Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

O CÃO DE CASTRO LABOREIRO

12 a2 - Cão de Castro.jpg

 

 

A HISTÓRIA DO CÃO DE CASTRO LABOREIRO

 

 

A origem do cão de Castro Laboreiro, perde-se na memória dos tempos, considerando-se uma das raças mais antigas da Península Ibérica.

Pensa-se que, tal como os seus parentes, Cão da Serra Estrela e Rafeiro do Alentejo, teria descendido do Dogue do Tibete que, dos Himalaias irradiou para todo o mundo, acompanhando as deslocações  populacionais que ocorreram ao longo dos tempos e teria dado origem aos molossos e cães tipo montanha.

O solar desta raça situa-se na região que lhe deu o nome – Castro Laboreiro, situado no Noroeste Peninsular, que compreende a serra da Peneda e planalto de Castro Laboreiro, a ajuizar pelos testemunhos orais e até alguns escritos, a sua distribuição, no passado, poderia até chegado à zona da serra do Soajo, mas não se deve confundir esta raça com o sabujo que existiu nesta mesma região do Soajo.

Com o evoluir dos tempos, a sua distribuição ficou circunscrita à freguesia de Castro Laboreiro, uma área muito fechada e com poucas influências externas, podendo assim manter as suas características únicas.

A partir dos anos 60, a forte emigração que afectou toda esta região e a melhoria das vias de comunicação originaram a entrada de novas raças como o Cão Pastor Alemão entre outras, que levaram a uma degeneração da raça devido aos cruzamentos efectuados.

Também o abandono da actividade pecuária levou à grande diminuição do efectivo desta raça que ficou à beira da extinção. Mas a acção determinada do padre Aníbal Rodrigues, pároco local, e o apoio de alguns habitantes locais foram mantendo alguns núcleos, não permitindo o seu desaparecimento.

Também se verificou a manutenção de alguns núcleos fora do seu solar, principalmente na região de Lisboa, que encontram a sua preponderância na formação do Clube do Cão de Castro Laboreiro.

A realização do concurso tradicional anual que se vem realizando ininterruptamente desde 1954, com o apoio do C.P.C., no dia 15 de Agosto, em Castro Laboreiro também tem contribuído para a sua salvaguarda.

A região de Castro Laboreiro situa-se a uma altitude média de 1000m é propícia a pastorícia extensiva, que desde sempre constituiu a riqueza desta região, com rebanhos de Bovinos, Caprinos e Ovinos. Mas nesta região também existem, os predadores, cujo seu digno representante é o Lobo Ibérico. Por isso os pastores sempre necessitaram de meios de defesa e o principal sempre foi o Cão de Castro Laboreiro.

Este guarda de rebanhos por excelência, sempre pronto a defender o seu quinhão e enfrentando valentemente o lobo sem qualquer receio, é um guardião fiel e dedicado. Fica sempre junto ao rebanho, mesmo quando o pastor está ausente a realizar outras tarefas, está muito adaptado ao clima rigoroso da região e mesmo à noite quando o rebanho, o nosso guardião está alerta e de guarda à sua propriedade.

 

Retirado de: 

Sendas da Gallaecia

 

Publicado por Gallaicos

 

http://sendasdagallaecia.blogspot.com/search/label/cao%20Castro%20Laboreiro


publicado por melgaçodomonteàribeira às 00:07
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