Figuras Limianas”, Câmara Municipal de Ponte de Lima

 

Retirado de:

Ordem de Malta  


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Sábado, 25 de Abril de 2015

UM ABADE MUITO OBSERVADOR

Igreja de Lamas de Mouro - Pormenor

 

OS LIMITES DA FREGUESIA DE LAMAS DE MOURO

 

(…)

Com a petição inicial foi apresentada outra prova adicional que, mesmo não sendo um título jurídico de limites, se revela de extraordinária relevância para a boa decisão da justa judicial. Trata-se de um assento de óbito, datado de 26 de Abril de 1791, de uma defunta que apareceu no monte de Medoira e foi mandada enterrar no adro da igreja da freguesia de Lamas de Mouro. Vale a pena deixar aqui publicado na íntegra esse singelo registo paroquial:

 

“Aos vinte e seis dias do mez de Abril de mil e setecentos e noventa e hum appareceo no sitio chamado da Medoira monte que he dos lemites desta freguezia huma deffunta cujo nome e naturalidade se ignora, o traje era de pobre, suposto não trazia saco, nem esmollas, trazia vestido hum jubam preto, hum manteo a que chamam de riscadilha, hum abantal de Saragoça parda, teria a mesma deffunta sassenta annos de idade e duas unhas da mam esquerda extraordinariamente cumpridas redondas e grossas. E depois de feito o exame que em semelhantes cazos se custuma fazer pelas justiças foi conduzida ao Adro desta Igreja, e por se lhe nam achar Rosario nem Escapulario foi sepultada no mesmo Adro aos vinte e oito dias do mez e anno supra. E para que conste faço este assigno em Sam Joam de Lamas era ut supra.

O abbade, Antonio da Cunha Alvarez

 

 

Os Limites da Freguesia de Lamas de Mouro e os Caminhos da (in)Justiça

José Domingues

Novembro 2014

p. 134

 

Retirado de:

www.academia.edu/9978638/Os_Limites_da_Freguesia_de_Lamas_de_Mouro_e_os_Caminhos_da_in_Justiça

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 09:39
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Sexta-feira, 8 de Março de 2013

O COUTO DE S. JOÃO DE LAMAS DE MOURO

 

 

Ao virar da página para um novo milénio comemora-se o primeiro centenário da demanda judicial da Coutada de Soengas, entre as freguesias de Lamas de Mouro e Cubalhão, ambas do concelho de Melgaço, e, na senda das comemorações centenárias, sacudismo a poeira ao alfarrábio avelhentado e do esquecimento desenterramos os nomes e os factos que fizeram a sua historiografia.

Esta acção judicial fez eco nos píncaros nevados da montanha e a sua lembrança continua bem presente na memória do povo, mas já não há vivos daquele tempo e os testemunhos sofreram a erosão dos decénios, tornando-se urgente a procura da verdade que só os documentos escritos podem revelar, para que se faça justiça aos que, na defesa dos seus direitos e do próximo, tomaram o ideal da justiça como bússola permanente da sua acção, e, sobretudo, evitar que mais um documento da historiografia da nossa terra desapareça pela voracidade das traças.

 

 

O COUTO DE S. JOÃO DE LAMAS DE MOURO: SUPLEMENTO HISTÓRICO

 

Autor: José Domingues

 

Edição: autor

 

Patrocínio: CÂMARA MUNICIPAL DE MELGAÇO

 

1999

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 23:08
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