Sábado, 16 de Dezembro de 2017

O CONDE DE REGALADOS

 

festas da cultura, anos 80, séc. XX

                          

O CONDE DE REGALADOS

 

 

Entraram no senhorio de Valladares os Abreus, senhor da casa, torre e couto de Abreu, em Merufe, alcaide-mór de Lapella, Melgaço e Castro Laboreiro, em tempos de D. Pedro I e de seu filho Fernando I. Nas guerras que houve entre Portugal e Castella (por causa das pertenções de D. João I de Castella, com fundamento de ter casado com D. Beatriz, filha de D. Leonor Telles de Menezes) este Abreu, não quis entregar ao nosso D. João I, em 1385, o castelo de Melgaço, onde se achava, pelo que o rei português lhe tirou o senhorio de Valladares e outros. (Vasco Gomes de Abreu, era parente de D. Aldonça de Vasconcellos, mãe da rainha D. Leonor Telles de Menezes, e, por isso seu partidário.)

Na freguesia de Merufe há uma torre (que foi coutada) com uma aldeia chamada Pica de Abreu (Pinheiro de Abreu) solar dos Abreus, dos quais e desta torre já se acham notícias no tempo do conde D. Henrique. Era então senhor da Pica, Gonçalo Rodrigues de Abreu, que foi vassalo, e companheiro do conde nas suas batalhas, e de seu filho, Lourenço de Abreu, senhor do mesmo couto, que se achou com D. Afonso Henriques na batalha de Arcos de Vez, em 1129.

Foi este Lourenço de Abreu, que por ordem de D. Afonso Henriques, construiu o castelo e torre de Lapella, contra os gallegos.

Este couto foi do marquez de Tenorio, e cada morador lhe pagava, um alqueire de cevada. (veio à casa de Tenorio, por aquele marquez ser neto de D. Maria de Abreu Noronha, condessa de Crescente)

A alcaidaria de Lapella, andou na casa dos Abreus de Merufe, até que a venderam ao marquez de Vila Real, que a perdeu, com vida, em 1641, por traidor à pátria.

Entre as muitas e grandes quintas que os Abreus tiveram nesta ribeira, tinham também foros em Vila-Boa e Valladares, com título de direitos reais.

De Lourenço de Abreu, foi filho e herdeiro, Gonçalo Rodrigues de Abreu, rico-homem de D. Sancho I e de D. Afonso II, e se achou na tomada de Elvas, em 1225.

Dos Abreus de Merufe procedem os Abreus de Torre da Grade, os da casa de Anquião em Fornelos de Ponte de Lima, os de Atães de Moure, os de Sol, os morgados da Tábua, os de Vilar junto a Viseu, os da quinta de Cousiguem, os dos Arcos, os da Barca, os de Candoso e muitas outras famílias nobres. Na Índia foram senhores de Fenapôr.

A casa dos Abreu Lima, ramo dos que foram alcaides-mór de Lapela e senhores de Regalados, é a actual do Ameal.

Os Abreu da casa de Anquião procede de D. Rodrigo de Mello Lima, senhor comendatário de Refojos de Lima, filho segundo de D. Leonel de Lima, 1º visconde de Vila Nova de Cerveira.D. Rodrigo deu a sua casa de Anquião a sua filha, D. Joana de Mello, que casou com João Gomes de Abreu, filho segundo de Leonel de Abreu, senhor de Regalados.

 

Retirado de:

http://GeneAll.net-RE:conde de Regalados

http://Gfille:///C:/Documents

 


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Sábado, 9 de Dezembro de 2017

UM PINTOR DO BARRAL

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O PINTOR DO BARRAL

 

Foi uma pessoa bem conhecida pelos trabalhos que deixou em todas as freguesias do nosso concelho.

Seu nome de baptismo era Justino José Gomes, e seu nome popular era o de Pintor do Barral, pela actividade profissional que exercia e pelo lugar de nascimento.

Nasceu em 12 de Dezembro de 1879 e faleceu em 15 de Dezembro de 1965. Casou com Constança da Conceição Afonso, e do casal houve sete filhos: 4 rapazes e 3 raparigas.

Os rapazes cultivaram a profissão do pai: pintor. Dos quatro – Américo, Álvaro, Edmundo e Bento só o último é vivo.

Justino José Gomes era um auto-didacta. Não frequentou nenhum curso. Os filhos aprenderam com o pai.

Justino José Gomes deixou obra em todas as igrejas e capelas do nosso concelho: pinturas e douramentos. Daí lhe veio a designação de Pintor do Barral.

Como outros artistas da nossa terra, Justino José Gomes destacou-se pelas suas qualidades inatas de artista, que cultivou e aprimorou no decorrer do tempo.

A fama deste artista – pintor ultrapassou os limites do Concelho de Melgaço. Chegou à cidade do Porto onde deixou trabalho valioso.

Mário refere o artista nesta efeméride:

«Em 18 de Julho de 1899, foi entronizada na Matriz da nossa Vila a linda imagem do Sagrado Coração de Jesus, cuja imagem foi encomendada em Braga e adquirida por subscrição pública. O elegante e perfeito altar onde a mesma se acha foi feito há precisamente vinte e cinco anos por um exímio artífice de Riba de Mouro, cujo nome agora me não ocorre, sendo a pintura da autoria do consagrado Mestre sr. Justino Gomes, do Pontilhão».

 

P.e Júlio Apresenta : Mário

P.e Júlio Vaz

Edição: Autor

1996

p. 294

 


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Sábado, 2 de Dezembro de 2017

MELGAÇO, CONTRABANDO DE VOLFRÂMIO

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MEMÓRIA DO CONTRABANDO e EMIGRAÇÃO CLANDESTINA EM MELGAÇO: PATRIMONIALIZAÇÃO E MUSEALIZAÇÃO

 Lidia Aguiar

 

Exploração de volfrâmio

 

Em Melgaço, como em tantos outros concelhos do norte e centro do país, a exploração do volfrâmio veio proporcionar um novo alento para as economias locais. Para as populações, a exploração deste minério constituiu uma segunda fonte de rendimentos (a primeira era o contrabando), abrindo, mesmo que momentaneamente, expectativas de melhores condições de vida.

Em Castro Laboreiro a exploração do volfrâmio teve uma maior dimensão, do que em outros lugares. Terá começado já durante o período da I Guerra Mundial, tendo tido um grande pico durante a II Guerra. Neste caso foi levada a cabo predominantemente por populares, que acorriam ao Planalto de Castro Laboreiro, no lugar de Seara, onde foram abrindo várias galerias.

Os populares vendiam-no no contrabando, maioritariamente já em Espanha. Verificou-se, no entanto, que durante o período da II Guerra, foram os Alemães os grandes compradores. Eles aguardavam os homens no sopé do planalto com os seus camiões prontos para carregar o minério. Cada homem alcançava um rendimento médio de 8 contos por dia. Este montante subiria bastante mais se ele tivesse a sorte de encontrar um bom filão.

Segundo o informante Filipe Esteves, morador em Castro Laboreiro, as mulheres tiveram nesta época um papel primordial. Dirigiam-se em grupos para as zonas mineiras, onde apanhavam as pedras que caiam das grandes cargas, ou algumas que elas próprias conseguiam apanhar, por se encontrarem mais à superfície. Dirigiam-se, então, para uma levada, onde lavavam e peneiravam o volfrâmio. Este mineral, preparado pelas mulheres, era vendido exclusivamente a um dos mais conhecidos contrabandistas da zona: o Mareco, ligado a um dos grandes consórcios.

No ano de 1955, estas minas acabam por ser registadas pela Companhia Mineira de Castro Laboreiro, com sede no Porto. O manifesto mineiro foi de João Cândido Calheiros, morador na freguesia de Prado, encontrando-se, este registo, no Arquivo Municipal de Melgaço, no Livro de Registos (Volfrâmio).

“Lembro-me bem do tempo do minério. Vieram para cá muitos homens, de muitos lados, apanhar aquelas pedras. Eram assim umas pedras muito negras, tão lindas que elas eram. Eles ficavam cá a dormir. Ganharam muito dinheiro naquele tempo. E as mulheres daqui também lá iam, coitadinhas. Era contudo, um trabalho muito pesado, pois apanhavam as mais pequenitas e iam lavá-las ao regato. Deram-lhes um dinheirinho, ai eu sei bem que deu.” Rosalina Fernandes – Castro Laboreiro – 29-10-2013

Com a Companhia Mineira de Castro Laboreiro a dominar a larga maioria das minas, a população, em geral, perdeu os lucros avultados que até então conseguira.

Este fenómano pode-se constatar em muitas outras zonas mineiras, ligadas ao volfrâmio, do norte e centro do país. Findo o negócio do volfrâmio, a população habituada a ter uma vida melhor, não mais a encontra no contrabando. Continuava a ser uma activvidade plena de riscos e da qual não era possível obter um rendimento certo. Ao trabalho duro, o melgacense não tinha medo. Com a fronteira mesmo ao lado, com horizontes mais alargados, o convite à emigração era forte.  Encontrou-se, deste modo, a grande alavanca para a mobilidade social (Castro & Marques, 2003).

 

Memória do Contrabando e Emigração Clandestina em Melgaço

 

PERCURSO & IDEIAS

ISCET

Cadernos de Turismo

Turismo.pdf

 


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Sábado, 11 de Novembro de 2017

ANIVERSÁRIO DO BLOG e O HOMEM E A TERRA

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de

MELGAÇO, DO MONTE À RIBEIRA

 

 

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O PELOURINHO DE CASTRO LABOREIRO

 

(…)

Embora Castro Laboreiro fosse erecta Vila e sede de concelho por foral concedido por D. Afonso III, em 1271, o que correspondia ao direito de pelourinho, o actual monumento, desta antiga Vila, data de 1560, tendo-lhes sido concedido novo foral por D. Manuel I em 1513. Constituído por três degraus, uma base, fuste, gola e capitel, rematado por pequena pirâmide, presidiu aos destinos desta região desde 1560 até 1860, data na qual foi apeado do seu legítimo lugar e dispersos todos os seus elementos para naquele local se construir uma casa particular. Os degraus desapareceram para sempre, não havendo possibilidade da sua recuperação. A base consegui descobri-la a fazer parte de um muro de um quinteiro. O fuste encontrei-o a servir de lintel ou padieira na chaminé da casa construída onde ele se encontrava antes de ser destruído. Preocupado com a sua restauração continuei sempre em investigações para descobrir o seu capital. Depois de numerosas pesquisas, fui encontrá-lo a servir de óculo de luz numa casa em ruínas, a uns trezentos metros do local, onde outrora se levantava este monumento. Colocado à altura de uns seis metros num muro dobrado e de alvenaria irregular, dificilmente se poderia verificar se era pertença do pelourinho ou não. Facilitou-me o seu reconhecimento o facto de ser trabalhado a pico fino e de ter a gola circular voltada para fora. Somente em 1978 me foi possível desmontá-lo do respectivo muro com o auxílio dos pedreiros reconstrutores das muralhas do Castelo. Depois do mesmo se encontrar no solo pude averiguar que era verdadeiramente o capitel do antigo pelourinho de Castro Laboreiro, pelo facto de na face interior ostentar uma gola circular com a espessura de 5 centímetros aproximadamente; e na superior um rebaixe de uns 4 centímetros, onde poisava a pirâmide que rematava este pelourinho. Não me foi possível descobrir a pequena pirâmide.

Os trabalhos de investigação para reunir os três principais elementos constitutivos desta preciosa relíquia do passado, prolongaram-se durante vinte e quatro anos. Mas como saber o estilo e forma deste pelourinho para a total identificação dos seus elementos e sua restauração?

Mercê dos trabalhos de investigação do estudante Soeiro de Carvalho no Arquivo Distrital de Viana do Castelo, conseguiu descobrir-se um esboço muito perfeito deste pelourinho, efectuado pelo sr. coronel Fernando Barreiras, em Julho de 1917, data em que fez uma visita de estudo a Castro Laboreiro; e que, servindo-se das preciosas informações de Castrejo sr. Melchior Gonçalves, que ajudara a desmontar e a destruir este antigo pelourinho em 1860, conseguiu com muita precisão representar a lápis este monumento no artístico esboço de todas as peças constitutivas do mesmo, descrevendo com bastante aproximação as respectivas medidas de cada um dos seus elementos, que acompanha este trabalho.

Foi com este referido esboço e memória descritiva de todas as peças de que este monumento constava, que consegui levar a Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais do Norte a reconhecer como autênticos todos os elementos descobertos podendo assim solicitar àquela entidade a sua imediata restauração.

Quero manifestar publicamente o meu sincero agradecimento a todos os donos das propriedades urbanas, onde as peças em referência se encontravam, pela cedência voluntária das mesmas. Não posso deixar de expressar, como filho de Castro Laboreiro e humilde estudioso destes monumentos, raízes desta região, o meu eterno agradecimento aos meus estimados amigos, sr. dr. Oliveira e Silva, digníssimo Governador Civil de Viana do Castelo; ao sr. engº José Maria Moreira da Silva digníssimo Director do Parque Nacional Peneda-Gerês; ao sr. arquitecto Roberto Leão, do Planeamento do Porto; ao sr. professor Carlos Alves, digníssimo Presidente da Câmara Municipal de Melgaço, e ao sr. Adelino Esteves, digníssimo Presidente da Junta de Freguesia de Castro Laboreiro, por todo o auxílio e apoio que tiveram a bondade de me dispensar, patrocinando uns, a sua imediata restauração; e outros, além do seu contacto com as entidades responsáveis, a oferta do seu auxílio pecuniário. Bem hajam por todo o interesse que me concederam. A imediata restauração de tão belo e histórico monumento será a recompensa bem merecida de todos estes auxílios e trabalhos a bem da cultura nacional, que tão precisada anda de trabalhos de tamanha monta.

 

Castro Laboreiro, 10 de Fevereiro de 1979

Padre Aníbal Rodrigues

 

Retirado de:

http://www.gib.cm-viana-castelo.pt

 


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Sábado, 22 de Julho de 2017

OS TEMPLÁRIOS EM MELGAÇO

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DA MILITAR ORDEM DE MALTA

 

He já público, até em o Tomo e Liv I. Trast. IV. Cap. 3 da Corogr. Portug. Do P. Carvalho p. 293 e segg., como sempre se conheceo Couto no Civel em Feaes, confirmado pelo Sr. Rei D. Affonso Henriques, e seus successores, ao antigo Mosteiro Benedictinno ali fundado pelos annos de 851, com a invocação de S. Cristovam; mudada, depois de passar a Cisterciense, para a de Santa Maria de Feaes no anno de 1150. Ao qual fez varias Doações em Janeiro de 1166 a Condeça D. Fornilla, da Quinta de Cavalleiros, junto a Melgaço, com que hiria a Igreja de Nossa Senhora da Orada, alli pegado, que os Frades dizem fôra tambem Mosteiro de S. Bento, quando se edificou o de Fezes, de que veio a ser Priorado: mas como outros, parece mais certo (até por sinaes, que disso ha) que foy de Cavalleiros Templarios, de que esta Quinta tomou o nome, e era pastal seu: concluindo, que havia pouco se viam alli ruinas de cellas, claustros, e cannos de pedra, pelos quaes lhe vinha a agua. Porèm deverá reconhecer-se a nenhuma necessidade, com a igual falta de fundamento, que ha para esta ultima lembrança: e para o nosso intento só acrescentarei, que a respectiva parte da Ordem de Malta só expressa em 1258, já devia ter precedido tambem da Doaçom que fezerom Sancho Nunez & sa molher ao spital da herdade, que tinham no Couto de Santa Maria de Feaes, em o nº j a fl. 28 col I, entre as Doações d’Aucyn; podendo no dito summario tractar-se de  D. Sancho Nunes de Barboza, e de huma de suas duas mulheres, D. Thereza Affonso, ou D. Thereza Mendes, sem poder apurar-se qual.

 

 

Retirado de: Nova Historia Da Militar Ordem De Malta, E Dos Senhores Grão-Priores Della

por

Jozé Anastasio de Figueiredo

Officina de Simão Thaddeo Ferreira

Lisboa M DCCC.

  

http://books.google.pt

 


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Sábado, 24 de Junho de 2017

PAISANOS, FRADES E CLÉRIGOS

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MINISTERIO DOS NEGOCIOS DE JUSTIÇA

 

 

Ouvi tambem, que entre os facciosos vinha parte de huma quadrilha de salteadores que há na Galiza, e que alguns erão Portuguezes, que la se achão refugiados. Nesta ocasião tenho a maior gloria em levar ao conhecimento de V. Magestade que esta Comarca se mostrou com a maior firmeza de caracter olhando os facciosos como huns amotinadores, e inimigos da paz, acolhendo benigna todos os bons Hespanhoes que se retiravão á furia dos malvados, o que tudo levo ao conhecimento de V. Magestade que mandará o que for servido.

O Juiz de Melgaço, diz que em 14 do corrente (Maio de 1882) déra parte dos acontecimentos que tiverão lugar na parte da Galiza, fronteiro áquelle districto, e agora tem a satisfação de participar, que os revoltosos na tarde do dia 14 nos lugares de Arbo, Cella e Barcella forão dispersados por huma partida de Tropa, que para esse fim tinha sido mandada de Vigo, sendo mortos huns cem Paisanos, Frades e Clérigos, entrando neste numero os prizioneiros que matarão nos dias 14 e 15, os Soldados roubárão todas as Povoações, não deixando nem as camisas aos mortos, o que tem feito que aquelles Habitantes tenhão desamparado as suas casas, e se tenhão querido refugiar neste Reino, ao que elle Juiz de Fóra tem obstado, por isso que a segurança publica pode ser atacada, não se poupando a toda, e qualquer e qualquer deligencia para se prenderem todos os revoltosos que se encontrarem, asseverando por fim que o espírito dos Habitantes do seu districto he o mais conforme com o Systema que felizmente nos rege.

 

Valença, 18 de Maio de 1882

O Corregedor da Comarca

João de Sá Pinto Abreu Sotto-maior.

 

http://books.google.pt

 


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Sábado, 13 de Maio de 2017

RESENHA HISTÓRICA DE PARADA DO MONTE

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PARADA DO MONTE, HISTÓRIA

 

 

A ocupação humana do Vale do Mouro no Neolítico está provada pela existência de um núcleo dolménico em Couço referido na Carta Geológica de Portugal e na mamoa da Mina da Mota na zona de Travassos.

Da idade do Ferro poderão subsistir povoados castrejos em algumas cristas dos montes envolventes a Parada ainda não objecto de escavações arqueológicas. Relativamente próximo encontram-se casas redondas nas elevações que se perfilam no curso inferior do rio Mouro (Monte da Ascensão, Senhora da Graça, Tangil, Trute). A montante e a SW de Castro Laboreiro, que está assente num velho Castro proto-histórico, também existe à cota 1033, outro Castro. Parada do Monte poderá ter sido um núcleo da cultura castreja. Só a arqueologia o revelará.

Dos tempos da Romanização não existem vestígios descobertos mas não será de excluir a hipótese de as legiões romanas terem subido o Vale do mouro para dominarem os povos do Laboreiro utilizando uma via partindo das margens do Minho e passando por Messegães, Valadares, Riba de Mouro e Gave. Parada seria um ‘entreposto, local de paragem a caminho de outros locais.

Por esta via também teriam passado os cavaleiros da Reconquista em luta com os Muçulmanos e D. Afonso Henriques quando tomou o castelo de Laboreiro.

A fixação de ordens militares depois da expulsão da mourama está compreendida na política da estabilização e povoamento do território dos nossos primeiros reis. Lamas de Mouro, freguesia próxima de Parada do Monte, esteve ocupada pelos Templários. Houve também interesse régio em colocar na raia do Minho, cavaleiros fiéis concedendo-lhes vastos domínios. D. Afonso Henriques coutou a terra de Valadares que incluía o Vale do Mouro e as povoações de Badim, Cousso, Paderne e Fiães.

Parada do Monte era ainda uma pequena aldeia, de casas cobertas a colmo, rodeada de algumas herdades pertencentes aos monges de Fiães que procuraram ampliar os seus domínios para além do couto que lhes havia sido concedido pelo nosso primeiro rei. Uma das formas que utilizaram foi a de receberem terras por doação testamentária.

Bernardo Pintor ao estudar a documentação existente no Arquivo Distrital de Braga, encontrou uma escritura no ‘Cartulário’ do Mosteiro de Fiães, datada de 1194, referindo Parada do Monte como estando situada ‘subtus mons leporario’, ou seja, sob os Montes Laboreiro.

Num outro documento também do século XII são definidos os limites de Parada do Monte os quais para aquele investigador corresponderiam aos da freguesia.

Uma doação testamentária feita por Afonso Pais e mulher Urraca Dias ao Mosteiro de Fiães, datada de Setembro de 1221, cita uma herdade correspondente à ‘oitava parte de Parada’ com os limites: ‘Pelo Mourilhão até ao Curro de Abril e daí a Fervença e daí ao Parte Águas daí desce pelo rio Menduro e fecha no Mouro…’ Bernardo Pintor em ‘A voz de Melgaço’, de 1 de Novembro de 1947, explica que Curro de Abril se chama hoje Cruz de Abril e fica entre as brandas de Mourim e de Covelo. Fervença é junto à branda de Bouça talvez um nada afastado dos actuais limites. Rio Menduro é o Medoira…….

As Inquirições de 1258 são omissas a Parada do Monte mas ao referirem-se a S. Pedro de Mouro (hoje Riba de Mouro) ‘disseram que quando houver guerra hão de guardar as travessas (travessias) do Monte de Laboreiro. Os habitantes de Parada do Monte estavam também obrigados a prestar tal serviço pois o seu território integrava-se no de Riba de Mouro. Havia ainda o costume antigo de prestarem ‘rogos’ quando algumas pessoas da Galiza casavam e que eram ‘o mesmo que ‘geiras’ ou prestações de serviços agrícolas e cada geira do campo, sendo completa, constava de cinquenta homens de cava. Este costume causava a ruína dos lavradores conforme se aludia numa petição dirigida pelo conselho de Valadares a D. Afonso V. Em 1462, o Rei decidiu que taes rogas nom aver nem se darem nem irem dar a Gualiza nem virem de la os dar cá, tendo fixado a multa de 1000 reais aos que infringissem esta directiva.

Na ocupação humana do território sob os Montes Laboreiro e em particular do Vale do Mouro exerceu importância significativa a circulação de pessoas e bens por estradas e caminhos.

Existia uma via vindo de Valadares pelo Monte da Cumieira e que se dirigia para Cousso, Pomares, Cubalhão e Lamas de Mouro. Daqui continuava para Alcobaça e Porto de Cavaleiros onde atravessava a fronteira. Uma outra derivação atingia Portelinha ramificando-se para o Soajo, Castro Laboreiro e Entrimo. Era o eixo do comércio do gado pela raia seca referido em documentos. Também permitia a circulação do carvão, mel, cera e caça.

Parada do Monte comunicava com aqueles destinos através do percurso pela branda de Travassos, de difícil progressão dado o relevo do terreno, ou então atravessando o Mouro pela ponte da Minhoteira e subindo a Pomares. Era também nesta direcção que se ia à feira em Melgaço com passagem por Paderne, lugar de Moinhos, Ponte da Folia e Remoães. O percurso estabelecia também ligação com S. Marcos onde existia uma barca de passagem do rio Minho permitindo a entrada na Galiza por Arbo.

Havia ainda o caminho seguindo pela margem esquerda do rio Mouro com passagem por Gave, Riba de Mouro até Valadares sede do concelho. Era por ele que se fazia um importante trânsito de pessoas e mercadorias, particularmente nos dias em que havia feira em Valadares.

 

 

PARADA DO MONTE, História e Património

Antero Leite

Mª Antónia Cardoso Leite

 

http://acer-pt.org


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Domingo, 25 de Dezembro de 2016

CAVALEIRO FIDALGO DA CASA REAL

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JOÃO CAETANO GOMES DE ABREU MAGALHÃES

 

Nasceu na vila em 1 de Fevereiro de 1744, recebeu em Coimbra o grau de bacharel formado, foi Cavaleiro Fidalgo da Casa Real e por morte de seu irmão primogénito a lei chamou-o à administração do morgado dos Chãos e dos bens deixados em capela por João Gomes de Magalhães.

Em 1782 morava no Campo da Feira de Dentro e já era sargento-mor das ordenanças de Melgaço.

Como o bacharel João Caetano gostava de brincar com as moças e as galanteava com frequência, em volta delas borboleteava em muitas ocasiões. E de tal rosquedo veio sempre ao mundo uma pequena maravilha. Assim, em Maria Josefa Teixeira, solteira, nascida nesta vila nortenha e filha de António Manuel Teixeira e de Maria Antónia Rodrigues, solteira e galega de Crecente, nasceu-lhe o filho natural Francisco Manuel de Magalhães, que casou com Maria da Agonia e faleceu em 27 de Julho de 1887.

E em Escolástica Maria de Araújo, solteira, da Orada, filha de Jerónimo Gomes e mulher Ângela de Araújo houve outro filho bastardo Manuel Luís Gomes de Abreu Magalhães, mais tarde perfilhado e casado com D. Antónia Joaquina Pinheiro de Castro.

Título – Magalhães, da Orada.

João Caetano casou em primeiras núpcias de ambos no dia 6 de Fevereiro de 1780 com D. Caetana Maria Isabel de Abreu Soares.

Título – Soares da Nóboa, de Remoães.

  1. Caetana faleceu em 11 de Fevereiro de 1787 tendo sido sepultada na Misericórdia a seu pedido e junto da porta principal mas da parte de dentro.

Viveram no Campo da Feira de Dentro e mais tarde em Galvão de Baixo.

 

O MEU LIVRO DAS GERAÇÕES MELGACENSES

Volume II

Augusto César Esteves

Edição da Nora do Autor

Melgaço

1991

pp. 94-95


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Sábado, 12 de Novembro de 2016

OS SEISCENTISTAS

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CAPITÃO PEDRO DE FARIA E SOUSA

(…)

«Por motivo da morte de Manuel de Faria e Sousa se passou de Castella a este reino com toda a sua família, seu filho o Capitão Pedro de Faria e Sousa, onde foi bem recebido por el-rei D. João IV, que por alvará de 9 de Março de 1651, lhe fez mercê de um logar de justiça que estivesse em relação com a sua pessoa, attendendo à falta de meios em que se achava ao ter-se passado de Castella a este reino e ser filho de pessoa tão benemérita n’elle pelos escriptos e obras que compoz e deu à impressão, e na mesma data lhe faz mais mercê de uma tença de 50$000 na reguengo de Aguiar.» (Op. cit., I, p. 336.) Joaquim de Vasconcelos publicou uma carta dirigida ao capitão Pedro de Faria, governador de Castelo de Castro Laboreiro, com data de 11 de Fevereiro de 1653; nela se tratava de contratar um músico castrado (capon) que estivera com noventa escudos de salário na igreja de S. Tiago, dizendo «ya lo he oydo e su musica no es mucho avantajada». Esta carta foi pelo capitão Pedro de Faria remetida ao visconde de Vila Nova de Cerveira, da província do Minho, que a mandou ao secretário das mercês Gaspar Severim de Faria.

 

História da Literatura Portuguesa (Recapitulação)

Vol. III – Os Seiscentistas

3ª Edição

Teófilo Braga

Edição – Imprensa Nacional-Casa da Moeda

Novembro 2005

p. 291


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Sábado, 14 de Maio de 2016

ALVAREDO

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COROGRAFIA PORTUGUEZA, E DISCRIPÇAM TOPOGRAFICA DO FORMOSO REYNO DE PORTUGAL

 

 S. Martinho de Alvaredo,

que algum tempo se chamou de Paderne, he Curado annual com titulo de Vigairaria do Mosteiro de S. Fins dos Padres da Companhia, com oito mil reis de ordenado, ao todo cincoenta mil reis, & para os Padres cento & vinte mil reis: tem cento & sessenta visinhos. Onega Fernandes senhora principal sendo viúva, & tendo habito de Religiosa, deu a quarte parte desta Igreja a Dom Affonso Bispo de Tuy, & àquella Sé em 13. de Abril da era de 1156. que he anno 1118. na qual confirmaõ seu filho Payo Dias, & sua filha Aragonta Dias. Ha nesta Freguesia duas Torres com alguma renda, chamase a huma de Villar, outra a Torre somente, & de ambas saõ senhores os Marquezes de Tenorio. A que está defrôte de Galliza he Solar dos Marinhos, que se entende haver sido do Dom Froyão, fidalgo Italiano, que veio a este Reyno com o Conde Dom Mendo ajudar a expulsar os mouros delle. Entendese que elle, ou algum filho fez esta Torre, & Casa solariega de sua família, & não faz contra isto o que diz o Conde Dom Pedro, & outros Gallegos, que o segue, que os Marinhos são naturaes de Galliza; porque naquella era andava com ella mistica a nossa Provincia. Casou com Dona Marinha, de que teve Dom Joaõ Frojás Marinho, que de sua mulher houve a Payo Annes, Dom Gonçalo Annes, Dom Pedro Annes, Dom Joaõ Annes, & Martim Annes, que todos se apellidàraõ Marinhos; de hum sahiu o Solar de Olloa, de outro o de Imra, & delles vem os Condes dos Mollares, Adiantados de Andaluzia, os Duques de Alcalá, & por aqui os mayores de Espanha. Outros ficáraõ em Portugal, dos quaes eraõ aquelles dous irmaõs, que serviraõ no Paço a ElRey Dom Affonso o Terceiro, onde lhe succedeu com Dom Vasco Martins Pimentel a pendência, que conta o Conde Dom Pedro. Alguns dos já ditos passáraõ a Galliza por casamentos, de que descendem muitas Casas daquelle Reyno, & nesta ribeira do Minho, Ponte de Lima, & outras partes. Este Solar parece que passou a Pedro Alvares de Sotomaior, por casar com Dona Elvira Annes, filha de Joaõ Pires Marinho, neta de Dom Pedro Annes Marinho, bisneta de Dom Joaõ Frojás Marinho, & terceira neta do dito Dom Froyão, do qual matrimonio nasceo Dona Elvira Pires, mulher de Fernão Gonçalves de Pias, senhor do Solar de Pias, que entendemos ser a Torre de Sobreyra em Santiago de Pias, de que fallamos em Monção, suposto outros o levão ao Reyno de Galliza. Tem os Marinhos por Armas em campo verde cinco flores de Liz de prata em aspa, & por timbre huma serea de sua cor com cabellos de ouro. Alguns trazem em campo de prata tres ondas azues, & de fóra do escudo duas sereas de p´r tendo maõ nelle. Assim estaõ em humas casas na rua de S. Joaõ dentro dos muros de Ponte de Lima, & saõ dos descendentes de Vasco Marinho, filho de Álvaro Vaz Bacellar de Monçam, & por sua mãy dos Marinhos de Galliza, senhor da Casa de Goyannes, junto à Ilha de Salvora no Arcebispado de Santiago, em que fizeraõ Solar, porque desta Provincia pssáraõ para aquelle Reyno, aonde trazem quatro ondas na mesma forma com a serea por timbre, & outros em campo azul cinco meyas flores de Liz de ouro em aspa. A alguns pareceo tomarem este apellido, & Armas por descenderem de huma mulher marinha, ou serea, mas he fabula: o certo foy por trazerem sua origem do Romana Cayo Mário, & desta familia he o nosso Santo Portuguez S. Marino, que em Cesaria padeceo martyrio em 10. de Julho, imperando Juliano.

   He Conde desta Villa de Valladares por mercé delRey Dom Pedro O Segundo Dom Miguel Luis de Menezes, cuja illustre varonia he a seguinte.

  Dom Antonio de Noronha foy filho segundo de Dom Pedro Menezes, primeiro Marquez de Villa Real, & de sua mulher a Marqueza Dona Brites de Bragança; fiou seu pay delle sendo de dezoito annos o negocio de mayor importancia, & foy, que indo fogindo do furor delRey Dom Joaõ o Segundo Dom Alvaro de Ataíde, & seu filho, que eraõ dos mais culpados na conjuraçam do Duque de Viseu, o Marquez movido a lastima os poz a salvo, & mandou pelo dito Dom Antonio de Noronha seu filho seguralos até a raya de Castella, & depois foy dar conta a ElRey do que fizera em satisfaçaõ de sua lealdade; o que o dito Dom Antonio obrou com tal modo, que admirado elRey em sogeito de tam pouca idade  tal prudencia , & valor, o fez de seu Conselho, dandose por satisfeito de sua lealdade, & do Marquez seu pay; & aos que diziaõ, tam poucas barbas naõ eraõ capazes de lugar de tanta confiança, respondeo ElRey: Os filhos da Casa de Villa Real nascem emplumados: & confiou delle o substituir a seu pay no lugar de Ceuta, aonde o succedeo, estando hum dia no campo passeando, dando guarda aos da Cidade, sahirlhe pelas costas hum Leaõ, que dando nas ancas do cavallo, o fez em pedaços, & Dom Antonio pegando nos braços do Leaõ, o sustentou, até que hum flecheiro atirandolhe huma setta, com que lhe deu em huma perna, o fez virar para onde o feriraõ, & deu tempo a que Dom Antonio tirando de hum punhal, o metesse pela barriga do Leaõ, & ganhasse a vitoria de tam espantosa luta. Achouse na tomada, & sítios de algumas praças de Africa, (& em varias Armadas) & lá fez algumas entradas com feliz successo, mas descontouse; porque vindo de huma entrada, deraõ os Mouros nelle, & ficou cativo: resgatouse por Halibarache; ElRey Dom Manoel o fez seu Escrivaõ da Puridade, & foy Procurador do dito Rey para se effeituar o casamento da Emperatiz Dona Isabel, & o fez Conde de Linhares, dandolhe cento & sessenta mil reis de assentamento pelo particularizar mais aos outros Condes, & em lugar do tal assentamento, por lhe fazer mercé inda com mais ventagem, lhe deu em treze de Janeiro de 1502. a dizima nova, & velha do pescado de Atouguia, a qual dizima trespassou a Dom Affonso de Ataíde no anno de 1518. comprou com licença delRey a Affonso de Almeyda a Alcaydaria mór de Linhares; & a Francisco de Caceres de Mello as Villas de Algodres, Penaverde, & Fornellos: casou com Dona Joanna da Sylva, filha de Dom Diogo da Sylva, primeiro Conde de Portalegre, & de sua mulher Dona Maria de Ayala, de que teve, entre outros filhos, a

   Dom Antonio de Menezes, que foy Alcayde mór de Viseu, & morreo na batalha de Alcacere; casou com Dona Joana de Castro, filha de Dom Jeronymo de Castro, Governador da Casa do Civel, & senhor do Paul do Buquilobo, & de sua primeira mulher Dona Cecilia Henriques (que era filha de Rui de Mello, chamado o Punho, Alcayde mór de Evora, & Alegrete, Commendador de Proença, & de sua mulher Donna Joana Henriques, que era filha de Dom Carlos Henriques, & de sua mulher Dona Cecilia de Brito, filha de Artur de Brito, Alcayde mór de Beja, & Dona Catherina de Almada,) teve o dito Dom Antonio de Menezes de sua mulher Dona Joanna de Castro, entre outros filhos, a

   Dom Carlos de Noronha, que foy grande letrado, Presidente da Mesa da Consciencia, & Commendador de Mouraõ na Ordem de Aviz: casou com D. Antonia de Menezes, filha de Dom Miguel de Menezes, Segundo Duque de Caminha, & de Dona Maria de Sousa, mulher nobre, natural de Ceuta, com quem casou, como declara o seu testamento, & a legitimaçaõ feita a sua filha em Abril do anno de 1634. de que teve a

   Dom Miguel Luis de Menezes, que he hoje Conde de Valladares, Commendador de S. Joaõ de Montenegro, de Saõ Joaõ da Castanheira, & da Commenda da Granja junto a Loures termo de Lisboa: casou com Dona Magdalena de Alencastre, filha herdeira de Dom Alvaro de Abranches & Camera, & de sua mulher Dona Maria de Alencastre, de que teve, entre outros filhos, a Dom Carlos de Noronha, & a Dom Alvaro de Abranches, Bispo de Leiria, Prelado de grandes letras, & virtude, & a Dona Francisca Ines de Alencastre, que foy casada com Pedro de Figueiredo, de que ha geraçaõ,

   Dom Carlos de Noronha he herdeiro da Casa de seus pays, casou com Dona Maria de Alencastre, filha de Luis da Cunha de Ataíde, senhor de Povolide, & de sua mulher Dona Guiomar de Alencastre, a quem teve Dom Miguel de Menezes, Dona Guiomar, Dona Magdalena, & Dona Joanna.            

 

 P. Antonio Carvalho da Costa

Na officina de VALENTIM DA COSTA DESLANDES

Impressor de sua Magestade, & à sua custa impresso.

Com todas as licenças necessarias. Anno M. DCC. VI

 

Retirado de: http://books.google.pt

 


publicado por melgaçodomonteàribeira às 00:54
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